{"id":18606,"date":"2016-03-07T00:30:52","date_gmt":"2016-03-07T03:30:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=18606"},"modified":"2016-03-07T11:37:13","modified_gmt":"2016-03-07T14:37:13","slug":"limitacoes-de-portos-do-norte-custam-us-4-bi-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/limitacoes-de-portos-do-norte-custam-us-4-bi-por-ano\/","title":{"rendered":"Limita\u00e7\u00f5es de portos do Norte custam US$ 4 bi por ano"},"content":{"rendered":"<p>As limita\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias no Norte do Brasil geram perdas ao redor de US$ 4 bilh\u00f5es por ano para o agroneg\u00f3cio apenas com transporte. Um estudo da C\u00e2mara de Infraestrutura e Log\u00edstica do Minist\u00e9rio da Agricultura estima que entre 60 milh\u00f5es e 70 milh\u00f5es de toneladas de soja e milho ter\u00e3o de rodar mil quil\u00f4metros a mais, saindo do Centro-Norte em dire\u00e7\u00e3o aos portos do Sul e Sudeste, para serem exportados. Na pr\u00e1tica, isso significa mais do que perdas com frete: traz impactos de congestionamento nas estradas e nos portos, sobrecarregando Santos e Paranagu\u00e1 (PR) &#8211; as principais portas de sa\u00edda do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Com a expans\u00e3o da capacidade operacional da regi\u00e3o conhecida como Arco Norte, uma \u00e1rea em formato de semic\u00edrculo que vai de Porto Velho (RO) \u00e0 Salvador\/Ilh\u00e9us (BA), haveria uma economia entre US$ 47 e US$ 60 por tonelada de gr\u00e3o, a depender da regi\u00e3o produtora. S\u00f3 em Mato Grosso, o impacto estimado \u00e9 de US$ 1,2 bilh\u00e3o por ano.<\/p>\n<p>Luiz Ant\u00f4nio Fayet, consultor em infraestrutura e log\u00edstica da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Pecu\u00e1ria e Agricultura do Brasil (CNA), calcula que, para sanar esse d\u00e9ficit portu\u00e1rio no Arco Norte, seriam necess\u00e1rios entre 18 e 20 anos.<\/p>\n<p>\u201cNo momento em que tivermos condi\u00e7\u00f5es log\u00edsticas adequadas para as novas fronteiras, o deslocamento da porteira at\u00e9 um porto de embarque ser\u00e1 reduzido entre 500 e 1 mil quil\u00f4metros de percursos terrestres\u201d, explicou o consultor. Segundo ele, se \u201co Governo n\u00e3o atrapalhar\u201d, o Brasil ser\u00e1 o maior exportador do mundo em 2020. Para isso, no entanto, \u00e9 preciso melhorar n\u00e3o apenas os portos, mas a malha ferrovi\u00e1ria, as hidrovias e as rodovias.<\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p>Para o presidente da C\u00e2mara de Infraestrutura e Log\u00edstica, Edeon Vaz Ferreira, muita coisa saiu do papel e avan\u00e7ou fortemente, sobretudo nas esta\u00e7\u00f5es de transbordo de cargas, locais onde os caminh\u00f5es s\u00e3o recebidos. \u201cMas as coisas precisam andar mais r\u00e1pido\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ferreira lembrou que uma das travas \u00e9 a burocracia, com demora na libera\u00e7\u00e3o de licen\u00e7as e zoneamento de \u00e1reas.<\/p>\n<p>\u201cNossa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que os portos que forem licitados agora s\u00f3 comecem a funcionar daqui a cinco anos. \u00c9 muito tempo\u201d. Al\u00e9m dos portos, segundo ele, \u00e9 preciso uma malha de transporte que permita chegar a essas portas de sa\u00edda para as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O ministro dos Portos, H\u00e9lder Barbalho, avalia que, nos leil\u00f5es de seis \u00e1reas no Par\u00e1, que ocorrer\u00e3o no pr\u00f3ximo dia 31, os portos do estado devem se consolidar como rota de escoamento de gr\u00e3os. Das seis \u00e1reas que est\u00e3o sendo licitadas pela Secretaria, cinco s\u00e3o para movimenta\u00e7\u00e3o e armazenamento de gr\u00e3os e uma para transportar fertilizantes.<\/p>\n<p>\u201cQueremos garantir o investimento e ampliar a movimenta\u00e7\u00e3o de carga para baratear a opera\u00e7\u00e3o e gerar competitividade para o setor e para o produto brasileiro\u201d, argumentou o ministro. O Arco Norte que, h\u00e1 cinco anos, escoava 8% do total de soja e milho destinado ao mercado externo, hoje escoa 20%.<\/p>\n<p>Fonte: A Tribuna<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As limita\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias no Norte do Brasil geram perdas ao redor de US$ 4 bilh\u00f5es por ano para o agroneg\u00f3cio apenas com transporte. 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