{"id":19005,"date":"2016-04-04T00:02:08","date_gmt":"2016-04-04T03:02:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19005"},"modified":"2016-04-03T15:41:37","modified_gmt":"2016-04-03T18:41:37","slug":"investimentos-publicos-tiveram-queda-de-29-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/investimentos-publicos-tiveram-queda-de-29-em-2015\/","title":{"rendered":"Investimentos p\u00fablicos tiveram queda de 29% em 2015"},"content":{"rendered":"<p>Os investimentos p\u00fablicos, somando todas as esferas de governo e as empresas estatais, tiveram queda de 29% no ano passado, j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o. Os R$ 177,4 bilh\u00f5es investidos responderam por 2,9% do PIB, o menor n\u00edvel desde 2007, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea).<\/p>\n<p>Para economistas, o corte dos gastos do governo com investimentos, por conta do ajuste fiscal, contribuiu para derrubar a economia, mas a din\u00e2mica de sempre sacrificar esse item em anos de ajustes nas contas p\u00fablicas deixa evidente a necessidade de reformas estruturais &#8211; ou seja, \u00e9 necess\u00e1rio gastar menos com custeio e benef\u00edcios sociais, e mais com estradas, aeroportos e transporte p\u00fablico.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2015, houve um ajuste muito forte incidindo sobre os investimentos&#8221;, disse Rodrigo Orair, pesquisador do Ipea que levantou os dados sobre investimento p\u00fablico. Como propor\u00e7\u00e3o do PIB, os investimentos p\u00fablicos vinham caindo desde 2011, mas em 2015 houve uma inflex\u00e3o. De 2014 para 2015, a queda foi de 1,1 ponto porcentual do PIB. Retra\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte s\u00f3 foi vista em 1999, quando o ajuste na pol\u00edtica econ\u00f4mica no in\u00edcio do segundo governo Fernando Henrique Cardoso introduziu as metas de super\u00e1vit prim\u00e1rio nas contas p\u00fablicas, levando a cortes nos gastos.<\/p>\n<p>&#8220;O investimento p\u00fablico voltou dez anos em termos proporcionais ao PIB&#8221;, disse Jos\u00e9 Roberto Afonso, especialista em contas p\u00fablicas. Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (IBre\/FGV) e professor do Instituto Brasiliense de Direito P\u00fablico (IDP), Afonso diz que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda pior, porque a taxa de investimentos no Brasil j\u00e1 \u00e9 muito baixa.<\/p>\n<p>Afonso conta que, recentemente, um economista estrangeiro o questionou sobre como o Brasil pode ter a maior carga tribut\u00e1ria entre os emergentes e, ao mesmo tempo, a menor taxa de investimento p\u00fablico. &#8220;O problema \u00e9 que a despesa corrente \u00e9 muito grande. O governo gasta muito com custeio, benef\u00edcios sociais e juros&#8221;, disse. Por isso, segundo o economista, somente reformas estruturais na composi\u00e7\u00e3o das despesas p\u00fablicas, muitas delas obrigat\u00f3rias e definidas em lei, permitir\u00e3o ampliar os investimentos.<\/p>\n<p><b>Espa\u00e7o<\/b><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Lu\u00eds Oreiro, professor do Instituto de Economia da UFRJ, lembra que cerca de 90% das despesas do governo s\u00e3o obrigat\u00f3rias. Os 10% restantes s\u00e3o o que os especialistas em contas p\u00fablicas classificam como &#8220;despesas discricion\u00e1rias&#8221;, ou seja, sobre as quais o governo pode decidir como gastar. A\u00ed est\u00e3o inclu\u00eddos os investimentos. &#8220;O (Joaquim) Levy teve de fazer o ajuste nos 10% dos gastos discricion\u00e1rios&#8221;, diz. Oreiro e Afonso concordam que, diante da crise fiscal, n\u00e3o d\u00e1 mais para o governo cortar apenas nos 10% das despesas sobe as quais tem inger\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: Exame<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os investimentos p\u00fablicos, somando todas as esferas de governo e as empresas estatais, tiveram queda de 29% no ano passado, j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o. 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