{"id":19479,"date":"2016-05-12T09:55:13","date_gmt":"2016-05-12T12:55:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19479"},"modified":"2016-05-12T09:55:13","modified_gmt":"2016-05-12T12:55:13","slug":"articulador-discreto-temer-domina-engrenagens-do-congresso-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/articulador-discreto-temer-domina-engrenagens-do-congresso-nacional\/","title":{"rendered":"Articulador discreto, Temer domina engrenagens do Congresso Nacional"},"content":{"rendered":"<p>Ca\u00e7ula de oito filhos de uma fam\u00edlia de imigrantes libaneses, Michel Miguel Elias Temer Lulia, 75 anos, chega ao comando do Pal\u00e1cio do Planalto no cl\u00edmax de uma carreira pol\u00edtica de 35 anos pavimentada na m\u00e1quina partid\u00e1ria peemedebista.<\/p>\n<p>Substituto de Dilma Rousseff\u00a0durante o per\u00edodo de afastamento da presidente, o vice \u00e9 reconhecido, por aliados e advers\u00e1rios, como um articulador pol\u00edtico de bastidores que domina as engrenagens do Congresso Nacional e da federa\u00e7\u00e3o de interesses regionais do PMDB.<\/p>\n<p>Presidente nacional do partido h\u00e1 15 anos, o jurista Michel Temer\u00a0se elegeu vice-presidente da Rep\u00fablica, pela primeira vez, em 2010, ao lado de Dilma. \u00c0 \u00e9poca, al\u00e9m de comandar o PMDB, ele presidia a C\u00e2mara dos Deputados, pela terceira vez em 13 anos.<\/p>\n<p>Respaldado pelo poder que acumulava no Legislativo e na c\u00fapula partid\u00e1ria, Temer imp\u00f4s ao PT o pr\u00f3prio nome para a vaga de vice como condi\u00e7\u00e3o para o PMDB apoiar a candidatura da afilhada pol\u00edtica do ex-presidente Lula.<\/p>\n<p>Inicialmente, Lula resistiu e tentou obter uma lista tr\u00edplice de peemedebistas para escolher quem entraria na corrida eleitoral ao lado da candidata. Temer negou.<\/p>\n<p>Embora exibisse significativa for\u00e7a pol\u00edtica como presidente do maior partido do pa\u00eds e da C\u00e2mara dos Deputados, Michel Temer vinha de uma elei\u00e7\u00e3o apertada para o parlamento.<\/p>\n<p>Em 2006, ao se reeleger para o quarto mandato consecutivo de deputado federal por S\u00e3o Paulo, n\u00e3o conseguiu contar apenas com os pr\u00f3prios votos para se manter no Legislativo.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, obteve 99.046 votos, menos da metade dos 252.229 votos que somou na elei\u00e7\u00e3o de 2002. Mas mesmo com a significativa queda de rendimento nas urnas, o peemedebista conseguiu se reeleger &#8220;puxado&#8221; pelo conjunto dos votos dos demais integrantes da coliga\u00e7\u00e3o do PMDB.<\/p>\n<p>Apesar do receio que tinha em rela\u00e7\u00e3o ao perfil de Temer, Lula n\u00e3o podia abrir m\u00e3o do tempo de r\u00e1dio e TV dos peemedebistas na elei\u00e7\u00e3o em que tentaria fazer a ex-ministra da Casa Civil sua sucessora no Pal\u00e1cio do Planalto. Al\u00e9m disso, ele sabia que Dilma precisaria do apoio do PMDB no Congresso Nacional para garantir a governabilidade.<\/p>\n<p>Com a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Lula, o casamento pol\u00edtico entre Dilma e Temer foi consumado. A alian\u00e7a acabou bem sucedida nas urnas, com a dupla derrotando Jos\u00e9 Serra (PSDB-SP) no segundo turno da elei\u00e7\u00e3o de 2010.<\/p>\n<p>No primeiro mandato de Dilma, Temer teve um papel discreto. Fez quest\u00e3o de manter uma rela\u00e7\u00e3o protocolar com a chefe do Executivo, sempre chamando-a de \u201csenhora presidente\u201d.<\/p>\n<p>Nas ocasi\u00f5es em que substituiu a petista na Presid\u00eancia por motivos de viagens, fazia quest\u00e3o de despachar do pr\u00f3prio gabinete, no anexo do Pal\u00e1cio do Planalto, onde fica a estrutura da Vice-Presid\u00eancia.