{"id":19493,"date":"2016-05-16T09:33:23","date_gmt":"2016-05-16T12:33:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19493"},"modified":"2016-05-16T09:33:23","modified_gmt":"2016-05-16T12:33:23","slug":"exploracao-de-petroleo-requer-reducao-de-custo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/exploracao-de-petroleo-requer-reducao-de-custo\/","title":{"rendered":"Explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo requer redu\u00e7\u00e3o de custo"},"content":{"rendered":"<p>O governo do presidente interino Michel Temer pode acelerar discuss\u00f5es relevantes do setor petrol\u00edfero brasileiro, reduzindo os custos de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds e aumentando a atratividade dos campos brasileiros. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do professor Edmar de Almeida, do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, que divulga hoje estudo sobre custos e competitividade da explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Podemos ter um espa\u00e7o com discuss\u00e3o mais qualificada e mais pragm\u00e1tica sobre a ind\u00fastria do petr\u00f3leo no Brasil. A administra\u00e7\u00e3o anterior [da presidente afastada Dilma Rousseff] tinha um vi\u00e9s muito pol\u00edtico [sobre o setor]&#8221;, afirmou Almeida. &#8220;A discuss\u00e3o era muito pol\u00edtica e essa quest\u00e3o de custos n\u00e3o estava muito no radar do governo. Se o setor n\u00e3o for atraente, n\u00e3o vai haver investimento.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, que ser\u00e1 lan\u00e7ado durante o ciclo de debates sobre petr\u00f3leo e economia promovido pelo Instituto Brasileiro do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (IBP), as empresas e o governo brasileiro precisam adotar uma agenda estrat\u00e9gica para reduzir custos de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, para manter a atratividade dos campos brasileiros, que competem por investimentos em n\u00edvel global. &#8220;Nossa ideia \u00e9 levantar esse tema para que haja aten\u00e7\u00e3o do governo, autoridades energ\u00e9ticas e empresas para essa quest\u00e3o do custo&#8221;, explicou Almeida.<\/p>\n<p>O estudo destaca que os custos m\u00e9dios de investimento (capex) e de opera\u00e7\u00e3o (opex) de projetos de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o no mundo recuaram 25% e 13,5%, respectivamente, de acordo com dados da consultoria IHS. No Brasil, em 2014, os projetos do pr\u00e9-sal e de grandes \u00e1reas do p\u00f3s-sal eram vi\u00e1veis economicamente ao pre\u00e7o de US$ 55 o barril.<\/p>\n<p>Segundo Almeida, at\u00e9 o momento, n\u00e3o foram divulgadas informa\u00e7\u00f5es suficientes para que seja poss\u00edvel saber, com exatid\u00e3o, em qual propor\u00e7\u00e3o os custos de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o recuaram no Brasil. Um aspecto positivo, salientou, foi a redu\u00e7\u00e3o de 17% do custo de extra\u00e7\u00e3o, entre 2014 e 2015, anunciado pela Petrobras. Apenas no pr\u00e9-sal, a empresa conseguiu reduzir em 9% os custos de extra\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ando o patamar de US$ 8,3 por barril.<\/p>\n<p>O estudo fez uma simula\u00e7\u00e3o aplicando a redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos custos de investimento e opera\u00e7\u00e3o global no cen\u00e1rio brasileiro. A conclus\u00e3o foi que os projetos do pr\u00e9-sal e os principais campos do p\u00f3s-sal passariam a ser vi\u00e1veis economicamente a US$ 45 o barril. Para Almeida, por\u00e9m, para assegurar a competitividade do setor petrol\u00edfero, em um cen\u00e1rio de baixo pre\u00e7o do petr\u00f3leo, seria ideal que os projetos alcan\u00e7assem a viabilidade no patamar de US$ 30 o barril.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante que se busque um patamar de custos seguro. Acredito que seja dif\u00edcil o pre\u00e7o do petr\u00f3leo ficar abaixo de US$ 30 por muito tempo. Mas j\u00e1 vimos ficar abaixo de US$ 40, US$ 45, portanto ainda n\u00e3o estamos em uma zona confort\u00e1vel. E n\u00e3o sabemos ainda se todos os campos do pr\u00e9-sal est\u00e3o nessa faixa de US$ 45&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O documento lista um conjunto de propostas para reduzir custos. Para as empresas, a principal sugest\u00e3o \u00e9 a padroniza\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o de processos de compras. Para os governos, a ideia \u00e9 flexibilizar exig\u00eancias de conte\u00fado local e reduzir a tributa\u00e7\u00e3o do setor. &#8220;O governo pode ajudar muito porque a maior parte dos custos \u00e9 fiscal. Os impostos representam a maior parcela de custos do barril de petr\u00f3leo no Brasil&#8221;, disse Almeida.<\/p>\n<p>Outro estudo, da consultoria Strategy&amp;, ligada a PricewaterhouseCoopers (PwC), indica que as petroleiras mundiais preveem cortar gastos em 30% neste ano. O documento destaca ainda que tanto as gigantes do setor quanto as companhias estatais est\u00e3o negociando descontos de 10% a 30% em contratos com prestadores de servi\u00e7o do setor.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo do presidente interino Michel Temer pode acelerar discuss\u00f5es relevantes do setor petrol\u00edfero brasileiro, reduzindo os custos de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17817,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-19493","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19493"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19493\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19494,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19493\/revisions\/19494"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17817"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}