{"id":18748,"date":"2016-03-16T09:18:19","date_gmt":"2016-03-16T12:18:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=18748"},"modified":"2016-03-16T09:18:19","modified_gmt":"2016-03-16T12:18:19","slug":"veja-pontos-principais-da-delacao-do-senador-delcidio-do-amaral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/veja-pontos-principais-da-delacao-do-senador-delcidio-do-amaral\/","title":{"rendered":"Veja pontos principais da dela\u00e7\u00e3o do senador Delc\u00eddio do Amaral"},"content":{"rendered":"<p>A dela\u00e7\u00e3o premiada do senador Delc\u00eddio do Amaral\u00a0 (afastado do PT)\u00a0 foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgada nesta ter\u00e7a-feira (15). O documento tem 21 termos que citam pol\u00edticos e crimes praticados no \u00e2mbito do Pal\u00e1cio do Planalto, Senado, C\u00e2mara, Minist\u00e9rio de Minas e Energia e Petrobras.<\/p>\n<p>Delc\u00eddio, que ficou preso por 87 dias na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, deu os depoimentos \u00e0s autoridades em fevereiro. Com a colabora\u00e7\u00e3o, ele pode ter uma eventual pena atenuada. Veja os principais pontos da dela\u00e7\u00e3o do senador:<\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Esteves e Eduardo Cunha<\/strong><br \/>Delc\u00eddio contou que o dono do banco BTG, Andr\u00e9 Esteves, aceitou dar dinheiro \u00e0 fam\u00edlia do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerver\u00f3 para evitar o envolvimento de seu nome em investiga\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato sobre pagamento de propina. Esteves foi preso na opera\u00e7\u00e3o no mesmo dia de Delc\u00eddio.<\/p>\n<p>O advogado Ant\u00f4nio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, que faz a defesa do banqueiro Andr\u00e9 Esteves, informou que o cliente n\u00e3o aceitou pagar dinheiro \u00e0 fam\u00edlia do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerver\u00f3 para evitar o envolvimento de seu nome em investiga\u00e7\u00f5es da opera\u00e7\u00e3o Lava Jato sobre pagamento de propina. Ele tamb\u00e9m disse que o nome de Andr\u00e9 Esteves n\u00e3o \u00e9 citado no anexo 2 da dela\u00e7\u00e3o de Delc\u00eddio, que trata pagamentos ao ex-diretor da Petrobras.<\/p>\n<p>O senador disse ainda que Esteves era s\u00f3cio de um empres\u00e1rio de S\u00e3o Paulo que pagou propina a pol\u00edticos e diretores da BR Distribuidora para obter embandeiramento de postos de gasolina. Segundo o senador, Esteves lhe disse que n\u00e3o pagou propina no neg\u00f3cio, mas somente seu s\u00f3cio, chamado Carlos Santiago.<\/p>\n<p>\u201cAndr\u00e9 Esteves disse ao depoente [Delc\u00eddio] que n\u00e3o queria ver seu nome envolvido na apura\u00e7\u00e3o de pagamento de propina, pois, nas palavras de Andr\u00e9 Esteves, \u2018meu banco \u00e9 meu nome\u2019\u201d, diz um dos trechos do depoimento. \u201cNingu\u00e9m meu foi \u00e0 BR\u201d, teria dito ainda Esteves ao senador, para negar que tenha pago propina para colocar a marca BR, da Petrobras, na rede de postos.<\/p>\n<p>No mesmo depoimento, Delc\u00eddio afirma que Andr\u00e9 Esteves \u201cincorria com frequ\u00eancia na pr\u00e1tica de exercer influ\u00eancia para a altera\u00e7\u00e3o, por via de emendas parlamentares, de<br \/>medidas provis\u00f3rias\u201d.<\/p>\n<p>O senador disse que o banqueiro nunca lhe pediu para mudar uma medida provis\u00f3ria com pagamento de propina, \u201cporque tinha outros canais no Congresso Nacional\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEsses canais passavam por Eduardo Cunha, com quem Andr\u00e9 Esteves tinha rela\u00e7\u00e3o densa\u201d, disse Delc\u00eddio, sem, no entanto, confirmar se o banqueiro pagou propina ao presidente da C\u00e2mara.