{"id":19867,"date":"2016-06-17T00:10:38","date_gmt":"2016-06-17T03:10:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19867"},"modified":"2016-06-16T22:25:10","modified_gmt":"2016-06-17T01:25:10","slug":"citado-em-delacao-ministro-henrique-alves-pede-demissao-do-turismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/citado-em-delacao-ministro-henrique-alves-pede-demissao-do-turismo\/","title":{"rendered":"Citado em dela\u00e7\u00e3o, ministro Henrique Alves pede demiss\u00e3o do Turismo"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s ser citado no acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada do ex-presidente da Transpetro S\u00e9rgio Machado como benefici\u00e1rio de propina, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu demiss\u00e3o do cargo na tarde desta quinta-feira (16), informou a assessoria do Pal\u00e1cio do Planalto. Ele \u00e9 alvo de dois pedidos de inqu\u00e9rito\u00a0apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, para investigar suspeita de envolvimento do peemedebista na Lava Jato.<\/p>\n<p>Em depoimento \u00e0 Procuradoria Geral da Rep\u00fablica (PGR), o ex-presidente da Transpetro relatou ter repassado a Henrique Alves\u00a0R$ 1,55 milh\u00f5es de propina entre 2008 e 2014.<\/p>\n<p>Em pouco mais de um m\u00eas de governo Michel Temer, esta \u00e9 a terceira demiss\u00e3o de ministros em raz\u00e3o de envolvimento no esquema de corrup\u00e7\u00e3o que agia na Petrobras investigado pela Lava Jato. Antes de Alves, havia sido demitidos os ministros Romero Juc\u00e1 e Fabiano Silveira.<\/p>\n<p>De acordo com S\u00e9rgio Machado, a propina foi paga ao ministro do Turismo da seguinte forma: R$ 500 mil em 2014; R$ 250 mil, em 2012 e R$ 300 mil em 2008. Os valores foram repassados, segundo ele, pela Queiroz Galv\u00e3o. Outros R$ 500 mil foram pagos em 2010 a Alves, pela Galv\u00e3o Engenharia, de acordo com a dela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os recursos eram entregues por meio de doa\u00e7\u00f5es oficiais, mas eram provenientes, conforme o delator, de propina dos contratos da subsidi\u00e1ria da Petrobras. S\u00e9rgio Machado detalhou que Henrique Alves costumava procur\u00e1-lo com frequ\u00eancia em busca de recursos para campanha.<\/p>\n<p>Por meio de nota, Henrique Alves afirmou nesta quarta que todas as doa\u00e7\u00f5es para as campanhas dele foram oficiais, e as presta\u00e7\u00f5es de contas aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.<\/p>\n<p>O peemedebista ressaltou ainda que, nas elei\u00e7\u00f5es de 2008 e 2012, como presidente de partido, os &#8220;eventuais pedidos de doa\u00e7\u00f5es foram para as campanhas municipais, obedecendo a lei vigente, sempre com registro na Justi\u00e7a Eleitoral&#8221;. Por fim, o ministro disse que estava \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, &#8220;confiante que as ila\u00e7\u00f5es envolvendo o seu nome ser\u00e3o prontamente esclarecidas&#8221;.<\/p>\n<p>Procurada nesta quarta-feira (15), a Galv\u00e3o Engenharia diz que n\u00e3o vai se pronunciar sobre as suspeitas.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><span>Henrique Alves pediu demiss\u00e3o a Temer por telefone (Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\/Arquivo)<\/span><\/div>\n<p><strong>Demiss\u00e3o por telefone<\/strong><br \/>Segundo apura\u00e7\u00e3o, Temer se reuniu na noite desta quarta-feira (15) com o ministro do Turismo, dia em que foi tornado p\u00fablico o conte\u00fado da dela\u00e7\u00e3o de Machado.<\/p>\n<p>Na tarde desta quinta, relataram assessores palacianos, Henrique Alves telefonou para o presidente em exerc\u00edcio para comunicar sua decis\u00e3o de deixar o comando do Minist\u00e9rio do Turismo. Mais tarde, ele enviou uma carta na qual formalizou o pedido de demiss\u00e3o.<\/p>\n<p>No documento encaminhado a Temer, o ministro demission\u00e1rio afirmou &#8220;que o momento nacional exige atitudes em prol do bem maior&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O PMDB, meu partido h\u00e1 46 anos, foi chamado a tirar o Brasil de uma crise profunda. N\u00e3o quero criar constrangimentos ou qualquer dificuldade para o governo, nas suas pr\u00f3prias palavras, de salva\u00e7\u00e3o nacional. Assim, com esta carta entrego o honroso cargo de Ministro do Turismo&#8221;, escreveu.<\/p>\n<p>Na noite desta quarta, Henrique Alves postou em sua conta pessoal no microblog Twitter uma carta que Michel Temer enviou para ele\u00a0ap\u00f3s o pedido de demiss\u00e3o. Na mensagem, Temer\u00a0 agradeceu a &#8220;dedica\u00e7\u00e3o e lealdade&#8221; do ex-ministro, que, segundo ele, &#8220;sempre permearam&#8221; a rela\u00e7\u00e3o entre os dois, tanto pessoal quanto politicamente.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Propina disfar\u00e7ada&#8217;<\/strong><br \/>Henrique Alves \u00e9 alvo de dois pedidos de investiga\u00e7\u00e3o na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator dos processos, ministro Teori Zavascki, ainda n\u00e3o autorizou a abertura dos inqu\u00e9ritos para investigar o peemedebista.