{"id":18966,"date":"2016-03-31T00:22:57","date_gmt":"2016-03-31T03:22:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=18966"},"modified":"2016-03-30T19:08:57","modified_gmt":"2016-03-30T22:08:57","slug":"terminais-privados-impulsionam-expansao-do-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/terminais-privados-impulsionam-expansao-do-setor\/","title":{"rendered":"Terminais privados impulsionam expans\u00e3o do setor"},"content":{"rendered":"<p>Um dos principais impactos da nova Lei dos Portos foi a possibilidade de os Terminais de Uso Privativo (TUPs) poderem movimentar carga de terceiros. Essa altera\u00e7\u00e3o da lei aponta que eles se tornaram um importante vetor da expans\u00e3o do setor e dever\u00e3o aumentar a competitividade dos portos brasileiros, j\u00e1 que devem aumentar a disputa pela atra\u00e7\u00e3o de cargas com os portos p\u00fablicos. O governo projeta investimentos de R$ 20 bilh\u00f5es para novos terminais privados nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>&#8220;O novo marco regulat\u00f3rio criou movimento no setor privado. H\u00e1 muita procura pelos TUPs. H\u00e1 uma demanda reprimida no Brasil e a legisla\u00e7\u00e3o incentivou as empresas buscarem essa op\u00e7\u00e3o, a tend\u00eancia \u00e9 de que os terminais privados possam elevar a efici\u00eancia do sistema, fazendo com que os portos p\u00fablicos tamb\u00e9m busquem melhorias&#8221;, destaca a advogada Rosane Menezes Lohbauer, do Madrona Advogados. O governo analisa 50 pedidos de novos terminais, segundo o ministro do Planejamento, Valdir Sim\u00e3o, disse em recente semin\u00e1rio.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, o Porto do A\u00e7u, operacional desde 2014 e que re\u00fane oito terminais privados, j\u00e1 recebeu R$ 13 bilh\u00f5es em investimentos, sendo que R$ 6,4 bilh\u00f5es foram aplicados pela empresa, hoje controlada pelos americanos da EIG, que assumiram o neg\u00f3cio que pertencia ao grupo de Eike Batista.<\/p>\n<p>Ano passado, o complexo portu\u00e1rio foi autorizado a movimentar duas novas cargas al\u00e9m de gran\u00e9is s\u00f3lidos e cargas gerais: cont\u00eaineres e l\u00edquidos gasosos. No primeiro semestre, novos terminais ser\u00e3o inaugurados: um em parceria com a BP, para distribui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis mar\u00edtimos no Brasil; outro voltado para a \u00e1rea de \u00f3leo e g\u00e1s, que poder\u00e1 receber cargas de G\u00e1s Natural Liquefeito (GNL).<\/p>\n<p>&#8220;O Porto do A\u00e7u ganhou solidez jur\u00eddica com a Lei dos Portos, que permite a movimenta\u00e7\u00e3o de cargas de terceiros nos terminais privados, no Ferroport, terminal em parceria com a Anglo American, distribu\u00edmos cargas de terceiros&#8221;, destaca o diretor de regula\u00e7\u00e3o e sustentabilidade, Eduardo Xavier.<\/p>\n<p>A Prumo continua buscando atrair novos terminais privados para o complexo, que poder\u00e1 ter melhor acesso, com a discuss\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o da ferrovia Rio de Janeiro-Vit\u00f3ria, que est\u00e1 sendo desenvolvida pelo governo federal dentro do programa de concess\u00f5es de transportes. Outro trunfo \u00e9 a profundidade de 20,5 metros do terminal offshore, que deve ser ampliada para 24 metros a 25 metros, o que permite ainda mais conforto para receber navios maiores. &#8220;Temos um potencial grande de atra\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres, podendo nos tornar um hub dessas cargas no Sudeste, j\u00e1 que Rio de Janeiro e Santos t\u00eam algumas restri\u00e7\u00f5es&#8221;, aponta.<\/p>\n<p>Recentemente, o complexo recebeu a licen\u00e7a de opera\u00e7\u00e3o para o Servi\u00e7o de Tr\u00e1fego de Embarca\u00e7\u00f5es (Vessel Traffic Service &#8211; VTS), tornando-se o \u00fanico do pa\u00eds a contar com o sistema que monitora ativamente o tr\u00e1fego aquavi\u00e1rio, melhorando a seguran\u00e7a e efici\u00eancia na movimenta\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es. &#8220;Esse sistema permitir\u00e1 que possamos melhorar a chegada e sa\u00edda de navios e caminh\u00f5es no complexo&#8221;, diz Xavier.<\/p>\n<p>A VLI, associa\u00e7\u00e3o da Vale, Brookfield, Mitsui e do Fundo de Investimento do FGTS e opera oito mil quil\u00f4metros da Ferrovia Centro-Atl\u00e2ntica, principal eixo de conex\u00e3o ferrovi\u00e1ria entre as regi\u00f5es Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, prev\u00ea investir R$ 9 bilh\u00f5es at\u00e9 2017. O principal projeto \u00e9 o Terminal Integrador Portu\u00e1rio Luiz Antonio Mesquita, no Porto de Santos, especializado na descarga de enxofre, rocha fosf\u00e1tica, fertilizantes e am\u00f4nia e que movimenta 2,5 milh\u00f5es de toneladas por ano. Com investimentos de R$ 2,7 bilh\u00f5es e entrega prevista para 2017, o terminal ser\u00e1 ampliado para embarcar e desembarcar outros tipos de carga.<\/p>\n<p>Sua capacidade subir\u00e1 para pouco mais de 14 milh\u00f5es de toneladas, com tr\u00eas novos ber\u00e7os, dois para exporta\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e gr\u00e3os, principalmente milho e soja, e um para importa\u00e7\u00e3o de fertilizantes. Na teoria, com todo o percurso via trilhos, mais de mil caminh\u00f5es deixariam de circular entre o Centro-Oeste e o Porto de Santos.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos principais impactos da nova Lei dos Portos foi a possibilidade de os Terminais de Uso Privativo (TUPs) poderem movimentar carga de terceiros. 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