<\/p>\n<p>Delc\u00eddio disse, ainda, que Cunha era um &#8220;menino de recado&#8221; de Esteves. &#8220;O presidente da C\u00e2mara funcionava como menino de recados de Andr\u00e9 Esteves, principalmente quando o assunto se relacionava a interesses do BANCO BTG, especialmente no que tange a emendas \u00e0s MPs que tramitam no Congresso&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O senador tamb\u00e9m relata na dela\u00e7\u00e3o que, durante a tramita\u00e7\u00e3o da MP 668, lan\u00e7ada pela presidente Dilma Rousseff em janeiro e aprovada pelo Congresso em junho de 2015, uma altera\u00e7\u00e3o \u201capresentada por Eduardo Cunha ou congressista a ele ligado [\u2026] foi de lavra do BTG&#8221;. Segundo o senador, a mudan\u00e7a na MP permitiria o pagamento de d\u00edvidas com o governo por com pap\u00e9is de baixa liquidez, mas a medida acabou vetada pela presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Em seu depoimento no dia 14 de fevereiro, Delc\u00eddio tamb\u00e9m afirma que Andr\u00e9 Esteves \u201c\u00e9 um dos principais mantenedores do Instituto Lula\u201d, funda\u00e7\u00e3o do ex-presidente. Por meio de nota, o Instituto Lula informou que n\u00e3o comentar\u00e1 o acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada. &#8220;O Instituto Lula n\u00e3o comenta falat\u00f3rios. Quem quiser levantar suspeitas em rela\u00e7\u00e3o ao ex-presidente Lula que o fa\u00e7a diretamente e apresente provas, ou n\u00e3o merecer\u00e1 resposta.\u201d<\/p>\n<p>Para Delc\u00eddio, a ajuda decorre do fato de Lula \u201cter sido um grande \u2018sponsor\u2019 [patrocinador, em ingl\u00eas] dos neg\u00f3cios do BTG\u201d e que o ex-presidente \u201cera um alavancador eficaz de neg\u00f3cios para agentes econ\u00f4micos junto a inst\u00e2ncias governamentais nacionais e estrangeiras\u201d.<\/p>\n<p>Na dela\u00e7\u00e3o, Delc\u00eddio diz que o ex-presidente conquistou neg\u00f3cios e mercados para empresas brasileiras no exterior \u201cutilizando-se de rela\u00e7\u00f5es pessoais com chefes de Estado e altos dignit\u00e1rios, em especial na \u00c1frica\u201d, mas n\u00e3o tem conhecimento de que isso tenha ocorrido em favor do BTG.<\/p>\n<p>O banco BTG informou que n\u00e3o \u00e9 e nunca foi mantenedor do Instituto Lula.<\/p>\n<p>Eduardo Cunha n\u00e3o quis comentar o teor da dela\u00e7\u00e3o de Delc\u00eddio. Ele disse que s\u00f3 falar\u00e1 com a imprensa ap\u00f3s a reuni\u00e3o de l\u00edderes, marcada para esta tarde. Questionado sobre a sua rela\u00e7\u00e3o com Andr\u00e9 Esteves, Cunha respondeu: &#8220;Acho que tem coisa muito mais grave nisso a\u00ed para voc\u00eas se preocuparem&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Dilma Rousseff<\/strong><br \/><span>Delc\u00eddio contou que Dilma agiu para manter na Petrobras os diretores comprometidos com o esquema de corrup\u00e7\u00e3o e atuou para interferir no andamento da Lava Jato.<\/span><\/p>\n<p>Procurada, a assessoria de imprensa do Pal\u00e1cio do Planalto informou que &#8220;esses assuntos j\u00e1 foram tratados em entrevistas concedidas pela presidente Dilma e por ministros, como Jos\u00e9 Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o&#8221;. Em entrevista coletiva no \u00faltimo dia 3, Cardozo disse que, caso a dela\u00e7\u00e3o fosse verdadeira, trata-se de um\u00a0&#8220;conjunto de mentiras&#8221;. Dilma disse haver &#8220;uso abusivo de vazamentos como arma pol\u00edtica&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o senador, uma dessas a\u00e7\u00f5es da presidente foi a nomea\u00e7\u00e3o para o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) do ministro Marcelo Navarro, que se teria se comprometido a votar, em julgamentos no tribunal, pela soltura de empreiteiros j\u00e1 denunciados pela Lava Jato.