{"id":20731,"date":"2016-08-31T00:20:35","date_gmt":"2016-08-31T03:20:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=20731"},"modified":"2016-08-30T23:57:45","modified_gmt":"2016-08-31T02:57:45","slug":"projeto-propoe-rastrear-cargas-perigosas-no-porto-de-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/projeto-propoe-rastrear-cargas-perigosas-no-porto-de-santos\/","title":{"rendered":"Projeto prop\u00f5e rastrear cargas perigosas no Porto de Santos"},"content":{"rendered":"<p>Rastrear eletronicamente cargas consideradas perigosas que embarcam no Porto de Santos \u00e9 o objetivo de um projeto de pesquisa desenvolvido por um aluno do Campus Baixada Santista da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp). O estudante do curso de Ci\u00eancias do Mar pretende utilizar a identifica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de radiofrequ\u00eancia (ou RFID, sigla em ingl\u00eas de Radio Frequency Identification) para monitorar as mercadorias.<\/p>\n<p>Henrique Cardoso K\u00f6pke de Vasconcellos est\u00e1 no terceiro ano da gradua\u00e7\u00e3o e iniciou o projeto h\u00e1 cerca de tr\u00eas meses. Ainda em fase inicial, a pesquisa \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o de outro estudo realizado pelo aluno.<\/p>\n<p>O tema foi proposto ap\u00f3s os recentes acidentes envolvendo cargas perigosas no Porto de Santos. Em um deles, em janeiro deste ano, no terminal retroportu\u00e1rio da Localfrio, na Margem Esquerda (Guaruj\u00e1) do complexo mar\u00edtimo, os bombeiros tiveram dificuldade para combater o inc\u00eandio devido \u00e0 falta de dados sobre as cargas consumidas pelas chamas. Esta \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o que, segundo o estudante da Unifesp, pode ser conhecida atrav\u00e9s do rastreamento eletr\u00f4nico dos cont\u00eaineres.<\/p>\n<p>Qualquer subst\u00e2ncia que, em condi\u00e7\u00f5es normais, tenha alguma instabilidade inerente ou que, sozinha ou combinada com outras cargas, possa causar inc\u00eandio, explos\u00e3o ou corros\u00e3o de outros materiais, \u00e9 considerada uma carga perigosa. Mercadorias que sejam suficientemente t\u00f3xicas para amea\u00e7ar a vida ou a sa\u00fade p\u00fablica, se n\u00e3o forem adequadamente controladas, tamb\u00e9m entram nessa lista, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (IMO, na sigla em ingl\u00eas), que as dividiu em nove classes.<\/p>\n<p>O professor do Campus Baixada Santista da Unifesp Caio Fontana, um dos orientadores da pesquisa, explica que, inicialmente, o projeto ser\u00e1 desenvolvido nos limites do Porto de Santos. No entanto, rastrear esses produtos pode garantir uma maior seguran\u00e7a durante todo o trajeto da carga.<\/p>\n<p>\u201cQuando embarca, n\u00e3o existe um controle efetivo. Voc\u00ea n\u00e3o sabe efetivamente quando ela entrou no terminal para embarcar no navio. Ent\u00e3o, a gente est\u00e1 estudando uma maneira de fazer isso atrav\u00e9s de etiquetas, com a qual gente consiga monitorar desde quando ela entrou no Porto, no terminal e quando foi para o navio\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Perigo<\/p>\n<p>\u201cDepois que esse assunto do risco das cargas perigosas no Porto de Santos ganhou evid\u00eancia, entendemos que era interessante usar a tecnologia do RFID para garantir seguran\u00e7a e rastreabilidade\u201d, destacou o estudante Henrique de Vasconcellos .<\/p>\n<p>Segundo o graduando, a ideia \u00e9 que a carga possa ser rastreada logo ap\u00f3s o carregamento em cont\u00eaineres. Neste momento, a caixa met\u00e1lica deve receber uma tag, esp\u00e9cie de etiqueta eletr\u00f4nica, semelhante \u00e0s utilizadas em pra\u00e7as de ped\u00e1gio para o pagamento autom\u00e1tico da tarifa. A mercadoria passa a ser monitorada a cada passagem por portais de leitura eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p>\u201cPodem ser armazenadas todas as informa\u00e7\u00f5es da carga, que n\u00e3o podem ficar muito tempo aguardando os procedimentos de embarque. Existem os locais especiais j\u00e1 definidos para que ela n\u00e3o permane\u00e7a muito tempo\u201d , explicou Henrique.