{"id":20449,"date":"2016-08-09T08:55:06","date_gmt":"2016-08-09T11:55:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=20449"},"modified":"2016-08-09T08:55:06","modified_gmt":"2016-08-09T11:55:06","slug":"custo-do-transporte-inibe-exportacoes-na-regiao-sul-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/custo-do-transporte-inibe-exportacoes-na-regiao-sul-do-brasil\/","title":{"rendered":"Custo do transporte inibe exporta\u00e7\u00f5es na Regi\u00e3o Sul do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o importa o tamanho da empresa ou em que regi\u00e3o do Brasil esteja, o custo do transporte \u00e9 apontado por todas como o maior entrave para exportar. A informa\u00e7\u00e3o foi revelada por uma pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) divulgada nesta segunda-feira. Al\u00e9m da elevada despesa com transporte, aparecem no topo das reclama\u00e7\u00f5es as altas tarifas cobradas em portos e aeroportos e a baixa efici\u00eancia governamental na supera\u00e7\u00e3o das barreiras \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A pesquisa por regi\u00e3o mostra que o Sul tem exatamente essas reclama\u00e7\u00f5es como as tr\u00eas principais. Outras regi\u00f5es trazem especificidades, como \u00e9 o caso do Nordeste, onde a taxa de juros \u00e9 o segundo ponto mais cr\u00edtico. Na divis\u00e3o por categoria de dificuldade, os entraves macroecon\u00f4micos \u2013 taxas de juros e c\u00e2mbio \u2013 s\u00e3o os maiores, seguidos por institucionais e legais e, finalmente, pela burocracia alfandeg\u00e1ria e aduaneira. Os resultados n\u00e3o surpreendem. Desenham um velho conhecido, o \u00bfcusto Brasil\u00bf.<\/p>\n<p>\u2013 De fato, o estudo traz detalhada uma realidade com a qual o empres\u00e1rio brasileiro convive h\u00e1 d\u00e9cadas, apesar do alto investimento do governo federal em exporta\u00e7\u00e3o \u2013 diz a presidente da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de SC (Fiesc), Maria Teresa Bustamante.<\/p>\n<p><strong>Despesa com log\u00edstica cai quase pela metade nos EUA<\/strong><\/p>\n<p>No Estado, o custo com log\u00edstica corresponde, em m\u00e9dia, a R$ 0,14 para cada R$ 1 de faturamento da ind\u00fastria \u2013 dado levantado pela Fiesc no ano passado. Metade disso \u00e9 com transporte. De acordo com o vice-presidente Mario Cezar de Aguiar, \u00e9 quase o dobro do praticado nos Estados Unidos, cujo valor \u00e9 R$ 0,8.<\/p>\n<p>\u2013 Produzimos t\u00e3o bem quanto eles (os EUA), mas nosso custo nos torna muito menos competitivos. Temos uma dificuldade imensa em chegar at\u00e9 os portos. L\u00e1, tamb\u00e9m temos outros problemas. O porto de Itaja\u00ed precisa resolver urgentemente a quest\u00e3o da bacia de evolu\u00e7\u00e3o, melhorar o calado. Na ba\u00eda da Babitonga (onde fica o porto de S\u00e3o Francisco do Sul), o canal de acesso tem uma curva de 90 graus que precisa ser revista \u2013 reclama Aguiar.<\/p>\n<p>O perfil das dificuldades vem em momento oportuno. Em meio \u00e0 crise, com o mercado interno abalado, o governo federal tem buscado estimular as exporta\u00e7\u00f5es, promovendo uma s\u00e9rie de viagens em busca de acordos comerciais \u2013 tarefa importante, j\u00e1 que para 14% das empresas as exporta\u00e7\u00f5es representam de 80% a 100% das receitas. Para outras 57%, as vendas ao exterior atingem at\u00e9 20%. Mas, como se v\u00ea, exportar mais vai depender muito de arrumar a casa.<\/p>\n<p>O Brasil exporta pouco quando comparado a outros pa\u00edses. De acordo com dados de 2014 do Banco Mundial, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de bens e servi\u00e7os representaram apenas 12% do PIB naquele ano, ao passo que a m\u00e9dia mundial \u00e9 de 30%, taxa que n\u00e3o muda significativamente mesmo em economias emergentes ou menos desenvolvidas.<\/p>\n<p><strong>Problemas variam conforme porte<\/strong><\/p>\n<p>Na an\u00e1lise por porte feita pela pesquisa da CNI, empresas de todos os tamanhos apontam o custo do transporte como maior entrave, seguido pelas tarifas alfandeg\u00e1rias. No restante da lista, contudo, o cen\u00e1rio muda um pouco. Nas pequenas e m\u00e9dias, por exemplo, pesa mais a baixa efici\u00eancia governamental. J\u00e1 nas grandes, o excesso e a complexidade dos documentos exigidos s\u00e3o um dos pontos mais cr\u00edticos.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m quest\u00f5es que aparecem em umas e n\u00e3o em outras. Nas grandes ind\u00fastrias, as greves de profissionais envolvidos nas atividades exportadoras s\u00e3o um grande problema. Nas m\u00e9dias, a taxa de c\u00e2mbio \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o figura entre as 10 primeiras para grandes e pequenas.