<\/p>\n<p>Delc\u00eddio tamb\u00e9m afirma que outra tentativa de Dilma em interferir nas investiga\u00e7\u00f5es se deu em uma reuni\u00e3o entre ela, o ent\u00e3o ministo da Justi\u00e7a e atual advogado-geral da Uni\u00e3o, Jos\u00e9 Eduardo Cardozo, e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o, realizada em julho do ano passado em Portugal, foi convocada, oficialmente, para tratar do reajuste aos servidores do Judici\u00e1rio. Na dela\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, Delc\u00eddio afirma que a raz\u00e3o principal do encontro foi a tentativa da presidente em mudar os rumos da Lava Jato.<\/p>\n<p>Delc\u00eddio afirma ainda na dela\u00e7\u00e3o que, como presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Petrobras, Dilma sabia que havia um esquema de superfaturamento por tr\u00e1s da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e atuou para que Nestor Cerver\u00f3, ex-diretor da estatal e um dos presos na Lava Jato, fosse mantido na dire\u00e7\u00e3o da Petrobras.<\/p>\n<p>A presidente, segundo o senador, indicou Cerver\u00f3 para a diretoria financeira da BR Distribuidora.<\/p>\n<p>Delc\u00eddio descreveu ainda uma opera\u00e7\u00e3o de caixa dois na campanha de Dilma em 2010 feita pelo doleiro Adir Assad, tamb\u00e9m preso na Lava Jato.<\/p>\n<p>Segundo o senador, o esquema seria descoberto pela CPI dos Bingos, mas o governo conseguiu barrar a investiga\u00e7\u00e3o dos parlamentares. Ele afirma que, quando o governo percebeu que a quebra de sigilo da CPI dos Bingos levaria \u00e0 campanha de Dilma 2010, foi determinado o encerramento imediato dos trabalhos.<\/p>\n<p><strong>A\u00e9cio Neves<\/strong><br \/>Delc\u00eddio tamb\u00e9m disse na dela\u00e7\u00e3o\u00a0que o senador A\u00e9cio Neves (PSDB-MG) foi benefici\u00e1rio de um &#8220;grande esquema de corrup\u00e7\u00e3o&#8221; na estatal Furnas.<\/p>\n<p>Esse esquema, segundo Delc\u00eddio, era operacionalizado por Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas, e que teria \u201cv\u00ednculo muito forte\u201d com A\u00e9cio.<\/p>\n<p>&#8220;Questionado ao depoente quem teria recebido valores de Furnas, o depoente diz que n\u00e3o sabe precisar, mas sabe que Dimas operacionalizava pagamentos e um dos benefici\u00e1rios dos valores il\u00edcitos sem d\u00favida foi A\u00e9cio Neves, assim como tamb\u00e9m o PP, atrav\u00e9s de Jos\u00e9 Janene; que tamb\u00e9m o pr\u00f3prio PT recebeu valores&#8221;, diz o texto da dela\u00e7\u00e3o premiada.<\/p>\n<p>Em nota,\u00a0o senador A\u00e9cio Neves diz que as cita\u00e7\u00f5es ao nome dele na dela\u00e7\u00e3o de Delc\u00eddio s\u00e3o &#8220;mentirosas que n\u00e3o se sustentam na realidade e se referem apenas a &#8216;ouvir dizer&#8217; de terceiros&#8221;.<\/p>\n<p>O advogado de Dimas Toledo, Rogerio Marcolini, afirmou que os fatos denunciados por Delc\u00eddio n\u00e3o s\u00e3o verdadeiros e disse que a dela\u00e7\u00e3o n\u00e3o traz nenhum fato &#8220;concreto&#8221; ou &#8220;novo&#8221;. &#8220;Os fatos n\u00e3o s\u00e3o verdadeiros. Esses fatos j\u00e1 foram investigados pela Pol\u00edcia Federal ao longo de 10 anos. Dimas j\u00e1 foi ouvido em in\u00fameras oportunidades, e, se for o caso de prestar novos esclarecimentos, ele est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das autoridades.&#8221;<\/p>\n<p>Em outro trecho da dela\u00e7\u00e3o, o senador Delc\u00eddio afirmou que, durante uma viagem com Lula em 2005, o ex-presidente perguntou quem era Toledo, e Delc\u00eddio, ent\u00e3o, o apresentou como \u201cum companheiro do setor el\u00e9trico, muito competente\u201d.<\/p>\n<p>Lula, ent\u00e3o, teria dito, segundo Delc\u00eddio, que, ao assumir, Jos\u00e9 Janene pediu a ele que Toledo permanecesse no cargo, assim como A\u00e9cio e o PT. \u201cPelo jeito, ele [Dimas] est\u00e1 roubando muito!