{"id":19052,"date":"2016-04-06T06:56:51","date_gmt":"2016-04-06T09:56:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19052"},"modified":"2016-04-06T00:58:18","modified_gmt":"2016-04-06T03:58:18","slug":"crise-politica-afasta-investidores-do-setor-portuario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/crise-politica-afasta-investidores-do-setor-portuario\/","title":{"rendered":"Crise pol\u00edtica afasta investidores do setor portu\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>A indefini\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio pol\u00edtico brasileiro e a crise econ\u00f4mica j\u00e1 deixam as primeiras marcas no sistema portu\u00e1rio nacional. Predominantemente t\u00e9cnico, o setor enfrenta o desinteresse de investidores, tendo em vista a baixa procura dos \u00faltimos leil\u00f5es para o arrendamento de \u00e1reas. Especialistas do setor n\u00e3o est\u00e3o otimistas. O temor \u00e9 de que os portos acabem perdendo competitividade e investimentos p\u00fablicos, essenciais para o desenvolvimento do com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq) anunciou, na semana passada, o adiamento do leil\u00e3o de seis \u00e1reas portu\u00e1rias no Par\u00e1. Nos bastidores, a informa\u00e7\u00e3o era de que o baixo interesse de investidores havia provocado a decis\u00e3o, tomada dois dias antes do certame. Oficialmente, problemas t\u00e9cnicos foram apontados para a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o do evento.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Terminais Portu\u00e1rios (ABTP), Wilen Manteli, aponta a pol\u00edtica econ\u00f4mica do Governo como o principal motivo para a instabilidade dos investimentos. Para ele, a inseguran\u00e7a jur\u00eddica, as incertezas pol\u00edticas e a inser\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usulas restringindo lucros ou atividades s\u00e3o fatores que afugentam investidores. \u201cEssa situa\u00e7\u00e3o pode retardar mais ainda as coisas, em um momento em que n\u00e3o se poderia perder tempo. Al\u00e9m disso, certamente perdemos competitividade no mercado, com obras de infraestrutura congeladas\u201d.<\/p>\n<p>Representantes da iniciativa privada temem que portos percam competitividade<br \/>Para o coordenador da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral, Paulo Resende, a situa\u00e7\u00e3o ainda pode ter desdobramentos. \u201cAs consequ\u00eancias s\u00e3o tr\u00eas: queda no n\u00edvel de investimento em infraestrutura, que historicamente j\u00e1 \u00e9 baixo; deteriora\u00e7\u00e3o da qualidade dos sistemas de infraestrutura, o que resulta em crescentes custos log\u00edsticos, inclusive com rebatimento no pre\u00e7o final dos produtos; e atrasos no suprimento de sistemas log\u00edsticos que n\u00e3o ser\u00e3o capazes de responder a uma retomada do crescimento quando ele vier\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Resende considera que os impactos da crise pol\u00edtica seriam maiores se a economia estivesse aquecida e o setor, com uma demanda ainda maior de investimentos. \u201cPor um grande paradoxo, estamos evitando impactos maiores devido \u00e0 recess\u00e3o brasileira, que se associa ao caos pol\u00edtico administrativo. Mas a continuidade de tal caos pode levar o Pa\u00eds a perdas de competitividade que levaremos anos para reconquistar. E o Porto de Santos est\u00e1 no meio do furac\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Portu\u00e1rios (Fenop), S\u00e9rgio Aquino, aponta que o Governo perdeu as janelas de oportunidade de promover o setor. Segundo ele, isso come\u00e7ou com a promulga\u00e7\u00e3o do novo marco regulat\u00f3rio, a Lei n\u00ba 12.815, que trouxe um certo temor aos investidores.<\/p>\n<p>\u201cOs capitais (internacionais) dispon\u00edveis para financiamento de investimentos est\u00e3o buscando e vendo outros pa\u00edses com maior estabilidade e previs\u00e3o de futuro. O risco \u00e9 o Brasil, quando conseguir equacionar esse embate pol\u00edtico e econ\u00f4mico, perder essa janela\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O diretor-executivo do Sindicato das Ag\u00eancias de Navega\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima do Estado de S\u00e3o Paulo (Sindamar), Jos\u00e9 Roque, aponta a perda de credibilidade do Governo e o risco da interrup\u00e7\u00e3o de importantes obras como o principal impacto da crise pol\u00edtica nos portos. \u201cPerde-se tempo e podemos perder competitividade. N\u00e3o podemos ficar sem importantes investimentos em infraestrutura\u201d.<\/p>\n<p>Para o coordenador do Comit\u00ea dos Usu\u00e1rios dos Portos e Aeroportos do Estado de S\u00e3o Paulo (Comus), da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo, Jos\u00e9 C\u00e2ndido Senna, apesar dos atuais problemas, os portos brasileiros precisam se preparar para todos os cen\u00e1rios, especialmente para o p\u00f3s-crise e a retomada do crescimento. \u201cDevemos prosseguir com iniciativas de discuss\u00e3o do que o Porto precisa ter em termos de profundidade\u201d, disse.<\/p>\n<p>Fonte: A Tribuna<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A indefini\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio pol\u00edtico brasileiro e a crise econ\u00f4mica j\u00e1 deixam as primeiras marcas no sistema portu\u00e1rio nacional. 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