<\/p>\n<p>No anexo, Temer passou os primeiros quatro anos de mandato recebendo uma romaria de peemedebistas insatisfeitos com o dote que o partido havia recebido na Esplanada dos Minist\u00e9rios \u2013 a legenda ocupou cinco pastas no primeiro mandato de Dilma \u2013 e com o suposta exclus\u00e3o do PMDB nas decis\u00f5es do governo.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, ele ouvia atentamente a todas as queixas dos colegas de partido, mas nunca esbo\u00e7ava qualquer inten\u00e7\u00e3o de deflagrar um motim contra a presidente.<\/p>\n<p><strong>Reelei\u00e7\u00e3o e rompimento<\/strong><br \/>Em 2014, o casamento pol\u00edtico de Dilma e Temer foi reeditado. E ao final de uma campanha presidencial intensamente disputada e agressiva, os dois se reelegeram no segundo turno, derrotando o senador A\u00e9cio Neves (PSDB-MG) por uma diferen\u00e7a de cerca de 3,4 milh\u00f5es de votos.<\/p>\n<p>Na segunda fase do governo Dilma, em meio aos apuros da presidente com a C\u00e2mara dos Deputados presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Temer foi convidado, em abril do ano passado, a assumir a articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Planalto.<\/p>\n<p>Ele deixou o papel de vice figurativo e entrou oficialmente nas negocia\u00e7\u00f5es de cargos e emendas com o &#8220;varejo&#8221; do Legislativo, apoiado pelo ent\u00e3o ministro da Avia\u00e7\u00e3o, Eliseu Padilha, um especialista no mapeamento de inten\u00e7\u00f5es de voto na C\u00e2mara.<\/p>\n<p>Entre derrotas, vit\u00f3rias e \u201cpautas-bomba\u201d no Congresso, a dupla Temer-Padilha conseguiu aprovar a base do pacote de meta fiscal do ent\u00e3o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quatro meses depois de se tornar o articulador pol\u00edtico do governo,\u00a0Temer abandonou o posto, reclamando de ter sido sabotado por ministros petistas nas negocia\u00e7\u00f5es com deputados e senadores.Dali em diante, a rela\u00e7\u00e3o com Dilma, que era protocolar, se tornou ainda mais distante e fria.Em 7 de dezembro, cinco dias ap\u00f3s Eduardo Cunha ter acolhido o pedido de impeachmentda presidente da Rep\u00fablica, Temer surpreendeu o pa\u00eds com uma carta enviada a Dilma na qual se ressentia do tratamento que havia recebido ao longo dos cinco anos de governo e reclamando, inclusive, de uma suposta tentativa de desvaloriz\u00e1-lo, por meio da demiss\u00e3o de aliados pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio azedou de vez a rela\u00e7\u00e3o entre Dilma e Temer. No final de mar\u00e7o, com o aval e a articula\u00e7\u00e3o do vice-presidente da Rep\u00fablica, o PMDB aprovou, por unanimidade, o rompimento com o governo federal, oficializando o div\u00f3rcio pol\u00edtico.<\/p>\n<p>A sa\u00edda oficial do PMDB, principal s\u00f3cio do PT no governo, escancarou a guerra pol\u00edtica entre os dois partidos.<\/p>\n<p>Michel Temer, ent\u00e3o, saiu em busca de votos favor\u00e1veis ao impeachment e conseguiu atrair para o seu flanco os principais partidos da oposi\u00e7\u00e3o e ainda as legendas do chamado &#8220;centr\u00e3o&#8221;, que, at\u00e9 ent\u00e3o, ainda se mantinham na fr\u00e1gil base aliada de Dilma.<\/p>\n<p>Na tentativa de neutralizar o novo advers\u00e1rio pol\u00edtico, a presidente passou a acus\u00e1-lo, no Brasil e no exterior, de golpista e traidor.\u00a0Temer evitou o confronto p\u00fablico, mas manteve as articula\u00e7\u00f5es de bastidores para assegurar a instaura\u00e7\u00e3o do impeachment.<\/p>\n<p>Transformado em bunker pol\u00edtico do vice, o Pal\u00e1cio do Jaburu se tornou ponto de prociss\u00e3o de advers\u00e1rios de Dilma e de pol\u00edticos cotados para integrar o minist\u00e9rio de Temer.