{"id":19339,"date":"2016-05-02T11:06:03","date_gmt":"2016-05-02T14:06:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19339"},"modified":"2016-05-02T11:06:03","modified_gmt":"2016-05-02T14:06:03","slug":"trabalhadores-portuarios-do-porto-de-maceio-estao-em-dificuldades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/trabalhadores-portuarios-do-porto-de-maceio-estao-em-dificuldades\/","title":{"rendered":"Trabalhadores portu\u00e1rios do Porto de Macei\u00f3 est\u00e3o em dificuldades"},"content":{"rendered":"<p>Sindicalistas ligados ao Porto de Macei\u00f3 convocaram a imprensa para relatar a dificuldade que os trabalhadores portu\u00e1rios est\u00e3o passando devido ao fechamento do terminal por um grupo de policiais civis em greve. A reuni\u00e3o aconteceu na tarde desta sexta-feira, 29, na sede do \u00d3rg\u00e3o Gestor de M\u00e3o de Obra do Trabalho Portu\u00e1rio (OGMO).<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato dos Estivadores, Jo\u00e3o Epif\u00e2nio, iniciou a discuss\u00e3o falando sobre os resultados que a greve vem trazendo. Segundo ele, em parte, a greve foi importante para trazer \u00e0 tona a realidade dos trabalhadores portu\u00e1rios. &#8220;N\u00f3s s\u00f3 recebemos quando trabalhamos, pois somos a \u00fanica categoria do Brasil que age dessa forma. Logo, com esse tempo sem trabalhar, os pais de fam\u00edlia voltam para casa sem dinheiro para dar o que comer a fam\u00edlia\u201d, desabafou.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Epif\u00e2nio ainda falou sobre as dificuldades financeiras que os sindicatos est\u00e3o passando e o sucateamento do Porto de Macei\u00f3. A informa\u00e7\u00e3o repassada por ele \u00e9 que faltam equipamentos como guindastes e armaz\u00e9ns, por exemplo, e que j\u00e1 foram pedidos h\u00e1 14 anos, por\u00e9m at\u00e9 hoje nada foi feito.<\/p>\n<p>\u201cNossos sindicatos est\u00e3o pr\u00f3ximos de fechar as portas. N\u00f3s n\u00e3o temos sequer dinheiro para pagar um refrigerante aos empregados. Falei com o pessoal do Sindpol que est\u00e1vamos h\u00e1 25 dias sem navio, e quando chega logo dois, eles fecham o port\u00e3o. A resposta que eles deram \u00e9 que isso s\u00f3 depende do governo. O governo abandonou esse porto. Ele est\u00e1 sucateado, foi tomado por empresas privadas, falta tudo\u201d, concluiu o presidente.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rios<\/p>\n<p>O porto possui cerca de 800 trabalhadores avulsos que s\u00f3 trabalham com cargas s\u00f3lidas, como trigo, fertilizantes, a\u00e7\u00facares ensacados, dentre outros. No momento, dois navios de grande porte est\u00e3o atracados, um de sete toneladas e outro de doze toneladas de fertilizantes, desde a \u00faltima semana. Devido a greve, cerca de 480 funcion\u00e1rios deixam de trabalhar e receber seu sal\u00e1rio di\u00e1rio em uma m\u00e9dia de R$ 150.<\/p>\n<p>Antes disso, o ancoradouro passou cerca de 25 dias sem nenhum navio atracar no local, j\u00e1 que navios com cargas l\u00edquidas, como combust\u00edveis, e de passageiros n\u00e3o representam nenhum ganho. Sendo assim, estes funcion\u00e1rios est\u00e3o h\u00e1 mais de um m\u00eas sem receber.<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato dos Vigias Portu\u00e1rios no Estado de Alagoas, Neilton Barbosa, acha um absurdo os agentes da Pol\u00edcia Civil, mais uma vez, tomar o Porto de Macei\u00f3 para cobrar do governo suas reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cA greve dos policiais, na \u00f3tica deles, est\u00e1 correta. S\u00f3 que eles n\u00e3o podem atrapalhar o direito constitucional de ir e vir. Eles t\u00eam os preju\u00edzos deles e causam preju\u00edzos para terceiros? Na minha opini\u00e3o, discordo de ter bloqueado nosso porto. Eles est\u00e3o recebendo todo final de m\u00eas. E a gente?\u201d, indagou.<\/p>\n<p>Perdas em n\u00fameros<\/p>\n<p>Dois navios de grande porte atracaram no Porto de Macei\u00f3 desde a \u00faltima semana e ainda n\u00e3o foram descarregados. Com isso, multas di\u00e1rias de 15 mil d\u00f3lares (aproximadamente R$ 52.400) s\u00e3o aplicadas, pesando no bolso do importador.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Macena Filho, operador portu\u00e1rio, explicou que n\u00e3o \u00e9 apenas um problema de curto prazo, mas tamb\u00e9m de longo prazo, j\u00e1 que essas greves \u201cassustam\u201d empresas que decidam atracar em Macei\u00f3.<\/p>\n<p>\u201cIsso pode se tornar um reflexo negativo no futuro. As empresas podem olhar e pensar nos problemas que o porto oferece e aumentar o frete com medo de novos problemas. O navio n\u00e3o \u00e9 para estar parado, n\u00e3o \u00e9 vantagem para o importador\u201d, falou Andr\u00e9.<\/p>\n<p>Por fim, o operador explicou os custos que t\u00eam os caminhoneiros que est\u00e3o parados na frente do terminal e os trabalhadores avulsos, que precisam se locomover at\u00e9 o porto e ainda responder chamada.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea imagina um funcion\u00e1rio desse sem receber e gastando com transporte e alimenta\u00e7\u00e3o para responder uma chamada? E pior \u00e9 se ele n\u00e3o vier, pois deixa de ganhar turno. Al\u00e9m disso, tem os caminhoneiros, moradores de outros estados, passando pela mesma situa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tem ningu\u00e9m que possa ajudar\u201d, relatou.<\/p>\n<p>Estavam presentes na reuni\u00e3o os presidentes do Sindicato dos Conferentes e Consertadores de Cargas, Ant\u00f4nio Carlos, do Sindicato dos Estivadores do Estado de Alagoas, Jo\u00e3o Epif\u00e2nio, do Sindicato dos Vigilantes Portu\u00e1rios, o Operador Portu\u00e1rio, Andr\u00e9 Macena Filho, e o diretor executivo e a assessora jur\u00eddica do OGMO, Francisco Porcino e Fl\u00e1via Marcli, respectivamente.<\/p>\n<p>Fonte: Correio do Povo de Alagoas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sindicalistas ligados ao Porto de Macei\u00f3 convocaram a imprensa para relatar a dificuldade que os trabalhadores portu\u00e1rios est\u00e3o passando devido ao fechamento do terminal por&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17937,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-19339","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19339","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19339"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19339\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19340,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19339\/revisions\/19340"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17937"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19339"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19339"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19339"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}