&#8221;, teria dito Lula a Delc\u00eddio, segundo o senador afirmou em sua dela\u00e7\u00e3o premiada. Delc\u00eddio acrescentou que o ex-ministro da Casa Civil Jos\u00e9 Dirceu tamb\u00e9m havia pedido a Lula que Dimas Toledo ficasse no cargo.<\/p>\n<p>No acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada fechado com o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal , Delc\u00eddio do Amaral afirmou que os dados fornecidos pelo extinto Banco Rural \u00e0 CPI dos Correios atingiriam o senador A\u00e9cio Neves \u201cem cheio\u201d se n\u00e3o tivessem sido \u201cmaquiados\u201d pela institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>Em seu depoimento, Delc\u00eddio disse que, quando a CPI dos Correios autorizou a quebra de sigilo de pessoas e empresas, entre elas o Banco Rural, surgiu \u201ccerto inc\u00f4modo\u201d por parte do PSDB, incluindo o ent\u00e3o governador A\u00e9cio Neves.<\/p>\n<p>Ainda segundo Delc\u00eddio, A\u00e9cio enviou emiss\u00e1rios \u00e0 CPI para que o prazo de entrega das quebras de sigilo fosse \u201cdelongado\u201d, sob a justificativa de que n\u00e3o haveria tempo h\u00e1bil para preparar as respostas \u00e0 comiss\u00e3o. Um dos emiss\u00e1rios, diz o senador, foi o ent\u00e3o secret\u00e1rio-geral do PSDB e atual prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, quem teria dito a Delc\u00eddio, assim como o pr\u00f3prio A\u00e9cio, que dados do banco eram maquiados.<\/p>\n<p>\u201c[Delc\u00eddio disse] que, foi com surpresa que percebeu, ao receber as respostas, que o tempo fora utilizado para maquiar os dados que recebera do Banco Rural; [\u2026] Que os dados atingiriam em cheio as pessoas de A\u00e9cio Neves e Cl\u00e9sio Andrade, governador e vice-governador de Minas Gerais\u201d, diz o documento do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal.<\/p>\n<p>Conforme Delc\u00eddio do Amaral, essa \u201cmaquiagem\u201d dos dados teria consistido em apagar informa\u00e7\u00f5es \u201ccomprometedoras\u201d que envolviam A\u00e9cio Neves.<\/p>\n<p>Por meio de sua assessoria de imprensa, Eduardo Paes negou ter sido procurado por A\u00e9cio para pedir &#8220;posterga\u00e7\u00e3o da quebra de sigilo banc\u00e1rio ou por qualquer representante do Banco Rural para tratar do assunto&#8221;. Ele tamb\u00e9m afirma, em nota, desconhecer que tenha havido maquiagem de dados. &#8220;De qualquer maneira, quem deve esclarecimentos sobre eventuais contas no Banco Rural \u00e9 o Senador A\u00e9cio Neves&#8221;, diz a nota da assessoria.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0procurou a assessoria de imprensa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportes (CNT), que \u00e9 presidida por Clesio Andrade, e aguardava uma resposta at\u00e9 a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o desta reportagem.<\/p>\n<p>Na dela\u00e7\u00e3o, Delc\u00eddio citou tamb\u00e9m ter ouvido do ex-deputado Jos\u00e9 Janene (falecido em 2010) que A\u00e9cio era benefici\u00e1rio de uma funda\u00e7\u00e3o sediada em Liechtenstein da qual ele seria \u201cdono ou controlador de fato\u201d. O senador, contudo, n\u00e3o soube precisar qual rela\u00e7\u00e3o essa funda\u00e7\u00e3o teria com a \u201cmaquiagem\u201d dos dados do Banco Rural.<\/p>\n<p><strong>Michel Temer<\/strong><br \/>Delc\u00eddio envolve o vice-presidente Michel Temer em um suposto esc\u00e2ndalo de aquisi\u00e7\u00e3o il\u00edcita de etanol, na BR distribuidora, entre 1997 e 2001.<\/p>\n<p>O operador do esquema seria Jo\u00e3o Augusto Rezende Henriques, ex-diretor da subsidi\u00e1ria, que fez dep\u00f3sitos apontados pela Lava Jato como propina para o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em 2011.<\/p>\n<p>Segundo a dela\u00e7\u00e3o de Delc\u00eddio Henriques era \u201capadrinhado&#8221; de Temer em esquema relacionado \u00e0 compra de Etanol durante o governo Fernando Henrique Cardoso.