{"id":18594,"date":"2016-03-07T00:00:49","date_gmt":"2016-03-07T03:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=18594"},"modified":"2016-03-07T10:02:27","modified_gmt":"2016-03-07T13:02:27","slug":"zika-revela-ciencia-forte-no-brasil-e-falta-de-recursos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/zika-revela-ciencia-forte-no-brasil-e-falta-de-recursos\/","title":{"rendered":"Zika revela ci\u00eancia forte no Brasil e falta de recursos"},"content":{"rendered":"<p>O car\u00e1ter \u00fanico da epidemia de zika\u00a0&#8211; que se espalhou muito rapidamente pelo pa\u00eds levantando a suspeita de ser respons\u00e1vel pelo aumento de casos de microcefalia e outros problemas neurol\u00f3gicos &#8211; pode ter pelo menos uma consequ\u00eancia positiva: abriu oportunidade para a ci\u00eancia brasileira se destacar em responder rapidamente a uma emerg\u00eancia de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Provavelmente pela primeira vez em torno de um problema biom\u00e9dico, a comunidade cient\u00edfica nacional foi muito \u00e1gil em se articular, fazer parcerias locais e com institui\u00e7\u00f5es estrangeiras e redirecionar esfor\u00e7os dos laborat\u00f3rios para uma nova causa.<\/p>\n<p>Mas essa r\u00e1pida mobiliza\u00e7\u00e3o, apontam l\u00edderes de alguns dos principais grupos de pesquisa, ainda n\u00e3o foi seguida por contrapartida de oferta de recursos do governo federal, o que pode ser um entrave em breve para o avan\u00e7o dos estudos.<\/p>\n<div id=\"anchor_wb2afa2e85b\">\n<p>&#8220;Desde que observamos o aumento nos casos de microcefalia, em outubro, e, a partir do momento em que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade decretou a emerg\u00eancia sanit\u00e1ria nacional, em 11 de novembro, a ci\u00eancia se reorganizou de tal forma que logo come\u00e7ou mostrar evid\u00eancias muito significativas, que fizeram, por exemplo, o governo mudar sua postura de vigil\u00e2ncia e agilizar uma campanha contra o Aedes aegypti&#8221;, relata Rodrigo Stabeli, vice-presidente de pesquisa e laborat\u00f3rios de refer\u00eancia da Fiocruz.<\/p>\n<p>&#8220;Vemos cientistas compartilhando dados e materiais, o que mostra que a ci\u00eancia brasileira tem capacidade de dar respostas ao que talvez seja um dos maiores problemas de sa\u00fade no pa\u00eds&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;Por outro lado, desde o come\u00e7o o governo promete recursos para a pesquisa, mas j\u00e1 se passaram mais de cem dias desde o decreto de emerg\u00eancia nacional e ainda n\u00e3o vimos uma pol\u00edtica concisa que possa dar diretriz de financiamento.&#8221;<\/p>\n<p><b>Queixas<\/b><\/p>\n<p>O problema veio \u00e0 tona em encontro no Recife, na semana passada, que reuniu pesquisadores de todo o Pa\u00eds que trabalham no enfrentamento da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O que mais se ouviu \u00e9 gente se queixando de falta de dinheiro. Existe uma crise, claro, mas temos visto o governo falar em aloca\u00e7\u00e3o de recursos. S\u00f3 que ainda n\u00e3o vemos isso chegar \u00e0s bancadas dos laborat\u00f3rios. E a ci\u00eancia agora n\u00e3o pode ficar esperando&#8221;, diz o virologista Paolo Zanotto, do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e coordenador da Rede Zika, for\u00e7a-tarefa paulista.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dram\u00e1tica porque a Fapesp (ag\u00eancia de fomento \u00e0 pesquisa do Estado), em dezembro, aprovou em dias a libera\u00e7\u00e3o de aditivos para projetos que j\u00e1 estavam em andamento, redirecionando esfor\u00e7os de outras pesquisas. O Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o pensa em criar um modelo de fast track, mas isso ainda n\u00e3o vingou.<\/p>\n<p><b>Pacot\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Conforme a reportagem apurou, o \u00f3rg\u00e3o est\u00e1 planejando, com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a Casa Civil, lan\u00e7ar um pacot\u00e3o de editais e linhas de financiamento para agilizar a pesquisa em zika, mas tamb\u00e9m ainda n\u00e3o h\u00e1 data de lan\u00e7amento.<\/p>\n<p>Pedro Prata, diretor do Departamento de Ci\u00eancia e Tecnologia do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, afirmou que existe esse plano e reconheceu que \u00e9 necess\u00e1rio fortalecer as pesquisas em andamento.<\/p>\n<p>&#8220;Temos condi\u00e7\u00f5es de ser protagonistas no desenvolvimento cient\u00edfico da \u00e1rea: temos material humano, institui\u00e7\u00f5es fortes. Precisamos de fomento.&#8221;<\/p>\n<p>Prata disse que amanh\u00e3 e quarta-feira ser\u00e3o feitas &#8220;oficinas de prioridades&#8221; com os principais grupos que trabalham com zika no Pa\u00eds para que eles fa\u00e7am apresenta\u00e7\u00f5es e o governo decida quais precisam de fortalecimento e devem receber investimento primeiro. Apenas depois, disse Prata, \u00e9 que ser\u00e3o lan\u00e7ados os editais para projetos de m\u00e9dio e longo prazo. Cada um deve receber algo em torno de R$ 500 mil a R$ 1 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m afirmou que a prioridade inicial do governo federal foi investir nas pesquisas de vacina. Foi anunciado repasse para o Instituto Butant\u00e3 de R$ 100 milh\u00f5es, mas s\u00e3o para testes da vacina da dengue.<\/p>\n<p>O governo confia que ser\u00e1 poss\u00edvel transformar a vacina tetravalente (para os quatro sorotipos de dengue) em pentavalente (incluindo o zika). &#8220;A vacina teve prioridade porque j\u00e1 protege as pessoas antes mesmo de entendermos melhor o que est\u00e1 acontecendo (na epidemia).&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: Exame<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"container_wb2afa2e85b\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O car\u00e1ter \u00fanico da epidemia de zika\u00a0&#8211; que se espalhou muito rapidamente pelo pa\u00eds levantando a suspeita de ser respons\u00e1vel pelo aumento de casos de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18185,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-18594","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18594","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18594"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18594\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18595,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18594\/revisions\/18595"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18185"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}