{"id":19793,"date":"2016-06-10T09:30:31","date_gmt":"2016-06-10T12:30:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19793"},"modified":"2016-06-10T09:30:31","modified_gmt":"2016-06-10T12:30:31","slug":"porto-seco-em-teresina-fara-o-piaui-deixar-de-ser-tao-dependente-do-ce-ma-e-pe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/porto-seco-em-teresina-fara-o-piaui-deixar-de-ser-tao-dependente-do-ce-ma-e-pe\/","title":{"rendered":"Porto Seco em Teresina far\u00e1 o Piau\u00ed deixar de ser t\u00e3o dependente do CE, MA e PE"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o h\u00e1 como negar a necessidade de um porto no Piau\u00ed, levando em considera\u00e7\u00e3o principalmente que os n\u00fameros das movimenta\u00e7\u00f5es com o exterior das empresas piauienses. Apenas no primeiro semestre do ano passado as exporta\u00e7\u00f5es atingiram o crescimento de 104,9%, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Em abril deste ano houve um crescimento de 36,08% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Hoje o Piau\u00ed depende exclusivamente dos portos de outros estados para realizarem essas transa\u00e7\u00f5es. Todas as taxas alfandeg\u00e1rias ficam nesses estados, que j\u00e1 possuem uma grande estrutura portu\u00e1ria. Muitas empresas inclusive possuem galp\u00f5es pr\u00f3ximos a esses portos e a partir dali a distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada.<\/p>\n<p>O Piau\u00ed perde impostos, empregos e desenvolvimento sem um porto. A nova aposta do Governo \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do Porto Seco de Teresina, que \u00e9 um recinto alfandegado de uso p\u00fablico, administrado em parte pelo governo e outra parte pela inciativa privada, que oferece servi\u00e7os de armazenagem, movimenta\u00e7\u00e3o, despacho aduaneiro de mercadorias importadas ou a exportar.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do porto seco as exporta\u00e7\u00f5es j\u00e1 chegam ao porto mar\u00edtimo prontas para o embarque, diminuindo tr\u00e1fegos, esperas e burocracias no local de embarque. As importa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o beneficiadas, pois o propriet\u00e1rio pode retirar o produto de forma fracionada, pagando esse imposto apenas quando fizer a retirada do produto. A armazenagem tamb\u00e9m pode fica mais em conta.<\/p>\n<p>\u2018Desembara\u00e7o\u2019 aduaneiro, que \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o de uma mercadoria pela alf\u00e2ndega para a entrada no pa\u00eds (em caso de importa\u00e7\u00e3o) ou sua sa\u00edda (em caso de exporta\u00e7\u00e3o), tamb\u00e9m tende a ser facilitada tendo em vista a menor demanda, se comparado a um porto mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>Segundo Ted Wilson, presidente da Companhia de Terminais Alfandegados do Piau\u00ed, respons\u00e1vel pelo projeto, o Piau\u00ed precisa deixar de depender tanto dos outros estado . \u201cO Piau\u00ed est\u00e1 numa regi\u00e3o estrat\u00e9gica, n\u00e3o temos porto, mas j\u00e1 exportamos e importamos. Muita importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o passam por esta regi\u00e3o de Teresina. Nossa ideia \u00e9 construir um porto seco para termos portos molhados trabalhando para a gente\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Ted Wlson faz quest\u00e3o de explicar como o estado ganha com a novidade. \u201cQuando essas mercadorias chegam aos portos, \u00e9 feito o &#8216;desembara\u00e7o&#8217; e as taxas s\u00e3o pagas l\u00e1, para os produtos que v\u00eam para Teresina. Quem est\u00e1 sendo beneficiado? Cear\u00e1, Maranh\u00e3o e Pernambuco. Com o Porto Seco, a mercadoria chega de navio, n\u00e3o &#8216;desembara\u00e7a&#8217; e &#8216;pula&#8217; para uma carreta em um container. H\u00e1 um servi\u00e7o especial de acompanhamento para que ela seja transportada de carreta at\u00e9 Teresina. \u00c9 feito o processo aduaneiro aqui, as taxas s\u00e3o cobradas aqui na Receita Federal e uma parte dessas taxas vai para o Governo do Estado, porque \u00e9 recolhido aqui e n\u00e3o \u00e9 pouca coisa, estamos falado de milh\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ele afirma ainda que um porto mar\u00edtimo \u00e9 essencial para complementar o desenvolvimento do setor no estado e reitera a import\u00e2ncia de ser conclu\u00eddo o porto de Lu\u00eds Correia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de portos, para o estado alcan\u00e7ar o patamar de desenvolvimento precisa ter um projeto que inclui ainda energia de qualidade, pol\u00edtica tribut\u00e1ria est\u00e1vel e mecanismos de atra\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o e empresas, quest\u00f5es que foram colocadas em pr\u00e1tica com louvor pelo Cear\u00e1. Na pr\u00f3xima reportagem, empres\u00e1rios piauienses falam da expectativa com o Porto Seco e como e cen\u00e1rio econ\u00f4mico pode mudar.