{"id":19003,"date":"2016-04-04T00:15:22","date_gmt":"2016-04-04T03:15:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=19003"},"modified":"2016-04-03T15:39:31","modified_gmt":"2016-04-03T18:39:31","slug":"impeachment-tem-ao-menos-261-votos-na-camara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/impeachment-tem-ao-menos-261-votos-na-camara\/","title":{"rendered":"Impeachment tem ao menos 261 votos na C\u00e2mara"},"content":{"rendered":"<p>A menos de duas semanas da data estimada para a vota\u00e7\u00e3o do processo de impeachment\u00a0da presidente Dilma Rousseff no plen\u00e1rio da C\u00e2mara, 261 deputados afirmaram ao Estado que votariam a favor da abertura do procedimento e 117 se posicionaram contra. Nove n\u00e3o quiseram se manifestar, 55 disseram estar indecisos ou preferiam esperar a orienta\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria e 71 integrantes de 15 siglas n\u00e3o foram localizados.<\/p>\n<p>Para a abertura do processo de impeachment na C\u00e2mara s\u00e3o necess\u00e1rios 2\/3 do plen\u00e1rio: 342 votos. Para arquivar o processo o governo precisa do apoio de 171 deputados, entre votos a favor, faltas e absten\u00e7\u00f5es. Entre os que querem o impeachment j\u00e1 se fala em estender a sess\u00e3o, que deve ocorrer at\u00e9 o dia 15, se n\u00e3o houver recurso do governo, at\u00e9 o domingo. O objetivo \u00e9 atrair mais aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para uma batalha que os n\u00fameros mostram estar acirrada e ainda em aberto.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos quatro dias, o Estado provocou deputados individualmente para que, de maneira informal e com a op\u00e7\u00e3o de que os nomes poderiam ficar em sigilo, expusessem como se posicionariam se a vota\u00e7\u00e3o fosse no dia da entrevista. A consulta se concentrou nos partidos que n\u00e3o fazem parte do n\u00facleo duro do governo (PT e PC do B) nem da oposi\u00e7\u00e3o (PSDB, DEM, PPS e SD). &#8220;Uma consulta agora pode trazer a fotografia do momento, mas se as mesmas perguntas forem feitas na semana que vem, o resultado talvez seja diferente. Este processo ser\u00e1 decidido \u00e0s v\u00e9speras da vota\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), ele mesmo declaradamente favor\u00e1vel ao impeachment.<\/p>\n<p>A consulta aos deputados come\u00e7ou na quarta-feira, dia seguinte ao an\u00fancio de desembarque do PMDB do governo, e se estendeu at\u00e9 a tarde de ontem, por telefone. Na bancada do partido do vice-presidente Michel Temer, que conta com 67 deputados, 34 disseram que votariam pela abertura do processo, 5 revelaram ser contra, 11 afirmaram n\u00e3o ter posi\u00e7\u00e3o formada e 17 n\u00e3o foram localizados.<\/p>\n<p>Entre os que s\u00e3o contra a abertura do processo do impeachment est\u00e3o o l\u00edder da bancada, Leonardo Picciani (RJ) &#8211; respons\u00e1vel pela negocia\u00e7\u00e3o que resultou na nomea\u00e7\u00e3o dos ministros Marcelo Castro (Sa\u00fade) e Celso Pansera (Ci\u00eancia e Tecnologia) -, e Z\u00e9 Augusto Nalin (RJ). Dono de uma rede de shoppings centers, Nalin era suplente de Pansera e virou deputado em outubro passado, quando o titular assumiu a pasta.<\/p>\n<p>As entrevistas foram realizadas na semana em que o governo, nas palavras de mais de um deputado de oposi\u00e7\u00e3o, abriu o &#8220;balc\u00e3o de neg\u00f3cios&#8221;, oferecendo abertamente cargos e minist\u00e9rios a parlamentares e partidos em troca de votos na sess\u00e3o que decidir\u00e1 a abertura ou n\u00e3o do processo de impeachment. Legendas que estiveram na mira do governo nesta semana, como o PR, PP, PSD, PRB e PTN tiveram comportamentos semelhantes.<\/p>\n<p>Apesar de lideran\u00e7as negociarem troca de uma maior participa\u00e7\u00e3o no governo por apoio, o levantamento registrava alto \u00edndice de deputados favor\u00e1veis ao impeachment. Em partidos como PP e PR, as reuni\u00f5es para definir uma posi\u00e7\u00e3o oficial sobre o impeachment s\u00f3 ocorrem \u00e0s v\u00e9speras da vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No plen\u00e1rio, deputados do PTN ainda discutiam como reagir diante das ofertas do Planalto. Ainda perto, um deputado de outra sigla nanica reclamava que nunca antes havia sido convidado para cerim\u00f4nia ou conversa organizada pelo gest\u00e3o Dilma.<\/p>\n<p>Enquanto avan\u00e7ava na negocia\u00e7\u00e3o com o governo para assumir o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o maior or\u00e7amento da Esplanada, deputados do PP, dono da terceira maior bancada, declaravam que era urgente a sa\u00edda da presidente. Muitos deles disseram que n\u00e3o mudariam de posi\u00e7\u00e3o caso o partido assuma o controle de um minist\u00e9rio. A sigla j\u00e1 controla o Minist\u00e9rio de Integra\u00e7\u00e3o Nacional. Dos 42 parlamentares do PP consultados, 24 disseram que votariam pela abertura do processo, 8 afirmaram ser contra e 10 falaram estar indecisos.<\/p>\n<p>O PR, que hoje comanda o Minist\u00e9rio dos Transportes, negocia herdar a pasta de Minas e Energia, por ora loteada ao PMDB. O partido tem uma bancada de 40 deputados. Dos 26 provocados, 16 disseram que v\u00e3o votar sim para o impeachment, 4 s\u00e3o contra e 6 preferem esperar posicionamento do partido.<\/p>\n<p><b>Faltas<\/b><\/p>\n<p>No male\u00e1vel clima do plen\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o ao impeachment, n\u00e3o s\u00e3o poucos os deputados que, mesmo com posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel ao impedimento, avaliam que Dilma pode escapar do processo. &#8220;Tem um monte de gente dizendo que n\u00e3o vem no dia da vota\u00e7\u00e3o para n\u00e3o ficar mal com ningu\u00e9m&#8221;, disse o deputado Adalberto Cavalcanti (PTB-PE). &#8220;O melhor \u00e9 vazar&#8221;, respondeu quando questionado sobre sua posi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A menos de duas semanas da data estimada para a vota\u00e7\u00e3o do processo de impeachment\u00a0da presidente Dilma Rousseff no plen\u00e1rio da C\u00e2mara, 261 deputados afirmaram&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18212,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-19003","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19003","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19003"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19003\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19004,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19003\/revisions\/19004"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18212"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19003"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19003"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19003"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}