<\/p>\n<p><strong>Lava Jato<\/strong><br \/>A opera\u00e7\u00e3o que investiga o esquema de corrup\u00e7\u00e3o que atuava na Petrobras tamb\u00e9m bateu \u00e0s portas de Michel Temer.<\/p>\n<p>Em sua dela\u00e7\u00e3o premiada, o ex-l\u00edder do governo e senador cassado Delc\u00eddio do Amaral (sem partido-MS) relatou ao Minist\u00e9rio P\u00fablico o suposto envolvimento de Temer\u00a0em um esquema de compra superfaturada de etanol na BR Distribuidora, subsidi\u00e1ria de combust\u00edveis da estatal do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Delc\u00eddio, as supostas irregularidades teriam ocorrido entre 1997 e 2001, durante o governo do ex-presidente\u00a0FHC.<\/p>\n<p>Ainda segundo o senador cassado, o operador do esquema seria Jo\u00e3o Augusto Rezende Henriques, ex-diretor da BR Distribuidora que fez, em 2011, dep\u00f3sitos apontados pela Lava Jato como propina para o presidente afastado da C\u00e2mara dos Deputados, Eduardo Cunha.<\/p>\n<p>Delc\u00eddio afirmou aos procuradores da Rep\u00fablica que Henriques havia sido \u201capadrinhado&#8221; por Temer no esquema de compra il\u00edcita de etanol que teria ocorrido durante a gest\u00e3o FHC.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca em que a den\u00fancia do ex-l\u00edder do governo veio \u00e0 tona, Temer afirmou, por meio de nota, que refutava as \u201cinsinua\u00e7\u00f5es\u201d de Delc\u00eddio.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o conhecia Henriques e n\u00e3o o poderia ter indicado. Muito menos, ter participado de suposto esquema do etanol, do qual s\u00f3 tomo ci\u00eancia agora. Reitero que o conheci anos depois. Mantive com ele alguns poucos contatos. Repito, portanto, que jamais o apadrinhei e ele jamais solicitou esse apadrinhamento\u201d, escreveu Temer na ocasi\u00e3o em um comunicado divulgado \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Em abril, o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal\u00a0no maior inqu\u00e9rito em tramita\u00e7\u00e3o na Corte para investigar o esquema de corrup\u00e7\u00e3o que agia na Petrobras, os trechos da dela\u00e7\u00e3o premiada de Delc\u00eddio nos quais Michel Temer \u00e9 citado.<\/p>\n<p>A inclus\u00e3o desse trecho no processo n\u00e3o torna Temer investigado no caso, mas acrescenta informa\u00e7\u00f5es no inqu\u00e9rito destinado a revelar como funcionava a &#8220;organiza\u00e7\u00e3o criminosa&#8221; que desviava recursos da Petrobras em benef\u00edcio de partidos e pol\u00edticos.<\/p>\n<p><strong>Ingresso na pol\u00edtica<\/strong><br \/>Michel Temer nasceu em 1940, no munic\u00edpio paulista de Tiet\u00ea, a 167 quil\u00f4metros da capital. Dezesseis anos antes, seus pais March e Miguel Elias, crist\u00e3os maronitas, haviam deixado para tr\u00e1s o vilarejo de Btaaboura, no norte do L\u00edbano, com tr\u00eas filhos a tiracolo.<\/p>\n<p>Atualmente, o vice-presidente d\u00e1 nome a uma rua na entrada da cidade dos antepassados e vai batizar uma pra\u00e7a.<\/p>\n<p>Temer estudou direito na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) na transi\u00e7\u00e3o das d\u00e9cadas de 1950 e 1960, mas n\u00e3o se envolveu com a efervesc\u00eancia estudantil de esquerda que marcou o conturbado mandato do ent\u00e3o presidente Jo\u00e3o Goulart. Ele, ao contr\u00e1rio, fazia parte de um grupo de estudantes que seguia o pensamento liberal.<\/p>\n<p>Em meio ao curso de gradua\u00e7\u00e3o, chegou a flertar com a pol\u00edtica estudantil, elegendo-se segundo-tesoureiro do centro acad\u00eamico da faculdade. Ele at\u00e9 aspirou um voo mais alto, como presidente do centro acad\u00eamico, mas saiu derrotado da disputa eleitoral.