<\/p>\n<p>Segundo a assessoria, Michel Temer &#8220;nunca foi padrinho&#8221; de Jo\u00e3o Henriques, n\u00e3o o conhecia quando foi indicado ao cargo, pois a indica\u00e7\u00e3o foi pela bancada do PMDB, assim como Jorge Zelada, tamb\u00e9m indicado pela bancada, n\u00e3o por Temer.<\/p>\n<p><strong>Aloizio Mercadante<\/strong><br \/>Delc\u00eddio afirmou que houve uma tentativa do ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Aloizio Mercadante, de oferecer ajuda pol\u00edtica e financeira para evitar que o parlamentar petista firmasse o acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada. Segundo a dela\u00e7\u00e3o, o ministro fez a oferta em conversas com um assessor de Delc\u00eddio, que gravou os di\u00e1logos.<\/p>\n<p>\u201c[Mercadante] disse a Eduardo Marzag\u00e3o para o depoente ter calma e avaliar muito bem a conduta a tomar diante da complexidade do momento pol\u00edtico; que a mensagem de Alo\u00edzio Mercadante, a bem da verdade, era no sentido do depoente n\u00e3o procurar o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, para, assim, ser viabilizado o aprofundamento das investiga\u00e7\u00f5es da Lava Jato\u201d, afirma o documento.<\/p>\n<p>O senador petista afirma ainda, na dela\u00e7\u00e3o, que acredita que Mercadante agiu como \u201cemiss\u00e1rio de Dilma Rousseff\u201d, em fun\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a que a presidente da Rep\u00fablica tem no ministro da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQue Alo\u00edsio Mercadante \u00e9 um dos poucos que possui a confian\u00e7a de Dilma Rousseff, tendo afirmado, inclusive, que \u2018se ela tiver que descer a rampa do Planalto sozinha, eu descerei ao lado dela\u2019. Que, em raz\u00e3o disso, entendeu o depoente que Alo\u00edsio Mercadante agiu como emiss\u00e1rio da presidente da Rep\u00fablica e, portanto, do governo.\u201d<\/p>\n<p>A Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social ds Presid\u00eancia da Rep\u00fablica divulgou nota na qual informou que a presidente Dilma Rousseff ficou \u201cindignada\u201d com a tentativa de envolvimento do nome dela na iniciativa do ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Aloizio Mercadante, de procurar o senador Delc\u00eddio do Amaral.<\/p>\n<p>Em entrevista coletiva, Mercadante afirmou que &#8220;jamais&#8221; tentou impedir<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/politica\/operacao-lava-jato\/noticia\/2016\/03\/mercadante-diz-que-repudia-tentativa-de-delcidio-de-envolve-lo-na-lava-jato.html\">\u00a0<\/a>o senador de firmar um acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada com a Procuradoria Geral da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>Renan e Lewandowski<\/strong><br \/>Em outro trecho, Delc\u00eddio afirma que o assessor dele tamb\u00e9m gravou uma conversa com o assessor de Mercadante, que teria dito que o ministro da Educa\u00e7\u00e3o prometeu que tamb\u00e9m intercederia junto a Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, para tomarem partido favoravelmente a Delc\u00eddio, no sentido de sua soltura.<\/p>\n<p>A grava\u00e7\u00e3o entregue \u00e0 PGR mostra que Mercadante prometeu a Delc\u00eddio procurar Renan para elaborar uma maneira de fazer com que os senadores revogassem o aval da Casa para que o petista fosse preso.<\/p>\n<p>&#8220;Por que \u00e9 que n\u00e3o pede reconsidera\u00e7\u00e3o ao Senado? Pode?&#8221;, questiona o ministro. &#8220;Acho que n\u00e3o&#8221;, diz o assessor. &#8220;Em pol\u00edtica, tudo pode&#8221;, disse Mercadante.