{"id":20660,"date":"2016-08-26T00:13:45","date_gmt":"2016-08-26T03:13:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=20660"},"modified":"2016-08-24T23:09:06","modified_gmt":"2016-08-25T02:09:06","slug":"seca-do-madeira-traz-prejuizos-a-empresarios-do-ramo-de-embarcacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/seca-do-madeira-traz-prejuizos-a-empresarios-do-ramo-de-embarcacoes\/","title":{"rendered":"Seca do Madeira traz preju\u00edzos a empres\u00e1rios do ramo de embarca\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>A Capital de Rond\u00f4nia, apesar de relegada ao esquecimento pelo poder p\u00fablico, com todo seu patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-cultural negligenciado pelas mais diversas autoridades, ainda tem na natureza o maior presente que poderia ser concedido \u00e0 sua popula\u00e7\u00e3o t\u00e3o carente de atrativos: o Rio Madeira, com suas fun\u00e7\u00f5es primordiais e a beleza r\u00fastica imponente.<\/p>\n<p>Mas o Madeira, com ou sem influencias externas, costuma apresentar comportamento violento, desencadeando consequ\u00eancias devastadoras, a exemplo da cheia de 2014 que inundou Porto Velho e outras regi\u00f5es deixando in\u00fameras pessoas sem moradia.<\/p>\n<p>Agora, o problema \u00e9 o inverso: a seca. E esse desequil\u00edbrio afeta igualmente a sociedade. Turisticamente, com o aumento do tempo na travessia entre capitais, como da cidade das Tr\u00eas Caixas D\u2019\u00c1gua \u00e0 Manaus; na recrea\u00e7\u00e3o, com os perigos impostos \u00e0 navega\u00e7\u00e3o com a baix\u00edssima quantidade de \u00e1gua e at\u00e9 no escoamento e chegada de produtos pela via fluvial.<\/p>\n<p>Tudo isso pesa no cotidiano do rondoniense.<\/p>\n<p>Uma classe espec\u00edfica, a de empres\u00e1rios do ramo de embarca\u00e7\u00f5es, tem sido afetada no \u00e2mago da subsist\u00eancia. Andrews Souza, propriet\u00e1rio de um barco de passeios tur\u00edsticos e recreativos, que acumula a fun\u00e7\u00e3o de frete, informou ao Rond\u00f4nia Din\u00e2mica que seu sustento est\u00e1 prejudicado.<\/p>\n<p>Souza foi enf\u00e1tico ao atribuir responsabilidade \u00e0 opera\u00e7\u00e3o das usinas instaladas no Rio Madeira, uma vez que, de acordo com ele, na mesma \u00e9poca em anos anteriores o n\u00edvel estaria bem maior, propiciando a navega\u00e7\u00e3o adequada longe de preju\u00edzos.<\/p>\n<p>\u201cO per\u00edodo vazante do Rio Madeira come\u00e7ou mais cedo. Esse impacto veio por conta das barragens das usinas. Para a gente [a seca] \u00e9 prejudicial. Os canais ficam restritos e a\u00ed as pessoas jogam na m\u00eddia que aqui [rio] \u00e9 perigoso, principalmente para viajar \u00e0 noite, que a visibilidade fica mais dif\u00edcil\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em seguida, o empres\u00e1rio enfatizou que, para quem trabalha no setor, h\u00e1 preju\u00edzos incont\u00e1veis porque as pessoas ficam com medo de fretar o barco em decorr\u00eancia dos riscos e perigos destacados na imprensa. Na vis\u00e3o do empreendedor, \u00e9 imposs\u00edvel trabalhar nessa situa\u00e7\u00e3o. Ele garantiu que nesta \u00e9poca do ano o Rio Madeira deveria estar mais cheio.<\/p>\n<p>\u201cAtrav\u00e9s do impacto das usinas a seca foi bem maior este ano\u201d, acusou.