<\/p>\n<p>O peemedebista se formou em direito em 1964, ano em que os militares depuseram Jango. Rec\u00e9m-graduado, montou uma banca de advocacia com tr\u00eas ex-colegas da USP. Quatro anos mais tarde, retornou para a academia para lecionar direito constitucional na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP).<\/p>\n<p>At\u00e9 os 28 anos, Temer escreveu quatro livros de direito. O livro \u201cElementos de Direito Constitucional\u201d \u00e9, at\u00e9 hoje, refer\u00eancia nas salas de aula de faculdades de direito.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca em que deu aulas na PUC-SP, teve contato com o professor Andr\u00e9 Franco Montoro, que, na ocasi\u00e3o, j\u00e1 era um pol\u00edtico experiente, com passagem pela C\u00e2mara e pela Esplanada dos Minist\u00e9rios.<\/p>\n<p>Quando Montoro se elegeu governador de S\u00e3o Paulo no in\u00edcio dos anos 80, a amizade dos tempos da academia abriu para Temer as portas da vida pol\u00edtica. Em 1981, ele ingressou no PMDB, herdeiro do oposicionista MDB da \u00e9poca da ditadura.<\/p>\n<p>Fazia pouco mais de uma d\u00e9cada que havia sido aprovado no concurso para procurador do estado quando, em 1983, foi convidado por Montoro para assumir o comando da Procuradoria-Geral de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em meio a uma profunda crise entre as pol\u00edcias civil e militar, Temer foi deslocado pelo governador para a chefia da Secretaria de Seguran\u00e7a, cargo que viria a ocupar outras duas vezes na carreira. Ali, em meio ao fogo cruzado das pol\u00edcias paulistas, ensaiou pela primeira vez o papel de articulador pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Primeiro, apaziguou o entrevero entre delegados e oficiais da PM. Depois, chamou a aten\u00e7\u00e3o de Montoro ao conseguir convencer, por meio de uma conversa, centenas de estudantes a desocuparem o pr\u00e9dio da reitoria da USP, evitando que o Batalh\u00e3o de Choque tivesse de invadir o local.<\/p>\n<p><strong>Ascens\u00e3o em Bras\u00edlia<\/strong><br \/>Em 1986, Temer tentou a sorte nas urnas pela primeira vez para uma cadeira na C\u00e2mara dos Deputados. Terminou a corrida eleitoral apenas como suplente, mas, dois anos mais tarde, debutava no Sal\u00e3o Verde da C\u00e2mara como deputado constituinte substituindo Ant\u00f4nio Tidei de Lima, que havia assumido o comando da Secretaria de Agricultura paulista.<\/p>\n<p>\u00c0 sombra de l\u00edderes hist\u00f3ricos do antigo MDB, como Ulysses Guimar\u00e3es e Fernando Henrique Cardoso, o ent\u00e3o calouro da C\u00e2mara conseguiu aprovar o artigo 133 da Constitui\u00e7\u00e3o, que assegura a inviolabilidade dos advogados por atos e manifesta\u00e7\u00f5es cometidos no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 1980, quando FHC, Serra e M\u00e1rio Covas se desligaram do PMDB para fundar o PSDB ap\u00f3s romperem com Orestes Qu\u00e9rcia, Temer optou por ficar nas fileiras peemedebistas, aproveitando a abertura de espa\u00e7o gerada pela debandada de caciques hist\u00f3ricos da legenda.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o se mostrou acertada nos anos que se sucederam. Pegando carona no v\u00e1cuo de lideran\u00e7as, Michel Temer ascendeu rapidamente na estrutura peemedebista. Eleito para a C\u00e2mara com 70.969 votos na elei\u00e7\u00e3o de 1994, ele conseguiu, j\u00e1 no ano seguinte, ser escolhido pelos colegas para a vaga de l\u00edder do partido.<\/p>\n<p>Temer se sentiu \u00e0 vontade nos carpetes verdes da C\u00e2mara. L\u00e1, se especializou nas negocia\u00e7\u00f5es de bastidores e nas articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\">Em 1997, ele disputou pela primeira vez a presid\u00eancia da C\u00e2mara. Com o apoio do ent\u00e3o PFL (atual DEM), conseguiu se eleger derrotando um candidato tucano. No comando da casa legislativa, se tornou um fiel aliado do governo FHC. Dois anos mais tarde, candidato \u00fanico, reelegeu-se presidente da C\u00e2mara, posto que voltaria a ocupar novamente em 2009.