{"id":19786,"date":"2016-06-10T09:22:37","date_gmt":"2016-06-10T12:22:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19786"},"modified":"2016-06-10T09:22:37","modified_gmt":"2016-06-10T12:22:37","slug":"delfim-netto-e-intimado-a-explicar-r-240-mil-da-odebrecht","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/delfim-netto-e-intimado-a-explicar-r-240-mil-da-odebrecht\/","title":{"rendered":"Delfim Netto \u00e9 intimado a explicar R$ 240 mil da Odebrecht"},"content":{"rendered":"<p>A delegada de Pol\u00edcia Federal Renata da Silva Rodrigues, da for\u00e7a-tarefa da\u00a0Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato em Curitiba, intimou o ex-ministro da Fazenda Delfim Nettopara &#8220;prestar esclarecimentos&#8221; aos investigadores sobre por que recebeu, segundo seu sobrinho, R$ 240 mil em dinheiro vivo entregues pelo &#8220;departamento de propina&#8221; da maior empreiteira do Pa\u00eds em 22 de outubro de 2014 no escrit\u00f3rio do advogado e sobrinho do ex-ministro Luiz Appolonio Neto, na capital paulista.<\/p>\n<p>A Lava Jato chegou ao nome do ex-ministro e criador do &#8220;milagre econ\u00f4mico&#8221; da ditadura militar depois de encontrar a planilha do Setor de Opera\u00e7\u00f5es Estruturadas da\u00a0Oderbrecht, nome oficial do &#8220;departamento de propinas&#8221;, uma planilha na qual constava, dentre outras, a entrega de R$ 240 mil no endere\u00e7o de Appolonio.<\/p>\n<p>Conduzido coercitivamente para depor na 26\u00aa fase da Lava Jato, a opera\u00e7\u00e3o Xepa, em mar\u00e7o, o advogado disse que n\u00e3o se recordava de ter recebido a quantia.<\/p>\n<p>Nesta segunda-feira, 6, contudo, Appolonio encaminhou um of\u00edcio \u00e0 PF em Curitiba informando que &#8220;referidos valores n\u00e3o lhe pertencem, apenas foram recebidos no endere\u00e7o acima mencionado a pedido do economista Antonio Delfim Netto, o qual por motivos particulares e em raz\u00e3o de sua avan\u00e7ada idade, n\u00e3o quis receber em seu escrit\u00f3rio&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Ainda segundo o advogado, todo o valor foi repassado ao ex-ministro, que recebeu a quantia &#8220;em virtude de consultoria prestada&#8221;.<\/p>\n<p>Diante disso, a delegada Renata Rodrigues quer ouvir do pr\u00f3prio Delfim explica\u00e7\u00f5es que justifiquem o pagamento, feito em esp\u00e9cie e no escrit\u00f3rio de seu sobrinho na Alameda Lorena, Jardins, S\u00e3o Paulo, pelo departamento da Odebrecht utilizado para pagamentos il\u00edcitos e &#8220;por fora&#8221;.<\/p>\n<p>A delegada tamb\u00e9m encaminhou um of\u00edcio \u00e0 empreiteira para que &#8220;querendo&#8221;, esclare\u00e7a os motivos do pagamento e apresente a documenta\u00e7\u00e3o, caso exista, utilizada para formalizar o pagamento.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que o nome de Delfim Netto surge na opera\u00e7\u00e3o. O economista e tamb\u00e9m ex-deputado federal foi citado na dela\u00e7\u00e3o premiada da empreiteira Andrade Gutierrez pelo suposto recebimento de valores ainda n\u00e3o explicados no empreendimento da Usina de Belo Monte.<\/p>\n<p>Quando seu nome foi citado na Lava Jato, Delfim argumentou que havia feito uma &#8220;assessoria&#8221;.<\/p>\n<h3><b>Defesas<\/b><\/h3>\n<p>A Odebrecht n\u00e3o quis comentar o caso. A defesa de Delfim Netto refutou de maneira veemente qualquer irregularidade. Os advogados Ricardo Tosto e Maur\u00edcio Silva Leite s\u00e3o taxativos.<\/p>\n<p>&#8220;O economista Ant\u00f4nio Delfim Netto prestou servi\u00e7os de consultoria na \u00e1rea econ\u00f4mica e recolheu todos os impostos em decorr\u00eancia da presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os.&#8221;<\/p>\n<p>A defesa de Luiz Appolonio Neto informou que todos os esclarecimentos j\u00e1 foram prestados \u00e0s autoridades e que ficou demonstrado que ele n\u00e3o tem qualquer participa\u00e7\u00e3o nos fatos investigados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A delegada de Pol\u00edcia Federal Renata da Silva Rodrigues, da for\u00e7a-tarefa da\u00a0Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato em Curitiba, intimou o ex-ministro da Fazenda Delfim Nettopara &#8220;prestar esclarecimentos&#8221;&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19787,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-19786","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19786","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19786"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19786\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19788,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19786\/revisions\/19788"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19787"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}