{"id":18903,"date":"2016-03-28T00:30:51","date_gmt":"2016-03-28T03:30:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=18903"},"modified":"2016-03-27T20:06:52","modified_gmt":"2016-03-27T23:06:52","slug":"ajuste-no-emprego-intensificara-demissoes-e-setor-de-servicos-sera-mais-afetado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/ajuste-no-emprego-intensificara-demissoes-e-setor-de-servicos-sera-mais-afetado\/","title":{"rendered":"Ajuste no emprego intensificar\u00e1 demiss\u00f5es, e setor de servi\u00e7os ser\u00e1 mais afetado"},"content":{"rendered":"<p>Os dados sobre desemprego divulgados nesta semana revelam uma mudan\u00e7a do perfil do ajuste no mercado de trabalho brasileiro, reflexo direto da recess\u00e3o econ\u00f4mica. As estat\u00edsticas apontam para o aumento no n\u00famero de demiss\u00f5es em 2016, al\u00e9m do encolhimento ainda maior na renda dos trabalhadores. Economistas ouvidos pelo Broadcast, servi\u00e7o em tempo real da Ag\u00eancia Estado, afirmam que este movimento se dar\u00e1 principalmente porque o setor de servi\u00e7os, que se manteve resiliente por muitos meses, d\u00e1 sinais mais evidentes de fraqueza. Por contratar grandes contingentes de trabalhadores, a deteriora\u00e7\u00e3o do emprego neste segmento ser\u00e1 determinante para o avan\u00e7o da taxa de desocupa\u00e7\u00e3o para a casa dos 12% ainda neste ano.<\/p>\n<p>Na passagem de janeiro para fevereiro, o desemprego avan\u00e7ou de 7,6% para 8,2% nas seis principais regi\u00f5es metropolitanas do Pa\u00eds, segundo dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME), divulgada nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Natalia Cotarelli, economista do banco ABC Brasil, a queda cada vez mais forte na atividade econ\u00f4mica \u00e9 a respons\u00e1vel pelo maior n\u00famero de cortes de empregados. Em fevereiro, a popula\u00e7\u00e3o ocupada caiu 3,6% na compara\u00e7\u00e3o com igual m\u00eas de 2015, um tombo recorde. &#8220;Isso mostra que a recess\u00e3o deve impactar o emprego neste ano de forma muito mais negativa do que aconteceu no ano passado&#8221;, estima Nat\u00e1lia.\u00a0<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s do aumento nas demiss\u00f5es, est\u00e1 a desacelera\u00e7\u00e3o mais intensa no setor de servi\u00e7os. Por ser intensivo em m\u00e3o de obra, a deteriora\u00e7\u00e3o deste segmento acarretar\u00e1 no fechamento ainda maior de vagas nos pr\u00f3ximos meses. O economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, considera que esta \u00e9 uma mudan\u00e7a no perfil do ajuste que o mercado de trabalho atravessa, j\u00e1 que ao longo de 2015, a alta na taxa de desocupa\u00e7\u00e3o foi resultado, principalmente, da maior quantidade de pessoas procurando emprego, expandido a Popula\u00e7\u00e3o Economicamente Ativa (PEA).\u00a0<\/p>\n<p>Para Vieira, as demiss\u00f5es devem crescer nos pr\u00f3ximos meses devido ao cen\u00e1rio de forte incerteza ligado \u00e0s indefini\u00e7\u00f5es dos rumos pol\u00edticos do Pa\u00eds. Rafael Le\u00e3o, economista-chefe da Parallaxis Consultoria, concorda e considera que o ajuste no emprego seguir\u00e1 &#8220;a pleno vapor&#8221; ao longo do primeiro semestre e afetar\u00e1 a renda dos brasileiros ainda com mais for\u00e7a. &#8220;Em fevereiro, todos os oito segmentos da atividade registraram queda na renda m\u00e9dia na compara\u00e7\u00e3o anual&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, o rendimento m\u00e9dio dos trabalhadores recuou 1,5% na margem e despencou 7,5% na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro de 2015. J\u00e1 a massa de rendimento m\u00e9dio real habitual dos ocupados foi estimada em R$ 50,8 bilh\u00f5es em fevereiro, n\u00famero 11,2% inferior ao do mesmo m\u00eas do ano passado. &#8220;Isso representa cerca de R$ 7 bilh\u00f5es a menos circulando nas seis capitais pesquisadas pela PME&#8221;, calcula o economista-chefe da Parallaxis. A pesquisa abrange as regi\u00f5es metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, S\u00e3o Paulo e Recife.<\/p>\n<p>Nat\u00e1lia, do banco ABC Brasil, considera que o recuo na renda refor\u00e7a a percep\u00e7\u00e3o de que a situa\u00e7\u00e3o do brasileiro \u00e9 &#8220;bastante complicada&#8221;, mesmo para aqueles que continuam empregados. A especialista, pondera, no entanto, que a queda da renda tem sido mais intensa nas metr\u00f3poles que no interior. Em contraste com a retra\u00e7\u00e3o de 7,5% na compara\u00e7\u00e3o interanual revelada pela PME, a Pesquisa Nacional de Amostra por Domic\u00edlio (Pnad) Cont\u00ednua mostrou uma diminui\u00e7\u00e3o de 2,0% na renda m\u00e9dia no trimestre encerrado em dezembro de 2015, o \u00faltimo dado dispon\u00edvel, ante igual per\u00edodo de 2014.<\/p>\n<p>A partir do pr\u00f3ximo m\u00eas n\u00e3o ser\u00e1 mais poss\u00edvel comparar a situa\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho das metr\u00f3poles com a do Pa\u00eds como um todo. As informa\u00e7\u00f5es de fevereiro foram as \u00faltimas divulgadas da PME, que passa a ser substitu\u00edda pela Pnad Cont\u00ednua, que conta com informa\u00e7\u00f5es de 3,5 mil cidades do Pa\u00eds. O desemprego medido por este levantamento ficou em 9,0% no quarto trimestre de 2015. Rafael Le\u00e3o, da Parallaxis, estima que a taxa deve atingir o pico de 12,0% em novembro deste ano e se estabilizar em um n\u00edvel elevado no segundo trimestre do ano que vem.<\/p>\n<p>Fonte: O Estado de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dados sobre desemprego divulgados nesta semana revelam uma mudan\u00e7a do perfil do ajuste no mercado de trabalho brasileiro, reflexo direto da recess\u00e3o econ\u00f4mica. 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