<\/div>\n<p>A r\u00e1pida ascens\u00e3o de Temer gerou atrito com outras lideran\u00e7as pol\u00edticas do Congresso. Nos quatro anos consecutivos em que presidiu a C\u00e2mara no final dos anos 90, ele protagonizou duros embates p\u00fablicos com o ent\u00e3o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalh\u00e3es (antigo PFL-BA), que morreu em 2007.<\/p>\n<p>Mais tarde, seu principal rival pol\u00edtico seria outro presidente do Senado, o colega de partido Renan Calheiros (PMDB-AL). At\u00e9 hoje, os dois rivalizam espa\u00e7o dentro do PMDB.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><strong>Vida pessoal discreta<\/strong><\/div>\n<p>Discreto, formal e cerimonioso, Michel Temer tem obsess\u00e3o em preservar a fam\u00edlia de sua vida p\u00fablica. Ele est\u00e1 em seu terceiro casamento e tem cinco filhos.<\/p>\n<p>A atual mulher, Marcela Temer, \u00e9 42 anos mais jovem do que ele. Os dois se conheceram quando ela tinha 18 anos e ele, 60. Temer tem um filho com Marcela: Michelzinho, de 7 anos.<\/p>\n<p>Do primeiro casamento, com Maria C\u00e9lia, o presidente em exerc\u00edcio teve tr\u00eas filhas: Maristela, Luciana e Clarissa. Temer tem tamb\u00e9m um filho que nasceu de um relacionamento com uma namorada, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Auxiliares pr\u00f3ximos do presidente em exerc\u00edcio contam que ele fala pouqu\u00edssimo sobre a fam\u00edlia no ambiente de trabalho. Desde que ele assumiu a Vice-Presid\u00eancia, em 2011, Marcela fez rar\u00edssimas apari\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Ainda que Temer passe a maior parte da semana em Bras\u00edlia, a mulher e o filho mais novo continuaram vivendo em S\u00e3o Paulo. Ele, no entanto, costuma viajar nos finais de semana para a capital paulista a fim de ficar com a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Temer costuma usar as horas de folga e as viagens de avi\u00e3o para ler. Segundo interlocutores, \u00e9 um leitor contumaz.<\/p>\n<p>Pessoas que trabalham diretamente com o presidente em exerc\u00edcio o definem como um &#8220;gentleman&#8221; no trato pessoal com os subordinados, mas ressaltam que \u00e9 extremamente detalhista, a ponto de corrigir, pessoalmente, at\u00e9 mesmo as v\u00edrgulas dos textos de auxiliares. Tamb\u00e9m cultiva, entre pessoas pr\u00f3ximas, a fama de p\u00e3o-duro.<\/p>\n<p>Aos 75 anos, procura fazer caminhadas matinais de cerca de meia hora para manter a sa\u00fade. Em regra, faz os exerc\u00edcios f\u00edsicos acompanhado de sua equipe de seguran\u00e7as e de um ajudante de ordens, que fica respons\u00e1vel por atender ao celular enquanto ele est\u00e1 praticando as caminhadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ca\u00e7ula de oito filhos de uma fam\u00edlia de imigrantes libaneses, Michel Miguel Elias Temer Lulia, 75 anos, chega ao comando do Pal\u00e1cio do Planalto no&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":19480,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-19479","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19479","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19479"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19479\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19481,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19479\/revisions\/19481"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19480"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}