<br \/>Redu\u00e7\u00e3o de 50% na procura dos servi\u00e7os; barco est\u00e1 encostado<\/p>\n<p>Andrews Souza revelou que a diminui\u00e7\u00e3o na procura pelos seus servi\u00e7os chega a 50%, comparando com os mesmos per\u00edodos nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>\u201cReduziu pela metade a procura pelos servi\u00e7os. Nesta \u00e9poca a gente era bem mais procurado. O barco est\u00e1 parado praticamente h\u00e1 quase um m\u00eas. A seca influencia a [falta de] procura. Estou sendo bem prejudicado\u201d, asseverou.<\/p>\n<p>J\u00e1 sobre os perigos na navega\u00e7\u00e3o, apontou:<\/p>\n<p>\u201cNa realidade, n\u00e3o estou mentindo. Est\u00e1 perigoso sim. A gente viaja quando aparece um frete. A gente viaja \u00e0 noite, mas fica com medo. A gente vai devagar. A gente vai com aten\u00e7\u00e3o. Toda semana um colega fica encalhado. Semana passada mesmo me pediram ajuda para desencalhar um barco. N\u00e3o tive como ajudar, infelizmente. S\u00e3o tr\u00eas pontos cr\u00edticos nesta \u00e9poca: aqui no Tamandu\u00e1, pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o do Belmont, Curicatas e Papagaio, tudo dentro de Rond\u00f4nia\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>A culpa \u00e9 do garimpo, diz dono de barco pesqueiro<\/p>\n<p>Braz Queiroz, dono da embarca\u00e7\u00e3o \u2018Rei da Vit\u00f3ria\u2019, cargueiro que transporta peixe at\u00e9 Manaus, disse que o tempo de navega\u00e7\u00e3o passou de 84 para 120 horas. Ou seja, a travessia que levava em m\u00e9dia tr\u00eas dias e meio agora chega a perdurar cinco dias completos.<\/p>\n<p>Diferentemente de Andrews Souza, Queiroz responsabiliza a pr\u00e1tica do garimpo indiscriminado no Rio Madeira, indicando eros\u00e3o \u00e0 margem do leito.<\/p>\n<p>\u201cO consumidor reclama bastante como se a responsabilidade fosse nossa. Estamos demorando a entregar a carga e corremos o risco de perder nossos contratos\u201d, reclamou o propriet\u00e1rio do pesqueiro que tem o Carrefour como maior expoente entre os clientes no Amazonas.<\/p>\n<p>Apontando para o barranco, Queiroz salientou:<\/p>\n<p>\u201cA terra cobre o barranco. Para onde vai essa terra? P\u00f4&#8230;, ser\u00e1 que essa gente n\u00e3o sabe fazer outra coisa [a n\u00e3o ser garimpar]? Meu transporte reduziu em quase 20%. O barco tem capacidade para carregar de quarenta e cinco a cinquenta toneladas por viagem, mas precisei diminuir a carga para trinta. Caso contr\u00e1rio a embarca\u00e7\u00e3o pesa muito e acaba encalhando. O comprador est\u00e1 nos esperando e o consumo l\u00e1 \u00e9 r\u00e1pido. Chegamos na ter\u00e7a ao destino da entrega, quinta-feira j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais peixe\u201d, alegou.<\/p>\n<p>Abaixo, a Sociedade de Portos e Hidrovias de Rond\u00f4nia (SOPH), que pertence ao Governo do Estado, apresenta a vers\u00e3o administrativa para a quest\u00e3o respondendo \u00e0s d\u00favidas mais corriqueiras acerca do tema.<\/p>\n<p>1) O Rio Madeira apresenta este ano um dos menores n\u00edveis de \u00e1gua, com o aparecimento de bancos de areia, que prejudicam a navega\u00e7\u00e3o. Qual foi o menor n\u00edvel registrado em 2016? E o menor desde o in\u00edcio do c\u00f4mputo?<\/p>\n<p>R: Os \u00edndices dos n\u00edveis do rio Madeira que s\u00e3o registrados diariamente pela SOPH h\u00e1 muitos anos. Em 2016 o menor \u00edndice registrado at\u00e9 o momento ocorreu no dia 16 de agosto com 2,24m. Hoje a medida \u00e9 de 2,93m. Houve um repiquete. O menor registro da s\u00e9rie ocorreu em 2005 com 1,63m (10\/09\/2005).<\/p>\n<p>2) O baixo n\u00edvel da \u00e1gua reduziu o tempo de viagem e o volume de cargas entre Porto Velho e Manaus e o porto de Itacoatiara?