{"id":20546,"date":"2016-08-17T08:35:31","date_gmt":"2016-08-17T11:35:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=20546"},"modified":"2016-08-17T08:35:31","modified_gmt":"2016-08-17T11:35:31","slug":"santos-acumula-maior-crescimento-operacional-entre-os-principais-portos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/santos-acumula-maior-crescimento-operacional-entre-os-principais-portos\/","title":{"rendered":"Santos acumula maior crescimento operacional entre os principais portos"},"content":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel por escoar o equivalente a 30% da balan\u00e7a comercial em valores, o porto de Santos (SP) registrou o maior crescimento operacional entre os principais complexos brasileiros nos sete primeiros meses do ano. O cais santista movimentou 60,9 milh\u00f5es de toneladas &#8211; considerando apenas a soma das exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es -, alta de 19% sobre janeiro-julho de 2015. No conjunto, os portos brasileiros escoaram 3% a mais de cargas: 433,3 milh\u00f5es de toneladas, conforme dados do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Santos ficou em quarto na movimenta\u00e7\u00e3o geral, atr\u00e1s dos portos de S\u00e3o Lu\u00eds (MA), Sepetiba (RJ) e Vit\u00f3ria (ES), tradicionais l\u00edderes em volumes por terem opera\u00e7\u00f5es fortes de movimenta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro &#8211; que pesa muito, mas tem pouco valor agregado.<\/p>\n<p>O crescimento em Santos foi puxado pela alta de 41% das exporta\u00e7\u00f5es de gr\u00e3os, cereais e farelo. Apesar da propalada voca\u00e7\u00e3o de &#8220;porto da ind\u00fastria&#8221;, Santos disparou na lideran\u00e7a na movimenta\u00e7\u00e3o dessas commodities.<\/p>\n<p>Para especialistas, a concentra\u00e7\u00e3o do escoamento de gr\u00e3os por Santos mostra a falta de log\u00edstica adequada para conduzir parte consider\u00e1vel do agroneg\u00f3cio para ser escoada pelor portos do chamado Arco Norte. &#8220;Mas n\u00e3o adianta construir catedral na Lua&#8221;, diz um consultor, numa refer\u00eancia ao aumento no n\u00famero de terminais portu\u00e1rios de uso privado nos \u00faltimos anos naquela regi\u00e3o n\u00e3o ter sido acompanhado por obras de acesso.<\/p>\n<p>A inexist\u00eancia de acessos terrestres suficientes para levar a carga aos portos daquela regi\u00e3o, notadamente a continua\u00e7\u00e3o da BR-163 e o trecho da Ferrovia Norte-Sul entre A\u00e7ail\u00e2ndia (MA) e Barcarena (PA), foi considerado um dos fatores &#8211; mas n\u00e3o o \u00fanico &#8211; que inviabilizaram as licita\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias em portos do Par\u00e1. Marcado para 10 de junho, o leil\u00e3o de seis lotes foi suspenso na v\u00e9spera. Alguns empreendedores interessados disseram que, se houvesse uma licita\u00e7\u00e3o intermodal ferrovia-porto, as chances de sucesso seriam maiores.<\/p>\n<p>Luiz Fayet, consultor de infraestrutura e log\u00edstica da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura (CNA), atribui o aumento da participa\u00e7\u00e3o de Santos no nicho de commodities at\u00e9 julho a um fator conjuntural &#8211; a alta do pre\u00e7o da soja no mercado, que estimulou a concentra\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es nos primeiros meses do ano. &#8220;Houve uma press\u00e3o brutal de exporta\u00e7\u00f5es por causa dos pre\u00e7os internacionais&#8221;. Mas ele pondera. &#8220;Ao mesmo tempo, faltam alternativas de rotas, especialmente para o Arco Norte.&#8221;<\/p>\n<p>Para Leandro Barreto, especialista em transporte mar\u00edtimo, mais forte que o pre\u00e7o da soja \u00e9 mesmo a falta de log\u00edstica do Arco Norte. &#8220;A estrutura l\u00e1 embaixo est\u00e1 pronta; l\u00e1 em cima, n\u00e3o. Mas tamb\u00e9m tem a quest\u00e3o do Canal do Panam\u00e1&#8221;, diz. Segundo Barreto, as exporta\u00e7\u00f5es do Arco Norte para a \u00c1sia podem ser mais competitivas pelo Canal do Panam\u00e1, rota que &#8220;encurta&#8221; em cerca de tr\u00eas dias a dist\u00e2ncia entre o Brasil e a China.<\/p>\n<p>Contudo, hoje, os pre\u00e7os do combust\u00edvel mar\u00edtimo e do aluguel de navios graneleiros est\u00e3o t\u00e3o baixos que sai mais barato contornar a \u00c1frica &#8211; saindo com os navios de portos do Sul e do Sudeste &#8211; do que pagar o ped\u00e1gio do Canal. Por isso tamb\u00e9m a carga estaria &#8220;descendo&#8221; em vez de &#8220;subir&#8221;.<\/p>\n<p>A Rumo Log\u00edstica, transportadora ferrovi\u00e1ria que tem terminais dedicados ao agroneg\u00f3cio em Santos, movimentou no segundo trimestre no cais santista 80% a mais que no mesmo intervalo de 2015, devido ao melhor cen\u00e1rio do a\u00e7\u00facar e do aumento do volume de gr\u00e3os. Dos 3,5 milh\u00f5es de toneladas que embarcou no per\u00edodo por Santos, cerca de 800 mil toneladas foram de gr\u00e3os, ante 493 mil toneladas na mesma base de 2015.<\/p>\n<p>&#8220;O que est\u00e1 fazendo a diferen\u00e7a \u00e9 o custo do acesso. A crise econ\u00f4mica reduziu os fretes rodovi\u00e1rio e ferrovi\u00e1rio. De Rondon\u00f3polis (MT) e imedia\u00e7\u00f5es para baixo \u00e9 mais barato mandar a carga para Santos e Paranagu\u00e1 (PR) do que para Santar\u00e9m, Vila do Conde (PA), ou Itaqui (MA). \u00c9 essa conta que a trading vai fazer. Al\u00e9m disso, o Sudeste sempre d\u00e1 carga de retorno&#8221;, afirma Fabrizio Pierdomenico, s\u00f3cio-diretor da Ag\u00eancia Porto.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel por escoar o equivalente a 30% da balan\u00e7a comercial em valores, o porto de Santos (SP) registrou o maior crescimento operacional entre os principais&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19106,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-20546","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20546","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20546"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20546\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20547,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20546\/revisions\/20547"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19106"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}