{"id":20706,"date":"2016-08-30T00:10:00","date_gmt":"2016-08-30T03:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=20706"},"modified":"2016-08-29T20:36:34","modified_gmt":"2016-08-29T23:36:34","slug":"ceara-tera-museu-subaquatico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/ceara-tera-museu-subaquatico\/","title":{"rendered":"Cear\u00e1 ter\u00e1 museu subaqu\u00e1tico"},"content":{"rendered":"<p>Num barco de pesca na orla de Fortaleza, mais precisamente na altura do espig\u00e3o da Rua Jo\u00e3o Cordeiro, um grupo de mergulhadores vibra com o t\u00e9rmino da Opera\u00e7\u00e3o Cristais, realizada para a retirada de toda a carga que restou do Navio Amaz\u00f4nia, naufragado em novembro de 1981.<\/p>\n<p>Nas duas pontas dessa hist\u00f3ria, a primeira deu-se quando um rombo no casco do navio inundou o conv\u00e9s, fazendo a embarca\u00e7\u00e3o, inclinada h\u00e1 35 anos, afundar. Cont\u00eaineres carregados de diversos materiais, entre eles madeira e lou\u00e7as de cristal, deslizam e pulam do navio, tocando o solo a dez metros de profundidade. Na outra ponta da hist\u00f3ria, caixotes de pl\u00e1stico s\u00e3o preenchidos com dezenas de bandejas de cristais intactas, embora com as cores da vida marinha lhe fazendo uma casca. Amarrados em uma corda, os caixotes s\u00e3o i\u00e7ados com uma boia inflada das \u00e1guas do fundo do mar.<\/p>\n<p>O peixe era outro<\/p>\n<p>Como um bal\u00e3o subaqu\u00e1tico, o material emerge lentamente at\u00e9 a superf\u00edcie, sendo puxado com outra corda para dentro da embarca\u00e7\u00e3o Seu Lulu, onde, entre os dias 21 e 24 de agosto deste ano, o peixe era outro. E foram 659 &#8216;peixes&#8217; fisgados em quatro dias.<\/p>\n<p>&#8220;Eu acho que com isso estamos recuperando n\u00e3o s\u00f3 esses cristais, mas uma parte da hist\u00f3ria, que pode interessar os mais jovens&#8221;, comemora o pesquisador Augusto Bastos, coordenador da opera\u00e7\u00e3o, ao lado de Marcus Davis, da operadora de mergulho Mar do Cear\u00e1.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria com o navio Amaz\u00f4nia, naufragado em 2 de novembro de 1981, teve um recome\u00e7o em 2012, quando o pescador R\u00e9gis Freitas, mergulhador de apneia (desce a maiores profundidades apenas com o ar dos pulm\u00f5es) esbarrou com um cont\u00eainer afastado do local do naufr\u00e1gio do Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a met\u00e1lica, totalmente deteriorada, continha centenas de lou\u00e7as de cristais intactas tanto dentro quanto fora da estrutura. Cinzeiros, saladeiras, c\u00e1lices e comporta para lustre s\u00e3o alguns dos materiais fabricados em Manaus e que teriam como destino o Rio de Janeiro. Em 2014, uma nova opera\u00e7\u00e3o de mergulho avalia a dimens\u00e3o da carga esquecida j\u00e1 havia 33 anos de mar.<\/p>\n<p>Rep\u00f3rter ao mar<\/p>\n<p>Naquele ano, a reportagem do Di\u00e1rio do Nordeste passa a acompanhar, com exclusividade, todos os pre\u00e2mbulos que culminaram com a retirada definitiva a partir de 21 de agosto \u00faltimo. Para isso, a realiza\u00e7\u00e3o do curso de mergulho, com certifica\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>Assim como os demais mergulhadores volunt\u00e1rios, participamos diretamente do resgate das pe\u00e7as. Mesmo com apenas um metro de visibilidade aos 11 de profundidade, catamos o material, em parte enterrado, depositando nos caixotes a serem i\u00e7ados numa boia infl\u00e1vel.<\/p>\n<p>Toda a opera\u00e7\u00e3o foi realizada sob autoriza\u00e7\u00e3o do Estado Maior da Armada, ap\u00f3s aval da Marinha do Brasil e do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Nacional (Iphan) para explora\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o da carga.<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio do Nordeste (CE)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num barco de pesca na orla de Fortaleza, mais precisamente na altura do espig\u00e3o da Rua Jo\u00e3o Cordeiro, um grupo de mergulhadores vibra com o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18045,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-20706","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20706"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20706\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20707,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20706\/revisions\/20707"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18045"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}