{"id":20683,"date":"2016-08-29T00:29:08","date_gmt":"2016-08-29T03:29:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=20683"},"modified":"2016-08-28T21:31:32","modified_gmt":"2016-08-29T00:31:32","slug":"sete-dos-dez-principais-setores-indicam-recuperacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/sete-dos-dez-principais-setores-indicam-recuperacao\/","title":{"rendered":"Sete dos dez principais setores indicam recupera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Os economistas j\u00e1 afirmam quase unanimemente que a economia bateu no fundo do po\u00e7o e come\u00e7a a reagir. Dos 10 principais setores que fazem a roda do crescimento girar, 7 j\u00e1 esbo\u00e7am recupera\u00e7\u00e3o, segundo levantamento feito pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV).\u00a0<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 outro consenso entre os especialistas: a robustez e a velocidade da retomada est\u00e3o nas m\u00e3os do governo. O ponto de partida de um novo ciclo virtuoso \u00e9 o ajuste fiscal nas contas p\u00fablicas. Na avalia\u00e7\u00e3o geral, o ajuste ser\u00e1 deslanchado ap\u00f3s o julgamento do impeachment, nesta semana, com a defini\u00e7\u00e3o de quem por direito tem aval para bancar medidas duras de cortes de gastos.<\/p>\n<p>Pr\u00e9vias do Produto Interno Bruto (PIB) j\u00e1 mostram que alguns setores, em especial na ind\u00fastria, reagiram no segundo trimestre. A expectativa \u00e9 que os dados oficiais do PIB, que ser\u00e3o divulgados nesta semana, j\u00e1 apontem uma retra\u00e7\u00e3o menor da economia, perto de 0,2%.<\/p>\n<p>Economistas ouvidos pelo Estado estimam que devem contribuir para esse resultado rea\u00e7\u00f5es pontuais, como a alta m\u00e9dia de 2,4% em t\u00eaxteis e cal\u00e7ados e de 0,9% no setor automotivo, em especial gra\u00e7as \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m deve pesar a favor o avan\u00e7o de 1,3% no setor qu\u00edmico, impulsionado pela reposi\u00e7\u00e3o de estoques. Outros setores tiveram crescimento zero, o que \u00e9 bom, pois indica que a atividade deixou de se contrair e pode voltar a crescer, caso de constru\u00e7\u00e3o e metalurgia.<\/p>\n<p>Caio Megale, economista do Ita\u00fa Unibanco, lembra que a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica vir\u00e1 de duas frentes. Uma parte, diz, ficar\u00e1 por conta da &#8220;regenera\u00e7\u00e3o natural do tecido econ\u00f4mico&#8221;. Nesse caso, cumpriu-se um ciclo: a recess\u00e3o derrubou o consumo e a produ\u00e7\u00e3o, o que levou ao uso de estoques. Gradativamente, a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 retomada, mas para atender a um consumo menor. Nesse processo, o c\u00e2mbio cedeu, favorecendo a produ\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi esse fen\u00f4meno natural que levou a ind\u00fastria em geral a apresentar crescimento em volume f\u00edsico de 1,2% no segundo trimestre, o primeiro saldo desde junho de 2013. &#8220;Os eventos esportivos pautaram a recess\u00e3o: ela come\u00e7ou depois da Copa e tudo indica que se encerra na Paralimp\u00edada&#8221;, diz Megale.<\/p>\n<p>Tr\u00eas motores fundamentais da economia, por\u00e9m, est\u00e3o desligados: \u00f3leo, g\u00e1s e biocombust\u00edveis t\u00eam retra\u00e7\u00e3o de 5,5% e a agropecu\u00e1ria, de 0,5%. Preocupa o com\u00e9rcio, com queda de 0,4%, item do setor de servi\u00e7os, que sozinho sustenta dois ter\u00e7os do crescimento. &#8220;O setor de servi\u00e7os depende do consumo das fam\u00edlias, que deve continuar deprimido&#8221;, diz Silvia Matos, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (Ibre\/FGV).<\/p>\n<p>Fonte: O Estado de SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os economistas j\u00e1 afirmam quase unanimemente que a economia bateu no fundo do po\u00e7o e come\u00e7a a reagir. 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