{"id":20500,"date":"2016-08-11T00:10:25","date_gmt":"2016-08-11T03:10:25","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=20500"},"modified":"2016-08-10T14:51:15","modified_gmt":"2016-08-10T17:51:15","slug":"estaleiros-renegociam-r-8-bi-com-bancos-e-fornecedores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/estaleiros-renegociam-r-8-bi-com-bancos-e-fornecedores\/","title":{"rendered":"Estaleiros renegociam R$ 8 bi com bancos e fornecedores"},"content":{"rendered":"<p>A derrocada da Sete Brasil, criada para gerenciar as sondas do pr\u00e9-sal para a Petrobras, as den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o e a escassez da demanda internacional por navios de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo deterioraram a situa\u00e7\u00e3o financeira e operacional dos tr\u00eas estaleiros nacionais ligados a empreiteiras e que eram, at\u00e9 pouco tempo, s\u00edmbolos da arrancada da ind\u00fastria naval no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Juntos, Enseada, Atl\u00e2ntico Sul e Rio Grande est\u00e3o em processo de reestrutura\u00e7\u00e3o e renegociam d\u00edvidas com bancos e fornecedores da ordem de R$ 8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para alguns especialistas em renegocia\u00e7\u00e3o, s situa\u00e7\u00f5es mais cr\u00edtica \u00e9 a do estaleiro Enseada Ind\u00fastria Naval, que pertence a Odebrecht, UTC, OAS e aos japoneses da Kawasaki Heavy Industries.<\/p>\n<p>A empresa construiu um estaleiro na Bahia exclusivamente para atender os contratos para fornecimento de sete navios sondas para a Sete. Desde in\u00edcio do ano passado, a Sete n\u00e3o paga os contratos, e a Petrobras n\u00e3o define se vai manter os contratos.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 que a Enseada terminou o ano com passivo de curto prazo a descoberto de R$ 2 bilh\u00f5es. Em outubro, ainda ter\u00e1 pela frente os primeiros vencimentos do empr\u00e9stimo de R$ 1,1 bilh\u00e3o que tem com os bancos do Brasil e Caixa, que repassaram recursos do Fundo de Marinha Mercante.<\/p>\n<p>A empresa tenta renegociar prazos e ganhar tempo para encontrar uma solu\u00e7\u00e3o que gere receita. O fluxo de caixa novo passar\u00e1 por essa renegocia\u00e7\u00e3o e pela manuten\u00e7\u00e3o dos contratos com a Petrobras no \u00e2mbito da Sete. A empresa estuda buscar receitas com produ\u00e7\u00e3o de torres e geradores e\u00f3licos.<\/p>\n<p>Projeto ambicioso criado para revigorar a ind\u00fastria naval brasileira, a Sete Brasil &#8211; envolta em den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m atingiram os estaleiros &#8211; entrou em recupera\u00e7\u00e3o judicial neste ano. Desde o ano passado, a companhia vinha tentando um empr\u00e9stimo de longo prazo que pudesse financiar pelo menos parte das sondas que estavam na sua carteira.<\/p>\n<p>A empresa chegou a tentar reduzir de 28 para 19 o total de sondas contratadas pela Petrobras para manter parcialmente a encomenda, mas n\u00e3o teve sucesso. Sem dinheiro, a estatal parou de pagar os estaleiros, que paralisaram as constru\u00e7\u00f5es. O \u00faltimo balan\u00e7o da Sete mostra que o calote com os cinco estaleiros com os quais tinha contratos (EAS, Enseada, ERG Jurong e Brasfels) foi de R$ 6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h3><b>Preju\u00edzos<\/b><\/h3>\n<p>Para os bancos, que j\u00e1 tiveram de baixar a preju\u00edzo os empr\u00e9stimos que fizeram diretamente \u00e0 Sete Brasil, a situa\u00e7\u00e3o dos estaleiros tamb\u00e9m se mostra preocupante.<\/p>\n<p>S\u00f3 com a Ecovix, empresa dona do Estaleiro Rio Grande, os bancos est\u00e3o renegociando d\u00edvidas de R$ 4,5 bilh\u00f5es, sob a lideran\u00e7a do escrit\u00f3rio Felsberg e do banco Brasil Plural.<\/p>\n<p>Os empr\u00e9stimos n\u00e3o est\u00e3o sendo cobrados, mas a empresa tem at\u00e9 o fim do ano para apresentar uma solu\u00e7\u00e3o, que deve passar pela venda a um investidor estrangeiro.<\/p>\n<p>Os principais s\u00f3cios da Ecovix, da empreiteira Engevix, est\u00e3o hoje presos e alguns j\u00e1 foram condenados por corrup\u00e7\u00e3o em contratos com a Petrobras. Todos foram afastados do estaleiro, hoje administrado pelo Banco Plural.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que o fato de o estaleiro manter outros contratos diretos com a Petrobras, e n\u00e3o apenas os que tinha com a Sete, poder\u00e1 ser um ponto positivo nas negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O mesmo acontece com o Estaleiro Atl\u00e2ntico Sul (EAS), que pertence a Camargo Corr\u00eaa e Queiroz Galv\u00e3o, e j\u00e1 tinha contratos diretamente com a Petrobras.<\/p>\n<p>O estaleiro informou que conseguiu manter cinco encomendas da Transpetro e est\u00e1 negociando outros sete navios, que tamb\u00e9m seriam para a Transpetro, com outros clientes. O EAS recebeu capitaliza\u00e7\u00e3o de R$ 400 milh\u00f5es dos s\u00f3cios neste ano, em parte para manter os contratos de financiamento. A empresa tem uma d\u00edvida de cerca de R$ 1,2 bilh\u00e3o com o BNDES.<\/p>\n<p>Apesar do otimismo em retomar receita, seu preju\u00edzo foi de R$ 349 milh\u00f5es em 2015, que se somaram a perdas de R$ 329 milh\u00f5es do ano anterior. A empresa tamb\u00e9m tinha contratos com a Sete Brasil e foi a \u00fanica a encerrar unilateralmente o contrato ao deixar de receber. Ainda existe uma disputa em torno da quest\u00e3o, mas, de qualquer forma, a empresa ainda precisa renegociar cerca de R$ 500 milh\u00f5es com fornecedores.<\/p>\n<p>Fonte: O Estado de SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A derrocada da Sete Brasil, criada para gerenciar as sondas do pr\u00e9-sal para a Petrobras, as den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o e a escassez da demanda internacional&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":20501,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-20500","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20500"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20502,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20500\/revisions\/20502"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20501"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}