{"id":19436,"date":"2016-05-10T00:10:47","date_gmt":"2016-05-10T03:10:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19436"},"modified":"2016-05-10T09:16:11","modified_gmt":"2016-05-10T12:16:11","slug":"alimentos-prontos-made-in-brazil-ganham-mercado-externo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/alimentos-prontos-made-in-brazil-ganham-mercado-externo\/","title":{"rendered":"Alimentos prontos \u2018made in Brazil\u2019 ganham mercado externo"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil vem descobrindo uma maneira de exportar\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0agr\u00edcolas comuns com maior valor agregado. H\u00e1 alguns anos, o pa\u00eds se consolidou como uma pot\u00eancia na exporta\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio\u00a0<em>in natura<\/em>, mas est\u00e1 em crescimento a exporta\u00e7\u00e3o de alimentos processados, como pratos congelados industrializados, com custo final mais elevado, mas atraentes em termos de rentabilidade em reais para os exportadores. O tempero brasileiro em comidas prontas garante o aumento de ganhos e ainda permite ao empres\u00e1rio driblar as dificuldades causadas pela recess\u00e3o no mercado dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>Um desses exemplos \u00e9 a empresa mineira Maricota, que, nos \u00faltimos cinco anos, deixou de depender exclusivamente do mercado interno e passou a fornecer p\u00e3o de queijo, lasanha, pizza e salgados em geral para Europa, EUA, Am\u00e9rica Latina e pa\u00edses \u00e1rabes.<\/p>\n<p>\u2014 Temos inclusive o selo Halal, para vendermos aos pa\u00edses mu\u00e7ulmanos. Estamos conquistando mercados importantes e consolidados \u2014 explicou Arnaldo Pe\u00e7anha, propriet\u00e1rio da empresa.<\/p>\n<p>Enrico Milani, da paranaense Vapza, conta que um dos segredos do sucesso \u00e9 promover os produtos em feiras mundiais. Outra dica \u00e9 a inova\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2014 Nosso produto tem um conceito diferente. J\u00e1 \u00e9 cozido e embalado a v\u00e1cuo. Al\u00e9m disso, trabalhamos com carnes e vegetais org\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Se as empresas pequenas est\u00e3o aproveitando essa onda, as grandes e tradicionais exportadoras j\u00e1 nadam de bra\u00e7ada. As exporta\u00e7\u00f5es totais da BRF, que consideram comidas prontas e itens\u00a0<em>in natura<\/em>, cresceram consideravelmente no primeiro trimestre de 2016. No per\u00edodo, a companhia exportou mais de 330 mil toneladas de alimentos. No comparativo entre o primeiro trimestre de 2015 e igual per\u00edodo de 2016, as exporta\u00e7\u00f5es para a \u00c1sia atingiram 125 mil toneladas, avan\u00e7o de 12,8% no per\u00edodo; as vendas para a Europa atingiram 57 mil toneladas, alta de 33,4%; as exporta\u00e7\u00f5es para a Am\u00e9rica Latina totalizaram 12 mil toneladas, avan\u00e7o de 56,9%; e as vendas para a \u00c1frica atingiram 37 mil toneladas, aumento de 6,4%.<\/p>\n<p>\u201cOs mercados mais representativos (da BRF no primeiro trimestre de 2016) foram: Europa, Am\u00e9rica Latina, Oriente M\u00e9dio, \u00c1frica e \u00c1sia\u201d, informou a empresa.<\/p>\n<p><strong>\u2018MERCADO DA SAUDADE\u2019<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (Apex-Brasil), a exporta\u00e7\u00e3o de alimentos processados est\u00e1 em ligeira queda, mas os alimentos industrializados prontos para o varejo avan\u00e7aram 17% no primeiro trimestre, em rela\u00e7\u00e3o a 2015. Eles perdem s\u00f3 para a alta na exporta\u00e7\u00e3o de vinhos e cacha\u00e7as.<\/p>\n<p>Os desafios, por\u00e9m, s\u00e3o enormes. Maur\u00edcio Manfr\u00e9, supervisor de Projetos Setoriais da Apex-Brasil, destaca que a exporta\u00e7\u00e3o de alimentos prontos muitas vezes esbarra em barreiras n\u00e3o tarif\u00e1rias. O p\u00e3o de queijo, por exemplo, n\u00e3o pode ir pronto para a Europa, onde n\u00e3o s\u00e3o aceitos l\u00e1cteos estrangeiros. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 enviar a massa e adicionar o queijo l\u00e1.<\/p>\n<p>Manfr\u00e9 explica que a exporta\u00e7\u00e3o de alimentos tem um caminho de entrada pelo \u201cmercado da saudade\u201d, dos expatriados brasileiros que procuram aquilo que estavam acostumados a comer aqui. \u00c9 por isso que, nos EUA, por exemplo, \u00e9 cada vez mais f\u00e1cil encontrar produtos como o\u00a0<em>cheese roll<\/em>: nosso famoso p\u00e3o de queijo.<\/p>\n<p>Para o diretor do Departamento de Economia e Estat\u00edstica da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastria de Alimentos (Abia), Denis Ribeiro, a comida pronta \u00e9 uma tend\u00eancia da sociedade moderna. Um dos segredos para exportar \u00e9 adequar o produto \u00e0 exig\u00eancia do consumidor:<\/p>\n<p>\u2014 H\u00e1 exig\u00eancias sanit\u00e1rias, de embalagens e at\u00e9 culturais \u2014 completou.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil vem descobrindo uma maneira de exportar\u00a0commodities\u00a0agr\u00edcolas comuns com maior valor agregado. 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