{"id":18360,"date":"2016-02-22T00:00:25","date_gmt":"2016-02-22T03:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=18360"},"modified":"2016-02-21T18:48:31","modified_gmt":"2016-02-21T21:48:31","slug":"banco-publico-volta-a-ter-juro-para-o-consumidor-igual-ao-dos-privados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/banco-publico-volta-a-ter-juro-para-o-consumidor-igual-ao-dos-privados\/","title":{"rendered":"Banco p\u00fablico volta a ter juro para o consumidor igual ao dos privados"},"content":{"rendered":"<p>A pol\u00edtica de taxas de juros diferenciadas nos bancos p\u00fablicos acabou em 2015. Dados do Banco Central mostram que, no final do ano passado, a diferen\u00e7a entre as taxas m\u00e9dias nessas institui\u00e7\u00f5es e nas privadas voltou a se tornar irrelevante nas principais linhas de cr\u00e9dito ao consumo.<\/p>\n<p>No cheque especial, por exemplo, a Caixa chegou a ter taxa m\u00e9dia quase 50% menor que a do Ita\u00fa Unibanco e do Bradesco no fim de 2013. Dois anos depois, estavam todas no mesmo patamar.<\/p>\n<p>Em linhas como consignado para benefici\u00e1rios do INSS e servidores p\u00fablicos, cr\u00e9dito pessoal (CDC) e cart\u00e3o de cr\u00e9dito rotativo, tamb\u00e9m acabou a \u00e9poca em que os dois grandes bancos p\u00fablicos tinham sempre taxas menores.<\/p>\n<p>No cart\u00e3o, por exemplo, a taxa m\u00e9dia na Caixa era de 4,7% ao m\u00eas em 2013, quase um ter\u00e7o do verificado nos dois maiores privados. No fim de 2015, estava em 13%; no Ita\u00fa, no Bradesco e no BB, entre 14% e 15% (veja a compara\u00e7\u00e3o completa na p\u00e1g. 2).<\/p>\n<p>O &#8220;spread&#8221; banc\u00e1rio, diferen\u00e7a entre o custo do dinheiro para o banco e o que ele cobra do cliente, era de 36 pontos percentuais no come\u00e7o de 2011 para o cr\u00e9dito ao consumo. Caiu para 32 em meados de 2013, mas subiu para 48 pontos no fim de 2015.<\/p>\n<p><b>ESTRAT\u00c9GIA<\/b><\/p>\n<p>A pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o dos juros banc\u00e1rios foi iniciada pelo governo Dilma em abril de 2012, para for\u00e7ar o setor privado a mudar o n\u00edvel das taxas praticadas no Brasil.<\/p>\n<p>A Caixa, controlada 100% pelo governo, recuou mais rapidamente tanto na taxa quanto na concess\u00e3o de cr\u00e9dito, quando viu a inadimpl\u00eancia subir aos maiores n\u00edveis desde 2009, o que contribuiu para colocar em discuss\u00e3o sua sa\u00fade financeira.<\/p>\n<p>O Banco do Brasil buscou uma pol\u00edtica mais conservadora de concess\u00f5es e, at\u00e9 o momento, n\u00e3o apresenta problemas nos seus balan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o a essa estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>&#8220;O BB tinha mais resist\u00eancia por ser de capital aberto&#8221;, afirma Luis Miguel Santacreu, analista do setor banc\u00e1rio da ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Austin Rating.<\/p>\n<p>Procurados, os dois bancos informaram estar proibidos de se manifestar por causa do per\u00edodo de sil\u00eancio que antecede a publica\u00e7\u00e3o dos seus balan\u00e7os de 2015.<\/p>\n<p>Pelas proje\u00e7\u00f5es do BC, os bancos p\u00fablicos devem ampliar sua participa\u00e7\u00e3o de mercado em 2016, mesmo com juros mais pr\u00f3ximos da concorr\u00eancia. Para Santacreu, os bancos p\u00fablicos ainda v\u00e3o crescer, mas o volume de cr\u00e9dito deve se aproximar tamb\u00e9m do dos privados.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pol\u00edtica de taxas de juros diferenciadas nos bancos p\u00fablicos acabou em 2015. 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