{"id":18430,"date":"2016-02-24T00:07:23","date_gmt":"2016-02-24T03:07:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=18430"},"modified":"2016-02-23T21:01:57","modified_gmt":"2016-02-24T00:01:57","slug":"real-tem-desempenho-melhor-que-outras-moedas-na-al-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/real-tem-desempenho-melhor-que-outras-moedas-na-al-em-2016\/","title":{"rendered":"Real tem desempenho melhor que outras moedas na AL em 2016"},"content":{"rendered":"<p>A recupera\u00e7\u00e3o das contas externas\u00a0no Brasil vem ajudando o real a ter desempenho melhor do que outras moedas da Am\u00e9rica Latina\u00a0neste in\u00edcio de ano, mas essa tend\u00eancia pode n\u00e3o durar em meio ao quadro de incertezas pol\u00edticas e \u00e0 profunda recess\u00e3o econ\u00f4mica no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s saltar quase 50 por cento em 2015, o d\u00f3lar\u00a0subiu apenas 0,05 por cento contra o real neste ano, at\u00e9 a v\u00e9spera. Em compara\u00e7\u00e3o, a moeda norte-americana acumulou alta de 17 por cento contra o peso mexicano no ano passado e avan\u00e7o de cerca de 5,24 por cento agora.<\/p>\n<p>O mesmo ocorre no mercado colombiano, onde a divisa dos EUA saltou mais de 30 por cento em 2015 e subiu 4,28 por cento neste ano. Na Am\u00e9rica Latina, o d\u00f3lar s\u00f3 se desvalorizou frente ao peso chileno, reflexo da recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do cobre frente \u00e0s m\u00ednimas vistas no in\u00edcio do ano.<\/p>\n<p>&#8220;Politicamente e fiscalmente, as coisas continuam uma bagun\u00e7a. Mas, no lado da economia real, n\u00e3o se pode ignorar que est\u00e1 ocorrendo um ajuste bastante forte nas contas externas (no Brasil)&#8221;, disse o gestor da Aberdeen Asset Management Viktor Szabo.<\/p>\n<p>O Brasil fechou 2015 com d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes de 58,9 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, o melhor desde 2010, segundo o Banco Central, rombo totalmente coberto pelos investimentos estrangeiros diretos no pa\u00eds, que somaram 75,075 bilh\u00f5es de d\u00f3lares no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Os dados da conta corrente refletem a combina\u00e7\u00e3o de encarecimento de bens e servi\u00e7os importados devido \u00e0 alta do d\u00f3lar e fraqueza da demanda dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia continuou no in\u00edcio de 2016, com o d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes recuando 60 por cento em janeiro. A recess\u00e3o econ\u00f4mica e o d\u00f3lar forte continuaram fazendo as importa\u00e7\u00f5es ca\u00edrem mais do que as exporta\u00e7\u00f5es e levando brasileiros a gastarem menos em viagens l\u00e1 fora.<\/p>\n<p>As sa\u00eddas de capitais do pa\u00eds v\u00eam diminuindo, o que serve de plataforma para estabilizar o c\u00e2mbio. O banco Ita\u00fa espera que essa tend\u00eancia continue e apoie a recupera\u00e7\u00e3o da economia, com o d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes zerando at\u00e9 2017.<\/p>\n<p>&#8220;Uma vez dando suporte para o c\u00e2mbio, (as contas externas) permitem uma trajet\u00f3ria declinante para a infla\u00e7\u00e3o e, portanto, v\u00e3o permitir no futuro uma trajet\u00f3ria declinante de juros&#8221;, disse o economista-chefe do Ita\u00fa, Ilan Goldfajn, em recente almo\u00e7o com jornalistas.<\/p>\n<p>Outro fator que explica o bom desempenho do real neste ano \u00e9 o fato de que os juros altos no Brasil encarecem apostas no avan\u00e7o da moeda norte-americana. Com a Selic a 14,25 por cento ao ano, fica dif\u00edcil uma opera\u00e7\u00e3o cambial bater esse rendimento.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Banco Central tem deixando claro que n\u00e3o v\u00ea espa\u00e7o para &#8220;movimentos significativos&#8221; de deprecia\u00e7\u00e3o cambial neste ano.<\/p>\n<p>Contratos a termo de d\u00f3lar &#8211;instrumento tipicamente usado para especula\u00e7\u00e3o ou hedge, j\u00e1 que n\u00e3o tem entrega f\u00edsica&#8211; com prazo de um ano t\u00eam sido negociado perto de 4,40 reais. Ou seja, o d\u00f3lar teria que subir cerca de 10 por cento nesse per\u00edodo para que a aposta sequer n\u00e3o d\u00ea preju\u00edzo.<\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio, os analistas da Nomura Securities Mario Robles e Jo\u00e3o Pedro Ribeiro escreveram que esses fatores podem levar o real a continuar tendo desempenho melhor que seus pares nos pr\u00f3ximos meses, mas ressaltaram riscos &#8220;consider\u00e1veis&#8221; relacionados ao ambiente dom\u00e9stico no Brasil.<\/p>\n<p>PERIGOS O cen\u00e1rio econ\u00f4mico e pol\u00edtico do pa\u00eds deixa parte dos especialistas mais pessimistas. Enquanto o Nomura espera que o d\u00f3lar termine o ano a 4,20 reais, o JPMorgan projeta que a moeda norte-americana deve ir a 4,70 reais no mesmo per\u00edodo, reflexo da piora das expectativas inflacion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Para o economista para Am\u00e9rica Latina da 4Cast, Pedro Tuesta, o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e d\u00favidas sobre o comprometimento do governo com o ajuste fiscal s\u00e3o motivos que devem fazer o d\u00f3lar voltar a subir mais que seus pares.<\/p>\n<p>\u00c9 essa a aposta da Verde Asset Management, que afirmou em relat\u00f3rio que tem aproveitado a tr\u00e9gua no c\u00e2mbio para montar posi\u00e7\u00f5es que se beneficiam de eventual alta da moeda norte-americana.<\/p>\n<p>&#8220;Nos surpreende o fato de o real ser uma das moedas de melhor performance no mundo em 2016. Acreditamos que tal fen\u00f4meno seja tempor\u00e1rio, ainda mais dada a infla\u00e7\u00e3o brasileira sistematicamente mais alta que dos pares&#8221;, trouxe o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Fonte: Exame<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A recupera\u00e7\u00e3o das contas externas\u00a0no Brasil vem ajudando o real a ter desempenho melhor do que outras moedas da Am\u00e9rica Latina\u00a0neste in\u00edcio de ano, mas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18006,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-18430","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18430"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18430\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18431,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18430\/revisions\/18431"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18006"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}