<\/p>\n<p><strong>Amplia\u00e7\u00e3o passa por mais especializa\u00e7\u00e3o e agilidade<\/strong><\/p>\n<p>Para a presidente da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, exportar mais depende tamb\u00e9m do pr\u00f3prio empres\u00e1rio \u2013 falta educa\u00e7\u00e3o empresarial e especializa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pode, diz ela, jogar tudo nas m\u00e3os de um despachante. A opini\u00e3o vai ao encontro de um dos resultados do estudo: para micro e pequenas empresas, entender regras e leis \u00e9 um dos pontos mais cr\u00edticos.<\/p>\n<p>Do lado do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC), um dos focos de trabalho \u00e9 reduzir de 13 para oito dias o prazo para exporta\u00e7\u00e3o e de 17 para 10 dias o de importa\u00e7\u00e3o. Para isso, a pasta aposta no Portal \u00danico de Com\u00e9rcio Exterior, projeto que come\u00e7ou em 2014 como resposta ao compromisso assumido na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Com\u00e9rcio (OMC) no acordo de facilita\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>De acordo com o MDIC, a primeira etapa do novo fluxo de exporta\u00e7\u00f5es ser\u00e1 implantada ainda neste ano e, em 2017, ser\u00e1 a vez das importa\u00e7\u00f5es. O tempo de despacho e libera\u00e7\u00e3o \u00e9 o nono entrave apontado pelos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Exporta\u00e7\u00f5es Regi\u00e3o Sul<\/strong><\/p>\n<p>Os 25 maiores entraves para o com\u00e9rcio exterior<\/p>\n<p>Em \u00e2mbito nacional, a pesquisa revela que os tr\u00eas primeiros itens s\u00e3o os mesmos apontados por empres\u00e1rios da Regi\u00e3o Sul. Cada um deles recebeu uma nota entre 1 e 5. Quanto mais perto de 5, mais cr\u00edtico \u00e9 o entrave.<\/p>\n<p>&#8211; Custo do transporte &#8211; 3,61<br \/>&#8211; Tarifas cobradas por portos e aeroportos &#8211; 3,44<br \/>&#8211; Baixa efici\u00eancia governamental quanto a exporta\u00e7\u00f5es &#8211; 3,23<br \/>&#8211; Oferta de pre\u00e7os competitivos &#8211; 3,11<br \/>&#8211; Tarifas cobradas pelos \u00f3rg\u00e3os anuentes &#8211; 3,04<br \/>&#8211; Leis conflituosas, complexas e pouco efetivas &#8211; 3,04<br \/>&#8211; Excesso de leis e frequente altera\u00e7\u00e3o de regras &#8211; 3,03<br \/>&#8211; Excesso e complexidade dos documentos de exporta\u00e7\u00e3o &#8211; 3,03<br \/>&#8211; Tempo para fiscaliza\u00e7\u00e3o, despacho e libera\u00e7\u00e3o de produtos &#8211; 3,00<br \/>&#8211; Dificuldade de conhecimento de leis origin\u00e1rias &#8211; 2,87<br \/>&#8211; M\u00faltiplas interpreta\u00e7\u00f5es dos requisitos pelos agentes p\u00fablicos &#8211; 2,84<br \/>&#8211; Taxa de juros &#8211; 2,83<br \/>-Taxa de c\u00e2mbio &#8211; 2,80<br \/>&#8211; Exig\u00eancia de documentos originais\/com diversas assinaturas &#8211; 2,78<br \/>&#8211; Procedimentos de desembara\u00e7o complexos &#8211; 2,78<br \/>&#8211; Greves de profissionais envolvidos nas atividades de exporta\u00e7\u00e3o &#8211; 2,74<br \/>&#8211; Disponibilidade de capital para as exporta\u00e7\u00f5es &#8211; 2,74<br \/>&#8211; Excesso de tributos &#8211; 2,58<br \/>&#8211; Falta de padroniza\u00e7\u00e3o de procedimentos nos diversos \u00f3rg\u00e3os anuentes &#8211; 2,58\u00a0<br \/>&#8211; Falta de sincronismo entre os \u00f3rg\u00e3os anuentes e a Receita Federal &#8211; 2,58<br \/>&#8211; Prospec\u00e7\u00e3o de mercados potenciais &#8211; 2,56<br \/>&#8211; Marketing pouco efetivo no mercado alvo &#8211; 2,55<br \/>&#8211; Falta de assist\u00eancia das institui\u00e7\u00f5es de governo e \u00f3rg\u00e3os anuentes &#8211; 2,54<br \/>&#8211; Baixa disponibilidade e inefici\u00eancia dos portos &#8211; 2,53<br \/>&#8211; Aus\u00eancia de acordos comerciais com os mercados de atua\u00e7\u00e3o &#8211; 2,52<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio de Santa Catarina<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o importa o tamanho da empresa ou em que regi\u00e3o do Brasil esteja, o custo do transporte \u00e9 apontado por todas como o maior entrave&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18045,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-20449","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20449","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20449"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20449\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20450,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20449\/revisions\/20450"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18045"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}