{"id":19459,"date":"2016-05-10T08:24:14","date_gmt":"2016-05-10T11:24:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19459"},"modified":"2016-05-10T09:25:31","modified_gmt":"2016-05-10T12:25:31","slug":"ate-as-gigantes-do-petroleo-podem-ganhar-com-meta-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/ate-as-gigantes-do-petroleo-podem-ganhar-com-meta-climatica\/","title":{"rendered":"At\u00e9 as gigantes do petr\u00f3leo podem ganhar com meta clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>Na luta contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, as gigantes do petr\u00f3leo s\u00e3o consideradas grandes vil\u00e3s por suas elevadas emiss\u00f5es de carbono. Mas, acredite, at\u00e9 mesmo elas t\u00eam algo a ganhar unindo-se aos esfor\u00e7os de combate ao aquecimento global. E n\u00e3o \u00e9 pouca coisa.Segundo estudo divulgado pela influente institui\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica Carbon Tracker, os ativos de produ\u00e7\u00e3o das sete maiores empresas privadas de petr\u00f3leo e g\u00e1s do mundo \u2014 ExxonMobil, Shell, BP, Chevron, ConocoPhillips, Eni e Total \u2014 poderiam valer US$ 100 bilh\u00f5es a mais se elas alinhassem seus planos de investimento com o objetivo de manter o aumento da temperatura m\u00e9dia do planeta em at\u00e9 2\u00b0C, meta acordada na reuni\u00e3o do clima COP21 em Paris em dezembro e assinada em abril deste ano. <\/p>\n<p>O estudo \u201cSense &amp; Sensitivity: Maximising Value with a 2\u02daC&#8221;\u00a0baseia-se em testes de estresses (avalia\u00e7\u00f5es para saber como um sistema se comporta sob press\u00e3o intensa) combinando cen\u00e1rios de baixa demanda de carbono, do pre\u00e7o do petr\u00f3leo e da sensibilidade \u00e0 taxa de desconto para quantificar como a redu\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o ao alto custo dos projetos de alto carbono pode aumentar o valor do rendimento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o: seguir um modelo de crescimento baseado no \u2018business as usual\u2019, ou seja, sem levar em conta a descarboniza\u00e7\u00e3o da economia, s\u00f3 faz sentido do ponto de vista financeiro se os pre\u00e7os do petr\u00f3leo forem maiores que US$ 120 por barril durante um per\u00edodo de tempo significativo. E a chance disso ocorrer \u00e9 bem pequena, segundo a pesquia.\u00a0<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio introduz o conceito de Pr\u00eamio sobre o Risco de Combust\u00edveis F\u00f3sseis (FFRP) para as empresas que assumem que uma alta demanda futura vai levar \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o petr\u00f3leo e que, por isso, correm o risco de sancionar projetos de maior risco e menor retorno. Este pr\u00eamio representa o maior risco associado a projetos de crescimento de alto custo, em compara\u00e7\u00e3o com uma carteira de mais baixo custo que iria satisfazer a demanda em um cen\u00e1rio de 2 \u00b0C, destaca o relat\u00f3rio.\u00a0<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio adverte que os projetos que dependem de pre\u00e7os altos para o petr\u00f3leo s\u00e3o mais arriscados e que quando um &#8220;pr\u00eamio pelo risco dos combust\u00edveis f\u00f3sseis\u201d \u00e9 levado em conta, os pre\u00e7os teriam que alcan\u00e7ar n\u00edveis sem precedentes, na faixa de US$ 180 por barril \u2014 mais que o dobro que a previs\u00e3o de longo prazo da OPEP, que \u00e9 de US$ 80 por barril \u2014 para que um projeto \u2018business as usual\u2019 seja mais atraente.<\/p>\n<p>Diante destas conclus\u00f5es, a Carbon Tracker recomenda que as grandes petrol\u00edferas fa\u00e7am previs\u00f5es conservadoras sobre a demanda futura, lembrando que apenas uma pequena quantidade de excesso de oferta &#8211; cerca de 2% &#8211; levou \u00e0 era atual de volatilidade dos pre\u00e7os e US$ 380 bilh\u00f5es em despesas de capital canceladas ou adiadas pela ind\u00fastria entre o final de 2014 e o final de 2015.<\/p>\n<p><strong>Bolha de carbono<\/strong><\/p>\n<p>Num estudo em 2013, o Carbon Tracker alertou que o mundo caminha para uma nova crise a medida que os mercados alocam mais e mais recursos financeiros no desenvolvimento de reservas de combust\u00edveis f\u00f3sseis que, por serem incompat\u00edveis com a seguran\u00e7a clim\u00e1tica, correm risco de n\u00e3o serem usadas.<\/p>\n<p>De acordo com o instituto, a &#8220;bolha de carbono&#8221; \u00e9 o resultado de um excesso de valoriza\u00e7\u00e3o pelos mercados globais das reservas de carv\u00e3o, g\u00e1s e petr\u00f3leo detidas por empresas de combust\u00edveis f\u00f3sseis. No ritmo atual dos investimentos, a pr\u00f3xima d\u00e9cada ver\u00e1 mais de US$ 6 trilh\u00f5es sendo destinados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de novas reservas de fontes emissoras intensivas de gases de efeito estufa.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca que pelo menos dois ter\u00e7os dessas reservas ter\u00e3o de permanecer intactas, ou seja, n\u00e3o poder\u00e3o ser &#8220;queimadas&#8221;, \u00a0se o mundo for seguir \u00e0 risca as metas acordadas internacionalmente de limitar o aumento da temperatura m\u00e9dia da Terra em at\u00e9 2\u00ba, a fim de evitar efeitos perigosos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na luta contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, as gigantes do petr\u00f3leo s\u00e3o consideradas grandes vil\u00e3s por suas elevadas emiss\u00f5es de carbono. 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