<\/p>\n<p>R: Sim. Em condi\u00e7\u00f5es naveg\u00e1veis o trecho Porto Velho-Manaus \u00e9 feito em tr\u00eas dias. O caminho inverso \u00e9 de cinco dias. Na \u00e9poca da vazante o trecho Porto Velho- Manaus passa para cinco dias, enquanto que o inverso pode levar at\u00e9 sete dias.<\/p>\n<p>O que acontece \u00e9 que as empresas, sabendo das condi\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, j\u00e1 fazem o planejamento para escoamento de gr\u00e3os e esse per\u00edodo coincide com o per\u00edodo da entressafra. Esse planejamento consiste em reduzir a quantidade de carga levada em cada viagem. Por exemplo, uma balsa tem condi\u00e7\u00f5es de levar at\u00e9 2 mil toneladas de gr\u00e3os, na \u00e9poca da seca, essa capacidade \u00e9 reduzida pela metade e cada balsa leva mil toneladas. As balsas menores, com capacidade para transportar 800 toneladas, s\u00e3o reduzidas pela metade e transportam apenas 400 toneladas.<\/p>\n<p>Um rebocador leva de 16 a 20 balsas em comboio. Atualmente, esses barcos j\u00e1 disp\u00f5em de equipamentos com alt\u00edssima tecnologia (sonar e carta batim\u00e9trica on-line) e os navegadores conseguem identificar banco de areia ou pedral com anteced\u00eancia, evitando acidentes. Para transpor a limita\u00e7\u00e3o natural de um banco de areia, por exemplo, eles desfazem o comboio antes, passam com uma balsa de cada vez e remontam o comboio posteriormente, permitindo prosseguir com a viagem.<\/p>\n<p>\u00c9 v\u00e1lido ressaltar que neste per\u00edodo de baixa do rio, a Capitania dos Portos \u00e9 quem tem jurisdi\u00e7\u00e3o para definir a permissibilidade da navega\u00e7\u00e3o, pois o rio Madeira \u00e9 federal. Neste momento, est\u00e1 proibida a navega\u00e7\u00e3o noturna. Cabe \u00e0 Marinha tamb\u00e9m a fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>3) Quais s\u00e3o os principais produtos (e respectivas quantidades) transportados pela hidrovia do Madeira? Houve redu\u00e7\u00e3o na quantidade de carga transportadas? Em que percentual?<\/p>\n<p>R: Principais produtos que s\u00e3o enviados: Soja e Milho, recentemente o Porto P\u00fablico retomou a movimenta\u00e7\u00e3o de madeira em container. Principal produto recebido: fertilizante.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m saem\/chegam as cargas denominadas cargas gerais: a\u00e7\u00facar, caf\u00e9, \u00f3leo, arroz e etc.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o que acontece na movimenta\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria nesta \u00e9poca do ano j\u00e1 \u00e9 esperada\/planejada.<\/p>\n<p>4) A cheia de 2014 provocou uma movimenta\u00e7\u00e3o grande de sedimentos no rio Madeira. Este fen\u00f4meno afetou a navegabilidade do rio? A atua\u00e7\u00e3o de centenas de garimpeiros que atuam ilegalmente ao longo do rio tamb\u00e9m afefa a navega\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>R: O regime portu\u00e1rio de Porto Velho \u00e9 composto por 16 portos, sendo um o porto p\u00fablico e outro o IP4 que \u00e9 aquele do Cai n\u2019\u00e1gua, sob a responsabilidade da prefeitura. Os demais s\u00e3o TUP\u2019s \u2013 Terminais de Uso Privado. Na \u00e9poca da cheia de 2014, todos ficaram submersos, exceto o Porto P\u00fablico que teve condi\u00e7\u00f5es de atender toda a demanda, evitando assim o desabastecimento. A navegabilidade n\u00e3o \u00e9 influenciada pela cheia, na verdade, facilita, evitando qualquer tipo de acidente com bancos de areia.