{"id":18296,"date":"2016-02-18T00:03:29","date_gmt":"2016-02-18T02:03:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=18296"},"modified":"2016-02-17T21:26:39","modified_gmt":"2016-02-17T23:26:39","slug":"economia-domestica-ira-sentir-mais-a-queda-do-pib-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/economia-domestica-ira-sentir-mais-a-queda-do-pib-brasileiro\/","title":{"rendered":"Economia dom\u00e9stica ir\u00e1 sentir mais a queda do PIB brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>Economistas preveem que o PIB do Brasil v\u00e1 encolher mais de 7% em 2015 e 2016. Pode ser pior? Pode.<\/p>\n<p>A &#8220;sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica&#8221; desse congelamento do pa\u00eds \u00e9 ainda mais grave para o p\u00fablico dom\u00e9stico, que assiste ao desmoronamento do consumo e do investimento.<\/p>\n<p>Noutras palavras, se o PIB cai, a queda \u00e9 ainda mais acentuada nos segmentos que dependem do mercado interno e do emprego: o consumo das fam\u00edlias e do governo e os investimentos.<\/p>\n<p>Nas contas do Ita\u00fa Unibanco, o PIB, ou a temperatura oficial medida pelo IBGE, deve cair quase 4% neste ano. A sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica ser\u00e1 pior: queda de 5,3%, prev\u00ea o economista-chefe do banco, Ilan Goldfajn.<\/p>\n<p>&#8220;Quem est\u00e1 olhando para o mercado dom\u00e9stico ver\u00e1 uma queda maior do que a do PIB&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Desde 2003 n\u00e3o se via nada parecido. At\u00e9 ent\u00e3o \u2013e mesmo no auge da crise dos EUA, em 2009\u2013, o PIB podia at\u00e9 sofrer, mas a demanda dom\u00e9stica seguia robusta.<\/p>\n<p>Em 2009, enquanto o PIB encolheu 0,1%, o consumo e os investimentos internos, somados, cresceram quase 3%.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos chamaram de &#8216;marolinha&#8217; a crise de 2009, e para muita gente foi isso mesmo&#8221;, diz a economista Silvia Matos, do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV.<\/p>\n<p>Ela se refere \u00e0 express\u00e3o criada pelo ex-presidente Lula para falar da crise econ\u00f4mica de ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso s\u00f3 foi poss\u00edvel devido ao aumento do consumo ao longo da d\u00e9cada, amparado na amplia\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito e no bom desempenho do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Desde o ano passado, por\u00e9m, o desemprego voltou a aumentar, situa\u00e7\u00e3o que deve piorar neste ano.<\/p>\n<p>Segundo Silvia, a taxa de desemprego medido pela Pnad Cont\u00ednua deve ter fechado 2015 ao redor de 9%. Subir\u00e1 para 12% neste ano, segundo suas previs\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo conspira para a queda do consumo das fam\u00edlias.&#8221;<\/p>\n<p>Silvia estima que 2016 dever\u00e1 ser o pior ano para o emprego na atual crise econ\u00f4mica, que nos c\u00e1lculos de Goldfajn deve bater no fundo do po\u00e7o no primeiro trimestre deste ano. O Ita\u00fa, no entanto, prev\u00ea piora adicional do desemprego em 2017.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o temos certeza de que a economia v\u00e1 parar de cair, mas esperamos uma relativa estabilidade a partir do segundo semestre&#8221;, diz Silvia.<\/p>\n<p>A queda nas vendas do varejo no ano passado, divulgada nesta ter\u00e7a (16) pelo IBGE, comprova que o consumo de fato se deprimiu. J\u00e1 no setor de servi\u00e7os, diz Silvia, a queda come\u00e7ou a ser sentida em meados de 2015.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas come\u00e7aram a apertar as compras de bens dur\u00e1veis [como geladeira, carro] em 2014, a \u00faltima etapa do corte foram os servi\u00e7os. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil mudar a escola do filho, por exemplo&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O pior sinal, para a economista, \u00e9 que esse recuo do consumo seja acompanhado de uma queda tamb\u00e9m acentuada dos investimentos, o que reduz a capacidade de crescer do Brasil no futuro.<\/p>\n<p>&#8220;O ajuste do consumo \u00e9 dolorido, mas \u00e9 como regime, fecha-se a boca por um tempo. O problema s\u00e3o os investimentos, que reduzem o potencial da economia. E \u00e9 o terceiro ano seguido de queda&#8221;.<\/p>\n<p><b>SETOR EXTERNO<\/b><\/p>\n<p>Goldfajn observa que a \u00fanica contribui\u00e7\u00e3o positiva que ele enxerga para o PIB, tanto em 2015 quanto neste ano, vem do setor externo.<\/p>\n<p>Apesar do baixo crescimento l\u00e1 fora e do p\u00e2nico nos mercados globais, algumas empresas ganharam confian\u00e7a para voltar ao mercado externo com a alta do d\u00f3lar.<\/p>\n<p>A recess\u00e3o dom\u00e9stica tamb\u00e9m abateu as importa\u00e7\u00f5es, e a expectativa \u00e9 que o deficit do pa\u00eds no exterior chegue a zero ao fim do ano que vem.<\/p>\n<p>O respiro, mesmo que com componente negativo da recess\u00e3o, pode ajudar o Banco Central a reduzir a taxa de juros e estimular a economia.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economistas preveem que o PIB do Brasil v\u00e1 encolher mais de 7% em 2015 e 2016. Pode ser pior? Pode. 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