{"id":19486,"date":"2016-05-13T08:58:21","date_gmt":"2016-05-13T11:58:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19486"},"modified":"2016-05-13T08:58:21","modified_gmt":"2016-05-13T11:58:21","slug":"meirelles-diz-que-primeira-acao-do-governo-sera-controlar-despesa-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/meirelles-diz-que-primeira-acao-do-governo-sera-controlar-despesa-publica\/","title":{"rendered":"Meirelles diz que primeira a\u00e7\u00e3o do governo ser\u00e1 controlar despesa p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p>O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira (13), em entrevista ao Bom Dia Brasil, que a primeira grande a\u00e7\u00e3o do governo de Michel Temer na \u00e1rea econ\u00f4mica ser\u00e1 &#8220;controlar&#8221; o aumento de despesas p\u00fablicas, que hoje superam em bilh\u00f5es a arrecada\u00e7\u00e3o gerando d\u00e9ficit.<\/p>\n<p>\u201cTemos de controlar o crescimento das despesas p\u00fablicas. Estamos trabalhando em um sistema de metas de despesas, onde n\u00e3o haja crescimento real. As contas dever\u00e3o ser mantidas em termos nominais. \u00c9 muito importante que essas medidas, quando anunciadas, sejam implementadas\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com ele, \u00e9 importante que o governo brasileiro comece a \u201cdizer a verdade\u201d sobre as situa\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas.<\/p>\n<p><strong>Reforma da Previd\u00eancia<\/strong><br \/>Meirelles tamb\u00e9m defendeu que se estabele\u00e7a uma idade m\u00ednima para aposentadoria pela INSS. De acordo com ele, a medida \u00e9 fundamental para garantir o financiamento da Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;Haver\u00e1 uma idade m\u00ednima de aposentadoria&#8221;, disse o ministro. &#8220;Estamos estudando quais as regras de transi\u00e7\u00e3o. Existem grupos com estudos bastante avan\u00e7ados sobre isso&#8221;, completou. &#8220;O que precisa \u00e9 uma determina\u00e7\u00e3o de governo. Vamos fazer. E apresentar uma proposta fact\u00edvel para sociedade. Idade m\u00ednima com uma regra de transi\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles\u00a0assumiu o cargo nesta quinta (12), ap\u00f3s o afastamento de Dilma Rousseff e a chegada do vice,\u00a0Michel Temer, \u00e0 Presid\u00eancia.<\/p>\n<p>O an\u00fancio j\u00e1 era esperado, uma vez que Meirelles teve v\u00e1rias reuni\u00f5es com Temer nas \u00faltimas semanas e chegou a ter seu nome confirmado antes da vota\u00e7\u00e3o no Senado que autorizou a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Meirelles \u00e9 visto como de posi\u00e7\u00e3o mais ortodoxa e tradicional na economia, ao contr\u00e1rio de seu antecessor no cargo, Nelson Barbosa, mais identificado com uma linha desenvolvimentista e um dos respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o da &#8220;nova matriz econ\u00f4mica&#8221;. Meirelles defende menos interven\u00e7\u00f5es do governo na economia e uma abertura maior no com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n<p>O novo ministro tem uma forma de atua\u00e7\u00e3o mais parecida com a de Joaquim Levy, titular do Minist\u00e9rio da Fazenda em 2015 \u2013\u00a0que chegou a elogi\u00e1-lo publicamente \u2013, e defende o controle de gastos para melhorar as contas p\u00fablicas como forma de proporcionar, no futuro, estabilidade na rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida\/PIB e aumentar a confian\u00e7a de investidores na economia brasileira.<\/p>\n<p><strong>Planos<\/strong><br \/>H\u00e1 menos de um m\u00eas, em evento sobre o Brasil realizado em\u00a0<span class=\"premium-tip\">Nova York<\/span>, Meirelles enumerou os principais desafios da economia brasileira, como a forma de estimular o n\u00edvel de atividade e retomar a gera\u00e7\u00e3o de empregos, e elencou metas e objetivos para solucion\u00e1-los.<\/p>\n<p>Segundo Meirelles, \u00e9 preciso melhorar as contas p\u00fablicas (que t\u00eam registrado rombos bilion\u00e1rios) e a educa\u00e7\u00e3o. Para ele, a carga tribut\u00e1ria brasileira j\u00e1 est\u00e1 elevada. Ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf, Temer disse que n\u00e3o \u00e9 a favor de aumento de Impostos.\u00a0Henrique Meirelles tamb\u00e9m indicou, recentemente, que pode adotar um teto para gastos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>&#8220;A previs\u00e3o de alta do PIB na pr\u00f3xima d\u00e9cada, sem ajuste fiscal, \u00e9 de 1,2%, mas, com reformas, pode avan\u00e7ar para 4%. Precisamos aumentar os investimentos e os n\u00edveis de confian\u00e7a para aumentar a capacidade de crescimento do PIB&#8221;, disse Meirelles, em Nova York, h\u00e1 um m\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Sal\u00e1rio m\u00ednimo, reforma tribut\u00e1ria e BC<\/strong><br \/>Meirelles declarou tamb\u00e9m, na ocasi\u00e3o, que \u00e9 preciso acabar com a indexa\u00e7\u00e3o do reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo (que serve de base para os benef\u00edcios dos aposentados) e n\u00e3o descartou a possibilidade de aumento de tributos no curto prazo para &#8220;equilibrar&#8221; o or\u00e7amento federal.<\/p>\n<p>O fim das indexa\u00e7\u00f5es do sal\u00e1rio m\u00ednimo foi um tema defendido pelo PMDB no documento &#8220;Uma Ponte para o Futuro&#8221;, divulgado em outubro do ano passado.