<\/p>\n<p>Andamento da pesquisa<\/p>\n<p>Nesta fase do projeto, o aluno da Unifesp estuda o modelo tecnol\u00f3gico que melhor se aplica \u00e0 demanda. Para o professor Cledson Akio Sakurai, que tamb\u00e9m orienta a pesquisa, esse \u00e9 um dos maiores desafios. \u201cComo o cont\u00eainer \u00e9 met\u00e1lico, pode haver uma maior dificuldade de propaga\u00e7\u00e3o do sinal. Ent\u00e3o, essa \u00e9 uma quest\u00e3o bastante importante de ser avaliada\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a defini\u00e7\u00e3o do tipo de tag a ser utilizada, ser\u00e3o estudados os locais onde podem ser implantados os leitores. \u201cEu acredito que esta pesquisa vai dar bons resultados, j\u00e1 que existe uma legisla\u00e7\u00e3o que precisa ser cumprida, o que j\u00e1 acontece. Mas, mais do que isso, \u00e9 preciso que o controle seja automatizado, com o m\u00ednimo de interfer\u00eancia humana\u201d, explicou o professor Akio.<\/p>\n<p>Estudo<\/p>\n<p>O projeto de rastreamento de cargas perigosas no Porto de Santos \u00e9 um desdobramento de um outro estudo realizado pelo aluno da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp). No primeiro trabalho, Henrique Cardoso K\u00f6pke de Vasconcellos utilizou a tecnologia de radiofrequ\u00eancia (ou RFID, sigla em ingl\u00eas de Radio Frequency Identification) para monitorar pallets de madeira.<\/p>\n<p>\u201cFoi meu projeto de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. A ideia era monitorar, desde a montagem, toda a cadeia de suprimentos e ver como esses pallets eram utilizados at\u00e9 o destino final, que pode ser, por exemplo, um supermercado\u201d, explicou o estudante.<\/p>\n<p>Mais do que rastrear as pe\u00e7as, o projeto visava evitar contamina\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de avaliar a vida \u00fatil dos recipientes e garantir a seguran\u00e7a da carga que estava sendo transportada.<\/p>\n<p>Cargas que chegam ao Porto de Santos em pallets de madeira s\u00e3o fiscalizadas pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento. Os fiscais agropecu\u00e1rios s\u00e3o respons\u00e1veis por certificar que essas estruturas est\u00e3o de acordo com as normas fitossanit\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cDe fato, n\u00e3o existe controle sobre qual pe\u00e7a foi carregada em cada pallet. Podem ter sido transportados fertilizantes e, em seguida, insumos (g\u00eaneros aliment\u00edcios). \u00c9 um material bastante reutilizado\u201d, disse Vasconcellos.<\/p>\n<p>O estudante explica que esse projeto tamb\u00e9m ainda est\u00e1 sendo desenvolvido, mas em uma fase mais avan\u00e7ada do que o de rastreamento de cargas perigosas. \u201cJ\u00e1 fiz o modelo de tecnologia e preciso definir o modelo operacional, ver a cadeia e como isso ser\u00e1 aplicado na pr\u00e1tica\u201d, disse.<\/p>\n<p>O professor Cledson Akio Sakurai tamb\u00e9m \u00e9 um dos orientadores da pesquisa sobre os pallets de madeira. O docente \u00e9 respons\u00e1vel pelas disciplinas de Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o, Automa\u00e7\u00e3o e Controle, al\u00e9m de Log\u00edstica e Programa\u00e7\u00e3o. \u201cO professor Caio (Fontana) conhece tudo como funciona ou deveria funcionar no ambiente portu\u00e1rio. J\u00e1 eu fico respons\u00e1vel pela tecnologia que vai ser empregada nos projetos\u201d, explicou Akio.<\/p>\n<p>Fonte: Tribuna online<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rastrear eletronicamente cargas consideradas perigosas que embarcam no Porto de Santos \u00e9 o objetivo de um projeto de pesquisa desenvolvido por um aluno do Campus&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18377,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-20731","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20731","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20731"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20731\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20732,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20731\/revisions\/20732"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18377"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}