<\/p>\n<p>Com investimento de R$ 8 milh\u00f5es, que j\u00e1 foi garantido pelo Governo do Estado, o Porto Seco de Teresina est\u00e1 em processo de licita\u00e7\u00e3o e as obras da primeira fase devem iniciar ainda este ano, com previs\u00e3o de conclus\u00e3o no 1\u00ba semestre de 2017.<\/p>\n<p>A seguir, conhe\u00e7a a estrutura dos portos que o Piau\u00ed mais depende e como suas estruturas s\u00e3o essenciais para o desenvolvimento:<\/p>\n<p>Localizado a 544 km de Teresina, o Porto do Pec\u00e9m \u00e9 um terminal portu\u00e1rio da costa do Nordeste brasileiro localizado no estado do Cear\u00e1, dentro da Regi\u00e3o Metropolitana de Fortaleza, no munic\u00edpio de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante. Suas obras foram iniciadas em 1996 e foi conclu\u00edda e 2002.<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de Pec\u00e9m, com o menor tempo de tr\u00e2nsito entre o Brasil, os Estados Unidos e a Europa, m\u00e9dia de 7 dias para chegar ao destino, funciona como um dos atrativos para conquistar os armadores e impulsionar as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. Sua carga anual em 2011 era de 3,4 toneladas.<\/p>\n<p>\u00c9 uma das op\u00e7\u00f5es para envio da produ\u00e7\u00e3o da Zona de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o (ZPE) de Parna\u00edba e tamb\u00e9m deve ser interligada ao Piau\u00ed pela Trasnordestina para escoamento da produ\u00e7\u00e3o mineral do Piau\u00ed.<\/p>\n<p>Porto do Itaqui \u00e9 um porto brasileiro localizado na cidade de S\u00e3o Luis, no estado do Maranh\u00e3o. O porto \u00e9 nacionalmente conhecido por ter uma das maiores amplitudes de mar\u00e9 do Brasil (atr\u00e1s apenas da Ilha de Marac\u00e1), chegando a aproximadamente oito metros.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o se iniciou em 1966 e inaugurado em 1972.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es de navegabilidade s\u00e3o boas em raz\u00e3o de as profundidades naturais de acesso serem elevadas, bem como a largura do canal. Sua carga anual era de 15,3 milh\u00f5es de toneladas em 2013. Tamb\u00e9m \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o para envios da produ\u00e7\u00e3o da ZPE de Parna\u00edba.<\/p>\n<p>O Complexo Industrial Portu\u00e1rio Governador Eraldo Guedes, mais conhecido como Porto de Suape, fica localizado a 1.156 km de Teresina. \u00c9 um porto brasileiro localizado no estado de Pernambuco, entre os munic\u00edpios do Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife. Seu projeto foi baseado na integra\u00e7\u00e3o porto-ind\u00fastria tendo como exemplo portos bem sucedidos da Fran\u00e7a e Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1974 houve o lan\u00e7amento da pedra fundamental e em 1983 foi inaugurado. Sua carga anual era de 12,8 toneladas em 2013.<\/p>\n<p>Destaca-se com sendo o maior porto do Norte\/Nordeste brasileiro e em vias de tornar-se o segundo maior do pa\u00eds. Sua \u00e1rea de influ\u00eancia abrange toda a \u00e1rea dos estados de Pernambuco, Alagoas e da Para\u00edba, al\u00e9m de parte do Rio Grande do Norte, Cear\u00e1 e interior do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 utilizado por empresas piauienses tanto para exporta\u00e7\u00e3o como importa\u00e7\u00e3o de produtos. Tamb\u00e9m ser\u00e1 interligado ao Piau\u00ed pela Transnordestina.<\/p>\n<p>Fonte:180<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o h\u00e1 como negar a necessidade de um porto no Piau\u00ed, levando em considera\u00e7\u00e3o principalmente que os n\u00fameros das movimenta\u00e7\u00f5es com o exterior das empresas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18104,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-19793","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19793","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19793"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19793\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19794,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19793\/revisions\/19794"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}