<\/p>\n<p>Em nota, a assessoria do presidente do Supremo afirmou que ministro Ricardo Lewandowksi\u00a0 jamais manteve qualquer tipo de conversa nos termos citados no depoimento e que, como presidente do STF, o ministro sequer tem poder decis\u00f3rio sobre os feitos citados, tarefa incumbida ao relator e aos integrantes da segunda turma. O conte\u00fado traz ainda que, como chefe do poder judici\u00e1rio, o presidente do STF zela pela independ\u00eancia e pela imparcialidade do exerc\u00edcio da magistratura.<\/p>\n<p>O presidente do Senado chamou de &#8220;del\u00edrio&#8221; a dela\u00e7\u00e3o premiada do ex-l\u00edder do governo na Casa. &#8220;Eu n\u00e3o tenho nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o com essa dela\u00e7\u00e3o, muito mais com o del\u00edrio do senador Delc\u00eddio do Amaral. Eu acho que a maior provid\u00eancia que todos deveriam tomar com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s dela\u00e7\u00f5es \u00e9, na medida que as dela\u00e7\u00f5es n\u00e3o se confirmassem, agravar a pena\u201d, declarou Renan.<\/p>\n<p><strong>Lula e Palocci<\/strong><br \/>Na dela\u00e7\u00e3o, Delc\u00eddio tamb\u00e9m diz que, para comprar o sil\u00eancio do empres\u00e1rio Marcos Val\u00e9rio sobre as investiga\u00e7\u00f5es do mensal\u00e3o, foi prometido o pagamento de uma quantia de R$ 220 milh\u00f5es. Val\u00e9rio foi condenado no julgamento do mensal\u00e3o no STF, em 2012, e considerado o operador do esquema.<\/p>\n<p>Segundo Delc\u00eddio, a promessa foi feita a Val\u00e9rio por Paulo Okamoto, atual presidente do Instituto Lula. Em 14 de fevereiro de 2006, Delc\u00eddio diz que aconteceu uma reuni\u00e3o em Bras\u00edlia, para tratar do pagamento do valor. Participaram dela Marcos Val\u00e9rio e Rog\u00e9rio Tolentino (ex-advogado de Val\u00e9rio, tamb\u00e9m condenado no mensal\u00e3o). Ainda segundo o senador, nos dois dias seguintes ele se reuniu com Paulo Okamoto e com o presidente Lula para tratar do assunto.<\/p>\n<p>Delc\u00eddio diz que comunicou ao ex-presidente Lula na ocasi\u00e3o: \u201cacabei de sair do gabinete daquele que o senhor enviou a Belo Horizonte [Okamoto]. Corra, presidente, sen\u00e3o as coisas ficar\u00e3o piores do que j\u00e1 est\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>O presidente do Instituto Lula afirmou que as acusa\u00e7\u00f5es de Delc\u00eddio s\u00e3o mentirosas e fazem parte de um folclore que j\u00e1 foi evocado outras vezes e devidamente desmentido.<\/p>\n<p>Delc\u00eddio disse ainda que recebeu no dias seguintes liga\u00e7\u00f5es do ent\u00e3o ministro da Justi\u00e7a, M\u00e1rcio Thomaz Bastos, e do ent\u00e3o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Ambos falaram sobre a reuni\u00e3o que o senador havia tido com Lula. Segundo a dela\u00e7\u00e3o de Delc\u00eddio, Palocci disse, na liga\u00e7\u00e3o, que \u201co Lula estava injuriado com ele em raz\u00e3o do teor da conversa.\u201d Al\u00e9m disso, Palocci disse que \u201cestaria, a partir daquele momento, assumindo a responsabilidade pelo pagamento da d\u00edvida.\u201d<\/p>\n<p>Delc\u00eddio diz que Marcos Val\u00e9rio recebeu pagamento, mas n\u00e3o os R$ 220 milh\u00f5es que haviam sido prometidos. Ele n\u00e3o diz qual foi o valor que Val\u00e9rio recebeu. Delc\u00eddio afirma que \u201cde todo modo, a hist\u00f3ria mostrou a contrapartida: Marcos Val\u00e9rio silenciou.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Carlos Bumlai<\/strong><br \/>Delc\u00eddio diz que o empres\u00e1rio e pecuarista Jos\u00e9 Carlos Bumlai, preso pela Lava Jato, \u201cgoza de total intimidade com Lula, representando, de certa maneira, o papel de &#8216;consigliere&#8217; da fam\u00edlia Lula\u201d, e que \u201ctem conhecimento de que Bumlai sempre prestou grandes servi\u00e7os ao ex-presidente e sua fam\u00edlia.