{"id":18015,"date":"2016-01-29T00:30:50","date_gmt":"2016-01-29T02:30:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=18015"},"modified":"2016-01-29T08:39:41","modified_gmt":"2016-01-29T10:39:41","slug":"desemprego-cai-em-dezembro-mas-renda-tem-1o-recuo-desde-2005","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/desemprego-cai-em-dezembro-mas-renda-tem-1o-recuo-desde-2005\/","title":{"rendered":"Desemprego cai em dezembro, mas renda tem 1\u00ba recuo desde 2005"},"content":{"rendered":"<p>O desemprego ficou em 6,9% em dezembro do ano passado, divulgou nesta quinta-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). No mesmo m\u00eas de 2014, a taxa havia ficado em 4,3% e em novembro de 2015, em 7,5%. No in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, o desemprego havia ficado em 12,3%.<\/p>\n<p>Considerando apenas o m\u00eas de dezembro, a taxa do ano passado \u00e9 a maior j\u00e1 registrada desde 2007, quando o desemprego bateu 7,4%.<\/p>\n<p>Com o aumento do desemprego, o rendimento real da popula\u00e7\u00e3o ocupada diminuiu. Ao atingir a m\u00e9dia de R$ 2.265,09 em 2015, os &#8220;sal\u00e1rios&#8221; sofreram uma queda de 3,7% na compara\u00e7\u00e3o com 2014, o primeiro recuo desde 2005.<\/p>\n<p>O rendimento caiu mais no Sudeste, nas cidades de\u00a0Belo Horizonte (-4,6%), Rio de Janeiro (-4,0%) e S\u00e3o Paulo\u00a0(-4,0%).<\/p>\n<p><strong>Maior alta da s\u00e9rie<\/strong><br \/>A m\u00e9dia anual da popula\u00e7\u00e3o desocupada somou 1,7 milh\u00e3o, n\u00famero 42,5% acima do registrado no ano anterior. Essa \u00e9 a maior alta anual da s\u00e9rie, de acordo com o IBGE. No entanto, em rela\u00e7\u00e3o a 2003, o contingente de desocupados caiu 35,5%<\/p>\n<p>A taxa m\u00e9dia para o ano foi estimada em 6,8%, uma alta de 2 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o ao \u00edndice de 2014, de 4,8%. De acordo com a pesquisa, &#8220;foi a maior de toda a s\u00e9rie anual da pesquisa [mar\u00e7o de 2002] e tamb\u00e9m interrompeu a trajet\u00f3ria de queda que ocorria desde 2010&#8221;.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o ocupada atingiu 23,3 milh\u00f5es de pessoas, o que representa uma queda de 1,6% frente o ano anterior.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m recuou o percentual m\u00e9dio de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado: de 50,9% em 2014 para 50,3% no ano seguinte. J\u00e1 o contingente de pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o caiu 2,7% \u2013 a primeira queda anual em toda a s\u00e9rie.<\/p>\n<p>De novembro para dezembro, conforme indica o IBGE, houve estabilidade em quase todos os grupos de atividades, menos o da constru\u00e7\u00e3o, que registrou queda de 3,9% no n\u00famero de empregados e da ind\u00fastria, que recuou 3,6%.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com dezembro do ano anterior, a popula\u00e7\u00e3o ocupada na ind\u00fastria recuou 8,4%, e os outros grupos n\u00e3o tiveram varia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, a atividade de servi\u00e7os dom\u00e9sticos cresceu 1,5% de 2014 para 2015, &#8220;revertendo a trajet\u00f3ria de redu\u00e7\u00e3o iniciada em 2010&#8221;. Os outros grupamentos tiveram redu\u00e7\u00e3o, com destaque para a ind\u00fastria (-5,5%) e constru\u00e7\u00e3o (-3,6%).<\/p>\n<p><strong>Estudo<\/strong><br \/>De 2003 para 2015, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas ocupadas com 11 anos ou mais de estudo cresceu de 46,7% para 66,5%. Aumentou tamb\u00e9m a propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores com o ensino superior completo: em 2003 eles representavam 13,8%; em 2015, 22,0%.<\/p>\n<p><strong>Homens e mulheres<\/strong><br \/>A pesquisa apontou diferen\u00e7as\u00a0entre os rendimentos de homens e mulheres e entre brancos e pretos ou pardos. Em 2015, em m\u00e9dia, as mulheres ganhavam perto de 75,4% do rendimento dos homens, representando uma alta frente a 2014, quando o percentual era de 74,2%.<\/p>\n<p>De 2003 para 2015, o rendimento dos trabalhadores de cor preta ou parda cresceu 52,6%, enquanto o rendimento dos trabalhadores de cor branca cresceu 25%. No entanto, ainda que tenha havido aumento no per\u00edodo, os ocupados de cor preta ou parda ganhavam, em m\u00e9dia, em 2015, 59,2% do rendimento recebido pelos trabalhadores de cor branca.<\/p>\n<p>De um ano para o outro, o rendimento caiu em todos os perfis: empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (-3,3%), empregados sem carteira no setor privado (-5,1%), militares ou funcion\u00e1rios p\u00fablicos estatut\u00e1rios (-1,8%), trabalhadores por conta pr\u00f3pria (-4,1%) e empregadores (-6,2%).<\/p>\n<p>Quanto aos grupos de atividade, foram registradas quedas em constru\u00e7\u00e3o (-5,2%), com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e de objetos pessoais e dom\u00e9sticos e com\u00e9rcio a varejo de combust\u00edveis (-5,6%), servi\u00e7os prestados \u00e0s empresas (-5,1%) e ind\u00fastria (-4,2%).<\/p>\n<p>De 2014 para 2015, o rendimento retraiu em todas as formas de inser\u00e7\u00e3o: empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (-3,3%), empregados sem carteira no setor privado (-5,1%), militares ou funcion\u00e1rios p\u00fablicos estatut\u00e1rios (-1,8%), trabalhadores por conta pr\u00f3pria (-4,1%) e empregadores (-6,2%).<\/p>\n<p>Fonte: Terra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desemprego ficou em 6,9% em dezembro do ano passado, divulgou nesta quinta-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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