{"id":18685,"date":"2016-03-11T00:01:09","date_gmt":"2016-03-11T03:01:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=18685"},"modified":"2016-03-11T09:17:47","modified_gmt":"2016-03-11T12:17:47","slug":"cientistas-descobrem-bacteria-capaz-de-desintegrar-plastico-de-garrafa-pet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cientistas-descobrem-bacteria-capaz-de-desintegrar-plastico-de-garrafa-pet\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem bact\u00e9ria capaz de desintegrar pl\u00e1stico de garrafa PET"},"content":{"rendered":"<p>Cientistas japoneses anunciaram a descoberta de uma bact\u00e9ria capaz de decompor completamente o polietileno tereftalato &#8212; o pl\u00e1stico do qual s\u00e3o feitas as garrafas PET, um dos problemas mais graves de polui\u00e7\u00e3o no planeta.<\/p>\n<p>O microrganismo, que oferece uma perspectiva mais vi\u00e1vel para tratar o ac\u00famulo desse material no ambiente, foi encontrado em uma usina de reciclagem de lixo. A bact\u00e9ria, batizada de\u00a0<em>Ideonella sakaiensis<\/em>, se alimenta quase que exclusivamente de PET.<\/p>\n<p>Segundo os cientistas, a descoberta \u00e9 de certa maneira surpreendente, porque a bact\u00e9ria aparenta ter adquirido a capacidade de degradar esse tipo de pl\u00e1stico em um processo que durou poucas d\u00e9cadas. Na escala da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, \u00e9 um piscar de olhos.<\/p>\n<p>Em estudo na revista &#8220;Science&#8221;, o grupo liderado pelo bi\u00f3logo Shosuke Yoshida, do Instituto de Tecnologia de Kioto, descreve como uma col\u00f4nia microrganismo conseguiu degradar uma folha fina de PET em 6 semanas. Pode parecer muito tempo, mas \u00e9 r\u00e1pido para um tipo de pl\u00e1stico que leva centenas de anos para se decompor espontaneamente.<\/p>\n<p>Para decompor o PET, a bact\u00e9ria produz duas enzimas &#8212; mol\u00e9culas biol\u00f3gicas que promovem rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas &#8212; cuja fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica \u00e9 degradar esse pl\u00e1stico. O PET \u00e9 composto por uma estrutura molecular de carbono altamente est\u00e1vel, que quando atacada pela bact\u00e9ria se rompe em componentes menores, que podem ser incorporados ao ambiente sem problemas.<\/p>\n<p>O trabalho dos cientistas japoneses envolveu a an\u00e1lise de 250 amostras de bact\u00e9ria encontradas na usina de reciclagem. A descoberta \u00e9 importante, afirmam, mas \u00e9 preciso descobrir ainda meios pr\u00e1ticos de produzir essas enzimas e us\u00e1-las em larga escala para tratar res\u00edduos pl\u00e1sticos que poluem ambiente, sobretudo nos oceanos.<\/p>\n<p>De um jeito ou de outro, estudos sobre a\u00a0<em>Ideonella sakaiensis<\/em>\u00a0devem acelerar esse processo, j\u00e1 que tudo o que se conhecia antes era alguns fungos capazes de decompor PET parcialmente. Usar bact\u00e9rias que aniquilam totalmente o pl\u00e1stico para desenvolver um tratamento biol\u00f3gico para esse tipo de lixo deve ser bem mais f\u00e1cil, dizem os cientistas.<\/p>\n<p>O planeta produz hoje cerca de 50 milh\u00f5es de toneladas de PET por ano, e menos de 15% do material \u00e9 reciclado. O que n\u00e3o \u00e9 contido em aterros sanit\u00e1rios nem incinerado acaba indo parar em rios e mares &#8212; fragmentado em pequenos peda\u00e7os &#8212; e \u00e9 extremamente nocivo para criaturas aqu\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas japoneses anunciaram a descoberta de uma bact\u00e9ria capaz de decompor completamente o polietileno tereftalato &#8212; o pl\u00e1stico do qual s\u00e3o feitas as garrafas PET,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18686,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-18685","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18685","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18685"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18685\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18687,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18685\/revisions\/18687"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}