{"id":20673,"date":"2016-08-26T01:00:11","date_gmt":"2016-08-26T04:00:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=20673"},"modified":"2016-08-24T23:28:08","modified_gmt":"2016-08-25T02:28:08","slug":"porto-de-santos-tera-banco-de-dados-de-cargas-perigosas-em-60-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/porto-de-santos-tera-banco-de-dados-de-cargas-perigosas-em-60-dias\/","title":{"rendered":"Porto de Santos ter\u00e1 banco de dados de cargas perigosas em 60 dias"},"content":{"rendered":"<p>Em at\u00e9 60 dias, a Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp) ter\u00e1 um banco de dados com informa\u00e7\u00f5es sobre a armazenagem de produtos perigosos no Porto de Santos. Com isso, em caso de um acidente com essas mercadorias, a Autoridade Portu\u00e1ria saber\u00e1 a localiza\u00e7\u00e3o dos produtos explosivos ou qu\u00edmicos estocados nas instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias.<\/p>\n<p>O monitoramento das cargas perigosas no Porto \u00e9 uma das etapas necess\u00e1rias para a cria\u00e7\u00e3o do sistema de Alerta e Prepara\u00e7\u00e3o de Comunidades para Emerg\u00eancias Locais (Apell, em ingl\u00eas). A medida \u00e9 defendida pela Defesa Civil do Estado e foi discutida com autoridades regionais e paulistas ontem, no Pal\u00e1cio dos Bandeirantes, na Capital.<\/p>\n<p>Recentemente, o Porto foi o cen\u00e1rio de dois grandes inc\u00eandios, que envolveram carregamentos qu\u00edmicos ou explosivos. H\u00e1 um ano e quatro meses, tanques do terminal retroportu\u00e1rio da Ultracargo, na Alemoa, em Santos, foram destru\u00eddos pelas chamas. O sinistro levou nove dias para ser controlado e foi considerado a maior ocorr\u00eancia deste tipo no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em janeiro, o terminal retroportu\u00e1rio da Localfrio, em Guaruj\u00e1, foi atingido pelo fogo. Segundo bombeiros que atuaram no combate \u00e0s chamas, nas primeiras horas do inc\u00eandio, houve dificuldade em identificar quais cargas estavam sendo consumidas e, assim, quais os meios adequados para conter as chamas. \u201cA gente identificou falta de informa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, a gente est\u00e1 desenvolvendo um trabalho para termos um banco de dados dentro da Autoridade Portu\u00e1ria para que, no momento de um sinistro, a gente possa ter informa\u00e7\u00f5es para o Corpo de Bombeiros, em tempo real, sem a necessidade de buscar diretamente no terminal\u201d, explicou o chefe do posto da Ag\u00eancia Nacional dos Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq) em Santos, Daniel Alves dos Santos.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do banco de dados \u00e9 coordenada pelo \u00f3rg\u00e3o. Segundo o executivo, a ideia \u00e9 que a Autoridade Portu\u00e1ria tenha em m\u00e3os a identifica\u00e7\u00e3o do produto qu\u00edmico, o potencial de risco, o terminal onde se encontra e a localiza\u00e7\u00e3o da carga na instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para isso, 11 terminais do porto organizado (p\u00fablicos) e a Embraport, que \u00e9 um Terminal de Uso Privativo (TUP), dever\u00e3o encaminhar eletronicamente, em 60 dias, as informa\u00e7\u00f5es sobre suas cargas potencialmente perigosas. \u201cSe um terminal tiver um caso id\u00eantico ao da Localfrio, onde houve a evacua\u00e7\u00e3o do terminal, o Corpo de Bombeiros poder\u00e1 utilizar essas informa\u00e7\u00f5es junto \u00e0 Autoridade Portu\u00e1ria\u201d, destacou Daniel.<\/p>\n<p>O chefe do posto da Antaq no Porto explicou que, inicialmente, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) participaria do processo de monitoramento das cargas perigosas. Mas as tratativas com a entidade n\u00e3o avan\u00e7aram no tempo estabelecido. \u201cA Abtra congrega todas essas informa\u00e7\u00f5es para a Receita Federal. Seria um facilitador. Ao inv\u00e9s de pegar de 11 terminais, eu pegaria de um \u00fanico ponto. Mas por algumas dificuldades t\u00e9cnicas, depois de quatro meses de conversa\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o apresentou esse trabalho\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Enquanto o projeto foi elaborado, houve o treinamento de 51 pessoas, incluindo oficiais do Corpo de Bombeiros, que far\u00e3o a gest\u00e3o dessas informa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, foi desenvolvida uma tabela com as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o atendimento de uma emerg\u00eancia envolvendo cargas perigosas no Porto.<\/p>\n<p>Em uma segunda etapa, a Antaq pretende expandir o banco de dados. \u201cA nossa ideia futura \u00e9 que o pr\u00f3prio banco de dados emita uma proje\u00e7\u00e3o 3D onde eu tenha o cont\u00eainer sinistrado e o que eu tenho em volta na pilha, para que a gente possa fazer o plano de remo\u00e7\u00e3o dessa carga de modo a entender o que tem mais risco. Talvez o cont\u00eainer sinistrado n\u00e3o seja o maior risco, mas sim os que est\u00e3o perto\u201d, destacou o chefe do posto local da Antaq.<\/p>\n<p><strong>Abtra<\/strong><\/p>\n<p>Procurada, a Abtra informou, atrav\u00e9s de sua assessoria de imprensa, que a an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es sobre esses produtos e de suas especificidades t\u00e9cnicas levou mais tempo do que o previsto. No entanto, a entidade pretende comunicar, ainda nesta semana, a conclus\u00e3o do projeto \u00e0 Autoridade Portu\u00e1ria. O prazo estimado para a implanta\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 de 30 dias.<\/p>\n<p>\u201cEstamos fazendo o poss\u00edvel para concretizar essa parceria e prosseguimos dispostos a contribuir para o melhor encaminhamento, tendo em vista o desenvolvimento sustent\u00e1vel da atividade portu\u00e1ria na cidade de Santos\u201d, informou a Abtra.<\/p>\n<p>Fonte: Tribuna online<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em at\u00e9 60 dias, a Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp) ter\u00e1 um banco de dados com informa\u00e7\u00f5es sobre a armazenagem de produtos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17870,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-20673","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20673","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20673"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20673\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20674,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20673\/revisions\/20674"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17870"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}