<\/p>\n<p>Num dos pedidos, a Procuradoria Geral da Rep\u00fablica quer apurar se, junto com Eduardo Cunha, Alves beneficiou a construtora OAS em propostas legislativas na C\u00e2mara. A suspeita surgiu de trocas de mensagens com L\u00e9o Pinheiro, presidente afastado da construtora.<\/p>\n<p>O outro pedido busca incluir Henrique Alves dentro do maior inqu\u00e9rito da Lava Jato, que investiga toda a organiza\u00e7\u00e3o criminosa que desviou recursos da Petrobras. A suspeita \u00e9 que o ex-ministro tenha sido beneficiado com pagamentos de propina desviada de contratos da estatal.<\/p>\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, afirmou que h\u00e1 elementos da participa\u00e7\u00e3o agora ex-ministro do Turismo\u00a0em irregularidades apuradas pela Lava Jato e suspeita de recebimento de propina &#8220;disfar\u00e7ada de doa\u00e7\u00f5es oficiais&#8221;.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o consta de pedido de abertura de inqu\u00e9rito enviado ao Supremo no fim de abril. O teor estava sob sigilo, mas foi revelado em reportagem do jornal &#8220;Folha de S.Paulo&#8221;. A TV Globo tamb\u00e9m obteve acesso aos dados.<\/p>\n<div class=\"video componente_materia\" data-height=\"349\" data-width=\"620\" id=\"5099149\">\n<div data-player=\"\" class=\"clappr-player\" id=\"wp3-player-2\" tabindex=\"9999\">\n<div class=\"container master-container pointer-enabled\" data-container=\"\" data-pip=\"\">\n<div data-id-playback=\"\" id=\"c15\"><strong>Perfil<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Henrique Alves tem 67 anos e \u00e9 deputado federal h\u00e1 11 mandatos consecutivos, de 1971 a 2015, todos pelo PMDB do Rio Grande do Norte. Entre 2013 e 2015, foi presidente da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>Em 2014, concorreu ao cargo de governador do Rio Grande do Norte. No primeiro turno, teve 78.582 votos a mais que seu advers\u00e1rio Robinson Faria. No segundo turno, no entanto, houve a virada, e o peemedebista foi derrotado, com 45,58% dos votos.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 2015, quando a presidente Dilma Rousseff tomou posse no segundo mandato, havia a expectativa de que ele fosse convidado para ser ministro. Mas isso n\u00e3o se confirmou.<\/p>\n<p>Em abril daquele ano, ele foi chamado para substituir Vin\u00edcius Alves no Minist\u00e9rio do Turismo.\u00a0 No discurso de nomea\u00e7\u00e3o, Dilma afirmou que Henrique Alves desenvolveria \u201cainda mais\u201d o turismo no Brasil e refor\u00e7ou a import\u00e2ncia do cargo, devido \u00e0 proximidade da Olimp\u00edada.<\/p>\n<p>Eduardo Cunha, ent\u00e3o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, elogiou o companheiro de partido. \u201c\u00c9 um orgulho para qualquer governo ter o Henrique em seu minist\u00e9rio\u201d, disse.<\/p>\n<p>Alves pediu demiss\u00e3o a Dilma em mar\u00e7o deste ano, um dia antes de o PMDB anunciar o rompimento com seu governo.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><span>Combina\u00e7\u00e3o de fotos mostra, da esquerda para a direita: Romero Juc\u00e1, ex-ministro do Planejamento, Fabiano Silveira, ex-ministro da Transpar\u00eancia e Henrique Eduardo Alves, ex-ministro do Turismo (Foto: Dida Sampaio\/Estad\u00e3o Conte\u00fado; Geraldo Magela\/Ag\u00eancia Senado; Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil)<\/span><\/div>\n<p><strong>Demiss\u00f5es do governo Temer<\/strong><br \/>Em 35 dias do governo provis\u00f3rio de Michel Temer, tr\u00eas ministros j\u00e1 tiveram de deixar o primeiro escal\u00e3o em raz\u00e3o do impacto das investiga\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato: Romero Juc\u00e1 (Planejamento), Fabiano Silveira (Transpar\u00eancia) e Henrique Alves (Turismo).<\/p>\n<p>Juc\u00e1 caiu da Esplanada dos Minist\u00e9rios uma semana e meia ap\u00f3s ser nomeado para o comando do Planejamento. Investigado na Lava Jato e em outro processo no Supremo, o senador do PMDB foi gravado pelo ex-presidente da\u00a0Transpetro propondo um &#8220;pacto&#8221; para barrar as investiga\u00e7\u00f5es de irregularidades na estatal do petr\u00f3leo.Fabiano Silveira foi flagrado em conversas gravadas por S\u00e9rgio Machado criticando a Lava Jato e dando orienta\u00e7\u00f5es de defesa ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e ao pr\u00f3prio ex-presidente da Transpetro, ambos investigados por suspeita de envolvimento no esquema de corrup\u00e7\u00e3o que atuava na Petrobras. As grava\u00e7\u00f5es foram exibidas em reportagem exclusiva do Fant\u00e1stico.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s ser citado no acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada do ex-presidente da Transpetro S\u00e9rgio Machado como benefici\u00e1rio de propina, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19868,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-19867","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19867"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19867\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19869,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19867\/revisions\/19869"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19868"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}