{"id":19412,"date":"2016-05-05T00:18:19","date_gmt":"2016-05-05T03:18:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19412"},"modified":"2016-05-05T09:07:13","modified_gmt":"2016-05-05T12:07:13","slug":"gerdau-rouba-mercado-em-acos-planos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/gerdau-rouba-mercado-em-acos-planos\/","title":{"rendered":"Gerdau rouba mercado em a\u00e7os planos"},"content":{"rendered":"<p>O encolhimento do mercado brasileiro, o aumento do foco em exporta\u00e7\u00f5es e a concorr\u00eancia mais acirrada no segmento fizeram com que Usiminas e Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN), as maiores produtoras de a\u00e7os planos do pa\u00eds, perdessem espa\u00e7o no mercado dom\u00e9stico. A Gerdau, l\u00edder na fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7os longos nas Am\u00e9ricas, mas novata no setor de planos acabou abocanhando expressiva fatia das vendas e pode elevar ainda mais sua participa\u00e7\u00e3o em 2016.<\/p>\n<p>Em 2013, as l\u00edderes do mercado nacional de planos ostentavam 72,3% do consumo aparente &#8211; produtos nacionais e importados -, segundo levantamento do Valor. A queda foi expressiva, de 16,9 pontos percentuais, e no ano passado essa propor\u00e7\u00e3o representava 55,4%. Se forem consideradas apenas as vendas internas, a deteriora\u00e7\u00e3o foi mais significativa, de 18,1 pontos para 65,4%. A redu\u00e7\u00e3o para a CSN, foi de 9 pontos percentuais, para 24,3% do consumo, enquanto na Usiminas houve diminui\u00e7\u00e3o de 7,5 pontos, para 31,1%.<\/p>\n<p>Para 2016, o Instituto A\u00e7o Brasil prev\u00ea consumo aparente de 19,4 milh\u00f5es de toneladas de produtos sider\u00fargicos no pa\u00eds. Considerando a m\u00e9dia hist\u00f3rica de participa\u00e7\u00e3o de planos no total (cerca de 54%), o consumo da \u00e1rea deve chegar a 10,5 milh\u00f5es de toneladas. Nas previs\u00f5es mais pessimistas, as vendas internas de Usiminas e CSN recuariam cerca de 30% e, nas otimistas, entre 20% e 10%, respectivamente.<\/p>\n<p>Com essas estimativas, \u00e9 poss\u00edvel at\u00e9 que a participa\u00e7\u00e3o de ambas no mercado nacional de planos caia abaixo da metade pela primeira vez em muito tempo. A previs\u00e3o mais pessimista aponta para 45% de &#8220;market share&#8221;. Na perspectiva mais positiva, a fatia agregada do consumo ficaria em 53%, ainda assim uma queda.<\/p>\n<p>&#8220;Essa participa\u00e7\u00e3o foi quase toda abocanhada pela Gerdau&#8221;, comenta uma fonte graduada do setor, especialista em a\u00e7os planos. &#8220;A ArcelorMittal Tubar\u00e3o [terceira colocada] se manteve quase est\u00e1vel e neste ano deve at\u00e9 exportar mais do que vender no Brasil&#8221;, acrescenta. Gerdau e ArcelorMittal n\u00e3o revelaram dados espec\u00edficos de a\u00e7os planos, mas a participa\u00e7\u00e3o do grupo indo-europeu fica na faixa de 18% a 20%.<\/p>\n<p>A Gerdau ingressou nesse segmento h\u00e1 quase tr\u00eas anos, com a instala\u00e7\u00e3o de um laminador de bobinas a quente em Ouro Branco (MG). O equipamento possui capacidade instalada de 800 mil toneladas por ano. Com produ\u00e7\u00e3o plena, toda direcionada ao mercado interno, teria 8% da demanda &#8211; mas acredita-se que parte v\u00e1 para a exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em julho, a empresa ga\u00facha vai estrear uma nova linha, para a produ\u00e7\u00e3o de chapas grossas, apta a fazer 1,1 milh\u00e3o de toneladas anuais. O grupo investiu quase US$ 2 bilh\u00f5es no neg\u00f3cio de laminados a quente e chaps grossas. Se tiver utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade pr\u00f3xima de 100% ap\u00f3s iniciar a opera\u00e7\u00e3o, a Gerdau teria potencial para ficar com 19% desse mercado. Em chapas grossas, compete apenas com Usiminas e material importado.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia da estreante foi agressiva e, al\u00e9m de descontos concedidos aos clientes em alguns casos, a companhia tamb\u00e9m realizou vendas casadas a pre\u00e7os mais atrativos. De acordo com fontes do mercado, a Gerdau &#8220;sempre praticou descontos&#8221; e a postura permanece at\u00e9 hoje. O Valor apurou que os valores se aproximam do praticado na R\u00fassia, um dos menores do mundo.<\/p>\n<p>De 2013 a 2015, as vendas internas de a\u00e7os planos no Brasil ca\u00edram 19%, para 9,8 milh\u00f5es de toneladas, informa o A\u00e7o Brasil. O consumo aparente recuou 17,5%, para 11,5 milh\u00f5es de toneladas. O volume comercializado pela Usiminas ficou em 3,6 milh\u00f5es de toneladas, 33,5% menor, e no caso da CSN houve redu\u00e7\u00e3o de 40%, para 2,8 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Vale lembrar que parte das vendas da Gerdau refere-se a materiais de CSN e Usiminas j\u00e1 transformados, mas por meio da distribuidoras pr\u00f3pria. Em conversa com analistas, S\u00e9rgio Leite, diretor comercial da empresa mineira, lembrou que esse abastecimento diminuiu. &#8220;A entrada [de um novo concorrente] representou uma queda de vendas para n\u00f3s, mas buscamos compensar essa queda&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A crise atual, a maior da hist\u00f3ria do setor no pa\u00eds, explica a queda de ambas, mas a queda tamb\u00e9m pode ser observada por outro lado: as empresas tentaram se beneficiar do real desvalorizado vendendo seus produtos no exterior. Em 2013, a CSN vendeu 1,5 milh\u00e3o de toneladas de a\u00e7o no exterior. O volume subiu, at\u00e9 2015, de 34%, para 2 milh\u00f5es de toneladas. A Usiminas tamb\u00e9m adotou essa estrat\u00e9gia no per\u00edodo: a exporta\u00e7\u00e3o subiu 63%, para 1,3 milh\u00e3o de toneladas. Mas, sem competitividade, neste ano praticamente saiu do exterior.<\/p>\n<p>A CSN deve continuar acessando o exterior para compensar a queda interna, mas para a concorrente a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco mais dif\u00edcil. Os Estados Unidos, por exemplo, praticamente fecharam as portas para a Usiminas quando institu\u00edram medidas de defesa comercial que atingiram tanto laminados a quente como a frio.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O encolhimento do mercado brasileiro, o aumento do foco em exporta\u00e7\u00f5es e a concorr\u00eancia mais acirrada no segmento fizeram com que Usiminas e Companhia Sider\u00fargica&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18586,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-19412","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19412","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19412"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19412\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19413,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19412\/revisions\/19413"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18586"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}