{"id":20147,"date":"2016-07-14T10:05:30","date_gmt":"2016-07-14T13:05:30","guid":{"rendered":"http:\/\/sincomam.org.br\/?p=20147"},"modified":"2016-07-14T10:05:30","modified_gmt":"2016-07-14T13:05:30","slug":"rodrigo-maia-derrota-rosso-e-e-eleito-presidente-da-camara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/rodrigo-maia-derrota-rosso-e-e-eleito-presidente-da-camara\/","title":{"rendered":"Rodrigo Maia derrota Rosso e \u00e9 eleito presidente da C\u00e2mara"},"content":{"rendered":"<p>Fruto da uni\u00e3o improv\u00e1vel de setores do PT e de partidos como o PSDB e o DEM contra a influ\u00eancia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Rodrigo Maia (DEM-RJ), 46, foi eleito na madrugada desta quinta (14) para a presid\u00eancia da C\u00e2mara dos Deputados, superando um impasse pol\u00edtico que se arrastava havia dois meses.<\/p>\n<p>O resultado representa uma grande derrota de Cunha, que renunciou ao cargo\u00a0na semana passada, dois meses ap\u00f3s seu afastamento do cargo\u00a0pelo Supremo Tribunal Federal. Ap\u00f3s o resultado, houve, inclusive, gritos de &#8220;fora, Cunha&#8221; no plen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Maia assume um mandato-tamp\u00e3o de menos de sete meses, at\u00e9 1\u00ba de fevereiro do ano que vem, sem direito \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Sem a esquerda n\u00e3o venceria essas elei\u00e7\u00f5es&#8221;, disse o novo presidente, que venceu a disputa no segundo turno\u00a0com 285 votos contra 170 do deputado Rog\u00e9rio Rosso (PSD-DF), confirmando a tend\u00eancia de polariza\u00e7\u00e3o que se desenhou no in\u00edcio da campanha.<\/p>\n<p>PSDB, DEM, PPS e PSB se uniram em torno de Maia, enquanto o &#8220;centr\u00e3o&#8221; e a ala do PMDB aliada a Cunha abra\u00e7aram o nome de Rosso. Deputados avaliam que os derrotados podem criar dissid\u00eancias e obst\u00e1culos para o governo interino de Michel Temer (PMDB). H\u00e1 ainda chance de dissolu\u00e7\u00e3o do &#8220;centr\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Maia assume um cargo que hoje representa, na pr\u00e1tica, a vice-presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Ele ser\u00e1 o primeiro na linha sucess\u00f3ria de Temer.<\/p>\n<p>Ex-ministro da Sa\u00fade de Dilma Rousseff e cr\u00edtico do impeachment da petista, Marcelo Castro (PMDB-PI) se lan\u00e7ou na disputa como uma esp\u00e9cie de terceira via, com o apoio de insatisfeitos do PMDB com o governo Temer e da c\u00fapula do PT, mas perdeu subst\u00e2ncia quando passou a ser considerado um &#8220;inimigo&#8221; do Planalto.<\/p>\n<p>Houve ainda uma forte divis\u00e3o no campo alinhado ao PT, com o lan\u00e7amento de candidaturas alternativas de Orlando Silva (PCdoB-SP) e Luiz Erundina (PSOL-SP). Esse racha desidratou o apoio a Castro, que teve apenas 70 votos e ficou fora do segundo turno.<\/p>\n<p>A derrota do ex-ministro de Dilma na primeira fase da disputa foi vista como uma vit\u00f3ria de Temer sobre dissidentes de sua base e tamb\u00e9m sobre a articula\u00e7\u00e3o petista, que contou com o aval do ex-presidente Lula.<\/p>\n<p><b>PLANO B<\/b><\/p>\n<p>Com Castro fora da disputa, PC do B, PDT e PR declararam apoio a Maia. O PT liberou a bancada para votar como quisesse, mas, nos bastidores, assegurou que destinaria ao democrata ao menos 30 de seus 58 votos. A decis\u00e3o veio acompanhada de uma justificativa simples: n\u00e3o havia como apoiar um candidato identificado com Cunha, o principal art\u00edfice do impeachment de Dilma.<\/p>\n<p>No \u00faltimo discurso antes da vota\u00e7\u00e3o, Maia fez refer\u00eancia ao apoio que buscou nos partidos alinhados ao PT. &#8220;Fui muito criticado, no in\u00edcio, porque dialogava com a esquerda, mas essa Casa precisa de di\u00e1logo&#8221;, disse. &#8220;Quem n\u00e3o quer oposi\u00e7\u00e3o quer calar a democracia. Queremos uma oposi\u00e7\u00e3o forte.&#8221;<\/p>\n<p>O Planalto tentou minimizar sua participa\u00e7\u00e3o na segunda etapa da disputa, centrando esfor\u00e7os para derrotar Castro e, depois, deixando a articula\u00e7\u00e3o correr sem grandes interfer\u00eancias.<\/p>\n<p>O PMDB liberou seus deputados para votar como achassem melhor. Tanto Rosso como Maia foram cortejar a bancada. O democrata fez um discurso informal dentro da lideran\u00e7a da sigla e foi cobrado sobre acordo que fez com o PSDB.<\/p>\n<p>Os tucanos decidiram n\u00e3o lan\u00e7ar candidato para o mandato-tamp\u00e3o e apoiar o democrata de olho na promessa que, em 2017, quando haver\u00e1 nova elei\u00e7\u00e3o para o comando da Casa, mas com um mandato de dois anos, haveria uma alian\u00e7a em torno de um nome escolhido por eles.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o vou mentir, tenho um compromisso com o PSDB, mas aqui h\u00e1 deputados com capacidade para construir um caminho tamb\u00e9m. Nada impede que a gente dialogue&#8221;, disse ao PMDB.<\/p>\n<p>Depois do resultado, Maia chorou, agradeceu aos pais e aos partidos que o apoiaram.<\/p>\n<p>No discurso que fez no primeiro turno, Maia disse estar pronto para liderar a Casa num momento de crise. &#8220;Estive no centro de todos os acordos parlamentares que tentaram evitar que o Brasil naufragasse.&#8221;<\/p>\n<p>No segundo discurso, antes do resultado final, voltou a prometer uma C\u00e2mara &#8220;soberana&#8221;. &#8220;Uma C\u00e2mara dos Deputados forte, que nos orgulhemos dos atos.&#8221;<\/p>\n<p>Destacou mais uma vez sua experi\u00eancia com cinco mandatos. &#8220;Um presidente n\u00e3o defende seus pontos de vista, coordena os trabalhos da Casa e ideias que nascem de cada um de n\u00f3s.&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p class=\"folhagraficos rs_skip\"><span class=\"credit rs_skip\"><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fruto da uni\u00e3o improv\u00e1vel de setores do PT e de partidos como o PSDB e o DEM contra a influ\u00eancia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Rodrigo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":20148,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-20147","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20147","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20147"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20147\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20149,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20147\/revisions\/20149"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20148"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20147"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20147"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20147"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}