<\/p>\n<p>Contudo, neste per\u00edodo acontece a descida dos troncos, que podem causar acidentes. Um grupo de trabalho foi montado para encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para o problema. Comp\u00f5em esse grupo: SOPH, Antaq, Sedam, Fenavega, Ibama e a Frente Parlamentar de Defesa dos Portos e hidrovias.<\/p>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o dos garimpeiros traz risco \u00e0 navega\u00e7\u00e3o, pois al\u00e9m de assorear o rio Madeira e contaminar o leito com merc\u00fario, elas ficam estacionadas no meio do rio at\u00e9 mesmo no per\u00edodo noturno, ou passam muito perto de balsas que transportam derivados de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>5) Propriet\u00e1rios de transportadoras reclamam da demora nos trabalhos de dragagem no rio Madeira, uma dificuldade que j\u00e1 se tornou corriqueira nos \u00faltimos anos. A falta da dragagem prejudica a navega\u00e7\u00e3o? Quando foi feita a \u00faltima dragagem? Quando ser\u00e1 feita a pr\u00f3xima?<\/p>\n<p>R: Em 2013 foi feita uma licita\u00e7\u00e3o para dragagem do rio, contudo, a empresa vencedora da licita\u00e7\u00e3o iniciou a opera\u00e7\u00e3o em Setembro, quando o rio j\u00e1 tem calado suficiente para navegabilidade, al\u00e9m de retirar o sedimento do fundo do rio num local e despejar dentro do pr\u00f3prio leito em um local mais abaixo. Den\u00fancias foram feitas naquela \u00e9poca e o processo foi suspenso. Em 2016 foi realizada nova licita\u00e7\u00e3o e a empresa est\u00e1 na fase de certifica\u00e7\u00e3o da documenta\u00e7\u00e3o. Este contrato \u00e9 de cinco anos. A dragagem do rio \u00e9 compet\u00eancia do Dnit. E a expectativa \u00e9 que em 2017 a empresa j\u00e1 possa atuar e evitar tais transtornos com a seca do rio.<\/p>\n<p>6) Servi\u00e7os de meteorologia indicam que a estiagem ainda vai prevalecer pelos pr\u00f3ximos dois meses. Uma redu\u00e7\u00e3o maior do n\u00edvel do rio poder\u00e1 comprometer a navega\u00e7\u00e3o e o transporte de cargas no Madeira? A Soph tem registros de situa\u00e7\u00f5es semelhantes a que est\u00e1 ocorrendo neste ano em anos anteriores? Existe o perigo de desabastecimento de produtos tanto para Porto Velho como para Manaus?<\/p>\n<p>R: Sim, h\u00e1 registros. Com rela\u00e7\u00e3o ao comprometimento da navega\u00e7\u00e3o e o desabastecimento de produtos pode acontecer se o rio ficar abaixo de 1,90m, uma vez que at\u00e9 2,0m \u00e9 poss\u00edvel navegar com cautela. O calado ideal \u00e9 de pelo menos 4,50m.<\/p>\n<p>Para evitar acidentes e encalhes nos bancos de areia, as empresas reduzem a capacidade das balsas, como informado anteriormente.<\/p>\n<p>O desabastecimento pode ocorrer em Porto Velho com a falta do combust\u00edvel que vem de Manaus, elevando o pre\u00e7o do produto, pois o frete tamb\u00e9m sobe. E Manaus poderia ficar sem abastecimento de frios, hortifr\u00fati e carnes que s\u00e3o levados daqui para l\u00e1.<\/p>\n<p>Fonte: RONDONIA DINAMICA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Capital de Rond\u00f4nia, apesar de relegada ao esquecimento pelo poder p\u00fablico, com todo seu patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-cultural negligenciado pelas mais diversas autoridades, ainda tem na&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":20661,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-20660","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20660"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20660\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20662,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20660\/revisions\/20662"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}