{"id":18438,"date":"2016-02-25T00:01:09","date_gmt":"2016-02-25T03:01:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=18438"},"modified":"2016-02-24T17:45:03","modified_gmt":"2016-02-24T20:45:03","slug":"apos-novo-rebaixamento-fazenda-diz-manter-compromisso-com-ajuste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/apos-novo-rebaixamento-fazenda-diz-manter-compromisso-com-ajuste\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s novo rebaixamento, Fazenda diz manter compromisso com ajuste"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda\u00a0informou, por meio de nota, que a decis\u00e3o das ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco de rebaixar a nota de cr\u00e9dito do Brasil \u201cn\u00e3o altera o comprometimento com o ajuste fiscal\u201d planejado pelo governo Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>A nota foi publicada pelo minist\u00e9rio pouco depois da ag\u00eancia Moody\u2019s rebaixar a nota do Brasil, de Baa3, para Ba2, o que tirou o grau de investimento (selo de bom pagador) do pa\u00eds e o colocou na categoria de especula\u00e7\u00e3o. A Moody\u2019s \u00e9 a terceira ag\u00eancia a tomar essa decis\u00e3o \u2013 antes dela, Standard and Poor\u2019s (S&amp;P) e Fitch j\u00e1 haviam rebaixado a nota brasileira.<\/p>\n<p>\u201cO governo reitera que a posi\u00e7\u00e3o das ag\u00eancias de rating n\u00e3o altera o comprometimento com o ajuste fiscal necess\u00e1rio para a estabiliza\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria da d\u00edvida p\u00fablica e na perspectiva de recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira no m\u00e9dio prazo\u201d, diz a nota do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n<p><strong>Corte de gastos<\/strong><br \/>No documento, o minist\u00e9rio cita que o governo promoveu em 2015 um corte de R$ 134 bilh\u00f5es \u201ccom a redu\u00e7\u00e3o de gastos e a recupera\u00e7\u00e3o de receitas\u201d e que, para 2016, \u201co emprenho continua na mesma dire\u00e7\u00e3o.\u201d Na semana passada, foi anunciado o corte de R$ 23,4 bilh\u00f5es no Or\u00e7amento deste ano.<\/p>\n<p>No documento, o minist\u00e9rio cita que o governo promoveu em 2015 um corte de R$ 134 bilh\u00f5es \u201ccom a redu\u00e7\u00e3o de gastos e a recupera\u00e7\u00e3o de receitas\u201d e que, para 2016, \u201co emprenho continua na mesmo dire\u00e7\u00e3o.\u201d\u00a0<\/p>\n<p>Aponta ainda \u201ciniciativas importantes para o controle de gastos e aumento das receitas\u201d como o projeto que permite a prorroga\u00e7\u00e3o do mecanismo de desvincula\u00e7\u00e3o de receitas (DRU), que d\u00e1 mais liberdade ao governo para movimentar recursos, e a proposta de recria\u00e7\u00e3o da CPMF, que ficou conhecido como imposto do cheque.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 o fim de mar\u00e7o, o governo encaminhar\u00e1 propostas adicionais de reequil\u00edbrio fiscal, com a previs\u00e3o de limite para a expans\u00e3o das despesas p\u00fablicas. No caso de descumprimento desses limites, haver\u00e1 mecanismos autom\u00e1ticos que reduzir\u00e3o a despesa de forma a garantir o seu cumprimento\u201d, diz a Fazenda.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, est\u00e1 em an\u00e1lise pelos Estados proposta do Governo de implementa\u00e7\u00e3o de uma Lei de Responsabilidade Fiscal estadual que contempla uma s\u00e9rie de medidas de ajuste para os entes federados em troca do alongamento do prazo de suas d\u00edvidas\u201d, completa.<\/p>\n<p>A nota cita ainda que o governo enviar\u00e1 ao Congresso, at\u00e9 abril, uma nova proposta de reforma da previd\u00eancia \u201cque assegure sua sustentabilidade no longo prazo.\u201d<\/p>\n<p>\u201cTodas essas iniciativas favorecer\u00e3o a revers\u00e3o das incertezas quanto \u00e0 trajet\u00f3ria fiscal e a retomada da confian\u00e7a dos agentes, condi\u00e7\u00e3o importante para a retomada dos investimentos\u201d, diz o minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>\u201cDiante desse esfor\u00e7o conjunto, o Minist\u00e9rio da Fazenda reafirma a expectativa de que o rebaixamento da nota do Brasil seja tempor\u00e1rio, com sua revers\u00e3o t\u00e3o logo se materializem os resultados das medidas em discuss\u00e3o, o que trar\u00e1 o reequil\u00edbrio fiscal e a recupera\u00e7\u00e3o do crescimento\u201d, finaliza a nota.<\/p>\n<p><strong>Sem surpresa<\/strong><br \/>O subsecret\u00e1rio do Tesouro Nacional para a D\u00edvida P\u00fablica, Jos\u00e9 Franco Medeiros de Morais, disse nesta quarta que o rebaixamento feito pela Moody&#8217;s\u00a0n\u00e3o surpreende, j\u00e1 que a nota de cr\u00e9dito do Brasil j\u00e1 havia sido alterada por outras duas ag\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8220;A quest\u00e3o do rebaixamento da Moody\u2019s \u00e9 algo que j\u00e1 havia sido sinalizado, n\u00e3o houve surpresas. \u00c9 um alinhamento com as demais [ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco]\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>De acordo com Morais, \u201co impacto no mercado foi bastante limitado\u201d e o governo espera \u201cobter um resultado para que o grau de cr\u00e9dito do Brasil volte a ser o que o Brasil merece.\u201d<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda\u00a0informou, por meio de nota, que a decis\u00e3o das ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco de rebaixar a nota de cr\u00e9dito do Brasil&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18439,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-18438","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18438"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18438\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18440,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18438\/revisions\/18440"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18439"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}