{"id":17976,"date":"2016-01-28T08:31:57","date_gmt":"2016-01-28T10:31:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=17976"},"modified":"2016-01-28T08:31:57","modified_gmt":"2016-01-28T10:31:57","slug":"mercado-preve-juros-maiores-para-a-compra-da-casa-propria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/mercado-preve-juros-maiores-para-a-compra-da-casa-propria\/","title":{"rendered":"Mercado prev\u00ea juros maiores para a compra da casa pr\u00f3pria"},"content":{"rendered":"<p>Os saques da poupan\u00e7a, fonte de recursos para o financiamento imobili\u00e1rio, e a alta no mercado de juros futuros devem elevar as taxas cobradas nos empr\u00e9stimos para a aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis. <\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip (Associa\u00e7\u00e3o das Entidades de Cr\u00e9dito Imobili\u00e1rio e Poupan\u00e7a). &#8220;A curva de juros est\u00e1 pressionada e isso pode configurar alta nas taxas do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio ao longo do ano&#8221;, disse Abreu, que tamb\u00e9m \u00e9 diretor da \u00e1rea no banco Santander. Segundo ele, o alto grau de incertezas econ\u00f4micas e pol\u00edticas podem estar adiando as mudan\u00e7as. &#8220;Mas acho muito dif\u00edcil que as taxas caiam ao consumidor em 2016.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m da instabilidade macroecon\u00f4mica, que resulta em previs\u00e3o de taxas de juros mais altas no futuro, os constantes regastes da poupan\u00e7a, que somaram R$ 50 bilh\u00f5es em 2015, complicam a situa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>Pela primeira vez, o saldo de recursos na poupan\u00e7a, de R$ 509 bilh\u00f5es em 2015, atingiu 65% do cr\u00e9dito que utiliza a caderneta como funding. Esse percentual \u00e9 o m\u00e1ximo que os bancos podem destinar ao cr\u00e9dito imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>Diante da expectativa de que os resgates da poupan\u00e7a continuem, ainda que em menor ritmo, o setor dever\u00e1 buscar outras fontes de financiamento, como o mercado de capitais. O problema \u00e9 que as taxas desse tipo de opera\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais caras.<\/p>\n<p><b>NOVA QUEDA<\/b><\/p>\n<p>A Abecip estima uma queda de 20,6% na concess\u00e3o de cr\u00e9dito para compra e constru\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis neste ano, para R$ 60 bilh\u00f5es, ap\u00f3s forte retra\u00e7\u00e3o de 33% em 2015.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das dificuldades para ofertar cr\u00e9dito, a demanda vai continuar retra\u00edda, influenciada pela alta infla\u00e7\u00e3o, desemprego, queda na renda e baixo n\u00edvel de confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s exig\u00eancias para a libera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, a Abecip n\u00e3o acredita que os bancos v\u00e3o ficar ainda mais exigentes para liberar o cr\u00e9dito. Para a associa\u00e7\u00e3o, o ajuste mais significativo j\u00e1 ocorreu.<\/p>\n<p>No ano passado, o n\u00famero total de im\u00f3veis financiados caiu 6%, para 945 mil unidades. Mas o resultado \u00e9 altamente influenciado pelo desempenho da habita\u00e7\u00e3o popular. Impulsionado pelo programa Minha Casa, Minha Vida, o n\u00famero de im\u00f3veis financiados com recursos do FGTS subiu 30%. J\u00e1 os im\u00f3veis financiados com recursos da poupan\u00e7a ca\u00edram 37%.<\/p>\n<p>Nessa modalidade, o empr\u00e9stimo para a compra de usados sofreu mais que os destinados aos novos. Enquanto o cr\u00e9dito para a compra de usados caiu pela metade, o financiamento de im\u00f3veis novos recuou 10%.<\/p>\n<p>&#8220;No caso dos im\u00f3veis novos, a decis\u00e3o de compra \u00e9 antiga. Para comprar um usado, o consumidor est\u00e1 postergando a decis\u00e3o&#8221;, diz Abreu.<\/p>\n<p>A crise tamb\u00e9m elevou a taxa de inadimpl\u00eancia no setor. Os contratos com mais de tr\u00eas presta\u00e7\u00f5es em atraso atingiram 1,9% do total em 2015, ante 1,4% no ano anterior.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os saques da poupan\u00e7a, fonte de recursos para o financiamento imobili\u00e1rio, e a alta no mercado de juros futuros devem elevar as taxas cobradas nos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17978,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-17976","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17976","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17976"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17976\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17979,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17976\/revisions\/17979"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17978"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17976"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17976"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17976"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}