\u201d<\/p>\n<p>Sobre a opera\u00e7\u00e3o envolvendo a compra, pela Petrobras, da sonda Vit\u00f3ria 2000, Delc\u00eddio afirma, que o valor desviado n\u00e3o se restringiu aos R$ 12 milh\u00f5es para quitar d\u00edvida de Bumlai com o Banco Schahin, como vinham apontando as investiga\u00e7\u00f5es. Segundo ele, parte da propina paga na opera\u00e7\u00e3o serviu, inclusive, para quitar d\u00edvidas da campanha de Lula \u00e0 presid\u00eancia em 2006.<\/p>\n<p>\u201cA realidade \u00e9 que a compra da sonda n\u00e3o s\u00f3 quitou os R$ 12 milh\u00f5es de d\u00edvidas de Bumlai com a Schahin, como serviu, entre outras coisas, para pagar d\u00edvidas da campanha presidencial de Lula em 2006, bem como para financiar a campanha do Dr. H\u00e9lio de Oliveira Santos para a prefeitura de Campinas, entre outros interesses\u201d, afirma Delc\u00eddio na dela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o senador, \u201cmuito provavelmente o valor da opera\u00e7\u00e3o Sonda Vit\u00f3ria 10.000 alcan\u00e7ou R$ 20 milh\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ped\u00e1gios na CPI da Petrobras<\/strong><br \/>Delc\u00eddio conta que o ex senador Gim Argelo, o ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas Vital do Rego e os deputados federais Marco Maia (PT-RS) e Fernando Francischini (SD-PR), cobravam \u201cped\u00e1gios\u201d de empres\u00e1rios, entre eles Leo Pinheiro (OAS), Julio Camargo (UTC), Ricardo Pess\u00f4a (UTC), Jos\u00e9 Antunes Sobrinho (Engevix) para n\u00e3o convoc\u00e1-los para depor na CPI. Segundo o senador, os empres\u00e1rios eram obrigados a jantar todas as segundas-feiras em Bras\u00edlia para negociar a propina.<\/p>\n<p>&#8220;O objeto dessas reuni\u00f5es era negociar a derrubada ou a n\u00e3o vota\u00e7\u00e3o de requerimentos que fossem sens\u00edveis, ou seja, que fossem desfavor\u00e1veis aos empres\u00e1rios que compunham o grupo liderado por L\u00e9o Pinheiro&#8221;, afirmou Delc\u00eddio na dela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O advogado de Ricardo Pess\u00f4a (UTC) e Julio Camargo (UTC), Antonio Augusto Figueiredo Basto, disse ao\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0que n\u00e3o vai comentar a dela\u00e7\u00e3o. A defesa do empres\u00e1rio Jos\u00e9 Antunes Sobrinho (Engevix) informou, por meio de nota, que &#8220;todas as informa\u00e7\u00f5es atinentes ao caso j\u00e1 foram prestadas \u00e0s autoridades encarregadas das investiga\u00e7\u00f5es e s\u00e3o resguardadas por sigilo\u201d.<\/p>\n<p>O deputado Marco Maia divulgou nota na qual negou que fizesse parte do esquema e criticou o conte\u00fado da dela\u00e7\u00e3o de Delc\u00eddio. &#8220;Tal situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 se justifica pela tentativa de vingan\u00e7a, j\u00e1 que fui o primeiro a pedir o indiciamento de Nestor Cerver\u00f3, reconhecido amigo do ora delator&#8221;.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em nota, Vital do R\u00eago afirmou que repudia as declara\u00e7\u00f5es de Delc\u00eddio. O ex-senador afirmou ainda que &#8220;enquanto senador e presidente da CPI da Petrobras, trabalhou em parceria com o Minist\u00e9rio P\u00fablico e a Pol\u00edcia Federal em busca da elucida\u00e7\u00e3o dos fatos sob investiga\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>O deputado Francischini negou as acusa\u00e7\u00f5es. Ele afirmou que Delc\u00eddio mentiu e que usou a dela\u00e7\u00e3o para se vingar.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0ainda n\u00e3o conseguiu localizar o ex-senador Gim Argelo at\u00e9 a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o desta reportagem.<\/p>\n<p><strong>Usina de Belo Monte<\/strong><br \/>Delc\u00eddio diz que \u201ca propina de Belo Monte serviu como contribui\u00e7\u00e3o decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014. O principal agente negociador do cons\u00f3rcio Belo Monte foi o empreiteiro Fl\u00e1vio Barra, da Andrade Gutierrez.