<\/p>\n<p>Para o novo ministro da Fazenda, tamb\u00e9m \u00e9 preciso levar adiante a reforma tribut\u00e1ria porque o sistema brasileiro de cobran\u00e7a de impostos \u00e9 muito &#8220;complexo&#8221;, e conferir mais racionalidade para a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, al\u00e9m de uma maior abertura comercial da economia brasileira.<\/p>\n<p>&#8220;Uma economia fechada \u00e9 menos eficiente, menos competitiva, menos produtiva&#8221;, afirmou Meirelles na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele defendeu ainda a independ\u00eancia do Banco Central (proposta criticada pelo PT nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es presidenciais), um sistema de c\u00e2mbio flutuante (com interven\u00e7\u00f5es para evitar &#8220;eventos de volatilidade&#8221;) e a manuten\u00e7\u00e3o das reservas internacionais em um &#8220;n\u00edvel que minimize riscos de convers\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>No ano passado, quando questionado sobre o que pensava do retorno da CPMF, disse que o tributo n\u00e3o \u00e9 necessariamente &#8220;positivo&#8221;. &#8220;Existem diversas formas de tributa\u00e7\u00e3o que s\u00e3o mais produtivas para a economia ou menos negativas. Mas temos de trabalhar dentro de uma realidade concreta&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p><strong>Carreira<\/strong><br \/>Henrique Meirelles comandou o Banco Central nos dois mandatos do presidente Lula, entre 2003 e 2010, tornando-se o presidente do BC mais longevo no cargo.<\/p>\n<p>Em 2004, com uma Medida Provis\u00f3ria, Meirelles foi o primeiro presidente do BC a obter formalmente o status de ministro de Estado. Naquele ano, foi aberto um inqu\u00e9rito contra ele por sonega\u00e7\u00e3o, lavagem de dinheiro, crime eleitoral e remessa ilegal de dinheiro para o exterior, relativo ao per\u00edodo em que esteve no BankBoston.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 2007, o processo foi arquivado ap\u00f3s o pr\u00f3prio STF negar a quebra do sigilo de contas banc\u00e1rias usadas por Henrique Meirelles.<\/p>\n<p>No primeiro mandato de Lula, Meirelles foi considerado a principal voz da equipe econ\u00f4mica junto a investidores externos. Durante o tempo \u00e0 frente do Banco Central, ele foi alvo recorrente do chamado &#8220;fogo amigo&#8221;, ou seja, das reclama\u00e7\u00f5es da base aliada ou de membros do pr\u00f3prio governo.<\/p>\n<p>Antes de assumir o BC, Meirelles foi presidente mundial do BankBoston, fun\u00e7\u00e3o pela qual se tornou conhecido. Ele iniciou suas atividades no banco em 1974 e se tornou presidente da institui\u00e7\u00e3o no Brasil em 1984. Por sua atua\u00e7\u00e3o no BankBoston, tem tr\u00e2nsito f\u00e1cil no sistema financeiro e no mercado internacional.<\/p>\n<p>Em 2002, foi eleito deputado federal pelo PSDB, cargo do qual abdicou para comandar o Banco Central na gest\u00e3o do petista Lula.\u00a0O novo ministro da Fazenda tamb\u00e9m j\u00e1 tinha sido cotado para ser vice-presidente, na primeira gest\u00e3o de Dilma Rousseff, e para o governo de Goi\u00e1s, nas elei\u00e7\u00f5es de 2010.Nos \u00faltimos anos, Meirelles vinha atuando como presidente do Conselho da J&amp;F Investimentos, controladora da marca Friboi, uma das empresas que lucrou bilh\u00f5es no ano passado apostando na alta do d\u00f3lar em contratos ofertados justamente pelo Banco Central. No in\u00edcio deste ano, por\u00e9m, registrou perdas com esses contratos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Recentemente, Henrique Meirelles relan\u00e7ou o banco Original, controlado pela J&amp;F. Ele apresentou a institui\u00e7\u00e3o financeira como sendo a primeira totalmente digital do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>PIB, infla\u00e7\u00e3o e reservas cambiais<\/strong><br \/>Apesar do &#8220;fogo amigo&#8221;, o pa\u00eds ostentou, segundo n\u00fameros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), um longo ciclo de crescimento quando Meirelles esteve \u00e0 frente do Banco Central na gest\u00e3o do ex-presidente Lula, com uma taxa acima de 3% ao ano por mais de 60 meses.<\/p>\n<p>Nos oito anos em que permaneceu \u00e0 frente da autoridade monet\u00e1ria, a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 5,78%. Somente em seu primeiro ano no comando do BC, em 2003, a infla\u00e7\u00e3o superou o teto da meta. Em 2006, 2007 e 2009, por\u00e9m, o IPCA ficou abaixo da meta central de 4,5%.<\/p>\n<p>Durante a gest\u00e3o de Meirelles, o BC aproveitou tamb\u00e9m para refor\u00e7ar o caixa do pa\u00eds, ou seja, as reservas internacionais brasileiras, atualmente acima de US$ 370 bilh\u00f5es. Esse fator foi considerado por especialistas como primordial para que o pa\u00eds passasse pelas turbul\u00eancias externas de 2008 e 2009 sem maiores consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Alguns cr\u00edticos observam, por\u00e9m, que o crescimento das reservas tem um custo alto para o pa\u00eds, uma vez que t\u00eam de pagar a diferen\u00e7a entre a taxa de juros brasileira e a diferen\u00e7a dos juros internacionais, mais baixos.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira (13), em entrevista ao Bom Dia Brasil, que a primeira grande a\u00e7\u00e3o do governo de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19487,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-19486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19486"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19488,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19486\/revisions\/19488"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}