{"id":19859,"date":"2016-06-16T08:45:29","date_gmt":"2016-06-16T11:45:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19859"},"modified":"2016-06-16T08:45:29","modified_gmt":"2016-06-16T11:45:29","slug":"os-organismos-vivos-que-analisam-a-poluicao-marinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/os-organismos-vivos-que-analisam-a-poluicao-marinha\/","title":{"rendered":"Os organismos vivos que analisam a polui\u00e7\u00e3o marinha"},"content":{"rendered":"<p>A polui\u00e7\u00e3o marinha \u00e9 um problema global. Um grupo de investigadores europeus desenvolveu um prot\u00f3tipo que deteta e analisa em tempo real poss\u00edveis elementos poluentes na \u00e1gua do mar.<\/p>\n<p>Hidrocarbonetos, metais pesados, pesticidas, antibi\u00f3ticos \u2013 a lista de subst\u00e2ncias que podem contaminar o mar \u00e9 muito vasta. No entanto, identificar a sua presen\u00e7a e desloca\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. No \u00e2mbito de um projeto europeu, foi criado um barco robotizado que recolhe amostras analisadas imediatamente por um conjunto de biossensores.<\/p>\n<p>John Wallace, engenheiro ambiental, explica-nos que est\u00e3o a testar \u201ca resposta de certas bact\u00e9rias \u00e0s toxinas presentes na \u00e1gua. A observa\u00e7\u00e3o deste tipo de toxinas exige, normalmente, a recolha de amostras que s\u00e3o depois levadas para um laborat\u00f3rio. Ou seja, s\u00e3o necess\u00e1rios grandes barcos, muita gente e muito tempo no laborat\u00f3rio. Com esta solu\u00e7\u00e3o, demoramos apenas algumas horas a fazer um trabalho que pode levar dias.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o muito longe, em terra, no Instituto do Meio Marinho de Messina (IAMC), na Sic\u00edlia, os investigadores estudam o comportamento dos biossensores numa piscina experimental onde foi simulado um derrame de petr\u00f3leo. Esta tecnologia permite alertar para situa\u00e7\u00f5es de polui\u00e7\u00e3o numa fase prematura.<\/p>\n<p>\u201cEstamos a testar sensores espec\u00edficos para certos tipos de hidrocarbonetos durante cinco dias. Vamos simular uma opera\u00e7\u00e3o de limpeza, no quadro de um plano nacional de interven\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as aos biossensores, conseguimos lan\u00e7ar o alerta muito cedo e definir a estrat\u00e9gia mais apropriada a aplicar ap\u00f3s a recolha do petr\u00f3leo\u201d, diz-nos a microbiologista Renata Denaro.<\/p>\n<p>Estes cientistas est\u00e3o a desenvolver microlaborat\u00f3rios, conhecidos como \u201cdispositivos de microfluidos\u201d, recorrendo a tr\u00eas tipos de biossensores: algas, bact\u00e9rias e anticorpos. \u00c9 a rea\u00e7\u00e3o destes aos poluentes que permite identificar um determinado problema.<\/p>\n<p>\u201cTemos aqui bact\u00e9rias diferentes em v\u00e1rios compartimentos. Quando recolhemos uma amostra, mesmo que seja s\u00f3 uma pequena gota de \u00e1gua, introduzimo-la no chip. Se houver metais pesados, por exemplo, a bact\u00e9ria do meio vai produzir uma grande quantidade de luz. E o contr\u00e1rio acontece se houver poucos metais pesados. \u00c9 assim que medimos a presen\u00e7a dos poluentes\u201d, afirma Vitali Maffenbeier, igualmente microbiologista.<\/p>\n<p>Segundo Renata Denaro, \u201cas an\u00e1lises qu\u00edmicas habituais n\u00e3o nos d\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre a resposta dos organismos vivos. Com os biossensores, conseguimos apurar at\u00e9 que ponto o elemento poluente pode ser perigoso, o grau de toxicidade ou a hip\u00f3tese de um risco generalizado para o ecossistema marinho.\u201d<\/p>\n<p>Fonte:Euronews<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A polui\u00e7\u00e3o marinha \u00e9 um problema global. 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