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o senador, a propina girou em torno de R$ 30 milh\u00f5es. Ele disse que acredita que o valor pode ser ainda maior. Isso porque houve um acordo para estabelecer \u201cclaims\u201d de R$ 1,5 bilh\u00e3o, justamente para \u201caumentar a contribui\u00e7\u00e3o eleitoral das empresas\u201d.<\/p>\n<p>O senador disse que o chamado \u201ctriunvirato\u201d (Silas Rondeau, Erenice Guerra e Antonio Palocci) \u201cfoi fundamental para se chegar ao desenho corporativo e empresarial definitivo do projeto Belo Monte\u201d.<\/p>\n<p>A defesa do ex-ministro Silas Rondeau afirmou que os fatos narrados por Delc\u00eddio n\u00e3o s\u00e3o verdadeiros, e que na \u00e9poca ele n\u00e3o era mais ministro.<\/p>\n<p>Delcidio disse estimar que as contribui\u00e7\u00f5es para campanhas do PT e PMDB, em 2010 e 2014, giraram em torno de R$ 45 milh\u00f5es. E que houve \u201cilicitudes envolvendo o fornecimento de equipamentos nas obras da usina de Belo Monte.\u201d E que o triunvirato agiu para definir quais seriam as empresas fornecedoras desses equipamentos.\u201d O neg\u00f3cio envolvendo equipamentos para a usina \u00e9 estimado em R$ 45 bilh\u00f5es. E o senador diz acreditar que isso rendeu ao PT e PMDB entre R$ 15 milh\u00f5es e R$ 20 milh\u00f5es em propinas.<\/p>\n<p><strong>CPI do Carf<\/strong><br \/>Em seu depoimento, o senador diz que \u201cpor v\u00e1rias vezes\u201d o ex-presidente Lula pediu a ele que \u201cagisse para evitar a convoca\u00e7\u00e3o\u201d do lobista Mauro Marcondes e a esposa dele, Cristina Mautoni, pela CPI do Carf do Senado.<\/p>\n<p>A CPI do Senado terminou em dezembro do ano passado e pediu o indiciamento de 28 pessoas entre conselheiros, assessores, lobistas, e empres\u00e1rios. Um dos pedidos de indiciamento foi o do lobista Mauro Marcondes.<\/p>\n<p>Segundo o senador, Lula estaria preocupado com a implica\u00e7\u00e3o de seus filhos, Fabio Luis Lula da Silva e Luis Cl\u00e1udio Lula da Silva, nas den\u00fancias de irregularidades no conselho.<br \/>Delc\u00eddio disse que essa vers\u00e3o foi confirmada a ele por Maur\u00edcio Bumlai, que, segundo ele, \u201cconhece muito bem a rela\u00e7\u00e3o dos familiares de Lula com o casal.\u201d<\/p>\n<p>Na dela\u00e7\u00e3o, Delc\u00eddio diz que, em resposta \u201c\u00e0 insist\u00eancia de Lula\u201d, mobilizou, como l\u00edder do governo no Senado, a base para derrubar requerimentos de convoca\u00e7\u00e3o do casal, em reuni\u00e3o em 5 de novembro de 2015.<\/p>\n<p>Em depoimento \u00e0 Justi\u00e7a, Cristina Mautoni, acusada de intermediar propinas para compras de medidas provis\u00f3rias durante o governo Lula, confirmou ter realizado um dep\u00f3sito para a empresa LFT Marketing Esportivo, pertencente a um dos filhos do ex-presidente e contratada por sua consultoria, a Marcondes e Mautoni.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, Cristina Mautoni disse, no entanto, n\u00e3o ter conferido se o servi\u00e7o foi efetivamente prestado pela empresa de Lu\u00eds Claudio Lula da Silva.<\/p>\n<p>Segundo as investiga\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico, a LFT recebeu R$ 2,5 milh\u00f5es da Marcondes e Mautoni. A defesa de Lu\u00eds Claudio sustenta que os servi\u00e7os foram efetivamente prestados pela LFT. A Pol\u00edcia Federal suspeita, por\u00e9m, que a empresa serviu para repasse de propina.<\/p>\n<p>Fonte: G1\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dela\u00e7\u00e3o premiada do senador Delc\u00eddio do Amaral\u00a0 (afastado do PT)\u00a0 foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgada nesta ter\u00e7a-feira (15). 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