{"id":17945,"date":"2016-01-27T09:07:40","date_gmt":"2016-01-27T11:07:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=17945"},"modified":"2016-01-27T09:07:40","modified_gmt":"2016-01-27T11:07:40","slug":"credito-para-casa-propria-tem-queda-de-33-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/credito-para-casa-propria-tem-queda-de-33-em-2015\/","title":{"rendered":"Cr\u00e9dito para casa pr\u00f3pria tem queda de 33% em 2015"},"content":{"rendered":"<p>O volume de empr\u00e9stimos para aquisi\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis caiu 33% no ano passado, na compara\u00e7\u00e3o com 2014. Segundo dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira (26) pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades de Cr\u00e9dito Imobili\u00e1rio e Poupan\u00e7a (Abecip), em S\u00e3o Paulo, foram destinados, no ano passado, R$ 75,6 bilh\u00f5es em cr\u00e9dito imobili\u00e1rio com recursos da caderneta de poupan\u00e7a dos agentes financeiros do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupan\u00e7a e Empr\u00e9stimo).<\/p>\n<p>Na passagem de novembro para dezembro, no entanto, houve alta de 16,5% nos financiamentos, para R$ 4,8 bilh\u00f5es, interrompendo quatro meses seguidos de queda. Mas frente a dezembro de 2014, o valor representa uma queda de 55,2%.<\/p>\n<p>Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip, atribui a queda nos recursos \u00e0 infla\u00e7\u00e3o e taxa de juros mais alta, ao aumento do desemprego e \u00e0 queda no rendimento real. \u201cHouve queda nos investimentos, o que retrai o consumo das fam\u00edlias. Isso impacta a economia como um todo e reflete no setor imobili\u00e1rio\u201d, disse.<\/p>\n<p>Abreu Filho ressaltou que o n\u00edvel de confian\u00e7a caiu em todos os setores da economia \u2013 ind\u00fastria, com\u00e9rcio e servi\u00e7os \u2013 e isso traz impacto importante para o consumidor. \u201cO consumidor determina o ritmo do mercado. E comprar im\u00f3vel \u00e9 a principal aquisi\u00e7\u00e3o que ele vai fazer ao longo da vida, ent\u00e3o o consumidor est\u00e1 mais cauteloso\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Queda de 36% nas unidades contratadas<\/strong><br \/>Em n\u00famero de unidades, foram emprestados recursos para aquisi\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de 21,9 mil im\u00f3veis em dezembro \u2013 9\u00aa melhor marca atingida em um m\u00eas de dezembro desde 1995 \u2013, resultado 55,8% inferior ao apurado em dezembro de 2014. Comparado a novembro deste ano, observou-se alta de 21,5%.<\/p>\n<p>Entre janeiro e dezembro deste ano, foram financiadas aquisi\u00e7\u00f5es e constru\u00e7\u00f5es de 341,5 mil im\u00f3veis, recuo de 36,6% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2014.<\/p>\n<p><strong>Previs\u00e3o de nova queda em 2016<\/strong><br \/>A proje\u00e7\u00e3o para 2016 da Abecip \u00e9 que os recursos somem R$ 60 bilh\u00f5es para o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio (queda de 20,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2015), segundo Abreu Filho, &#8220;em um cen\u00e1rio de economia em recess\u00e3o, queda de confian\u00e7a, falta de consenso pol\u00edtico e necessidades de reformas&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Inadimpl\u00eancia cresce<\/strong><br \/>A inadimpl\u00eancia ficou em 1,9% em 2015, ante 1,4% no ano anterior. A Abecip considera inadimpl\u00eancia quando h\u00e1 mais de tr\u00eas presta\u00e7\u00f5es em atraso. O \u00edndice come\u00e7ou a cair abaixo de 2% a partir de 2012, quando ficou em 1,8%.<\/p>\n<p>De acordo com Abreu Filho, o aumento da inadimpl\u00eancia est\u00e1 ligado ao desemprego e ao n\u00edvel de confian\u00e7a das fam\u00edlias. \u201cMesmo as pessoas adimplentes que passaram a ter dificuldades em outras modalidades de cr\u00e9dito passaram a preocupar o setor imobili\u00e1rio. H\u00e1 cen\u00e1rios de car\u00eancias e extens\u00e3o do cr\u00e9dito, o consumidor quer pagar, ele quer ficar com a casa dele, \u00e9 o principal compromisso que ele assumiu, e os bancos est\u00e3o se preparando e v\u00e3o buscar novas solu\u00e7\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Novos x usados<\/strong><br \/>A aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis novos caiu 10% de 2014 a 2015. J\u00e1 a de im\u00f3veis usados recuou 50% no mesmo per\u00edodo. Segundo Abreu Filho, no mercado de usados, a decis\u00e3o de compra \u00e9 praticamente uma troca, e o consumidor est\u00e1 menos confiante para fechar neg\u00f3cio, al\u00e9m de haver maior seletividade do agente financeiro na concess\u00e3o de cr\u00e9dito, fatores que explicariam a maior retra\u00e7\u00e3o. J\u00e1 no caso dos novos, boa parte foi adquirida na planta, ou seja, trata-se de uma decis\u00e3o antiga.<\/p>\n<p><strong>FGTS x poupan\u00e7a<\/strong><br \/>Os empr\u00e9stimos com uso do FGTS cresceram mais de 30% em 2015, inversamente \u00e0s concess\u00f5es com recursos da poupan\u00e7a SBPE: em 2014 foram financiadas 465 mil unidades e em 2015, 603 mil. J\u00e1 as aquisi\u00e7\u00f5es com financiamentos usando recursos da poupan\u00e7a caiu 37% &#8211; de 538 mil unidades em 2014 para 342 mil unidades em 2015. Segundo Abreu Filho, a redu\u00e7\u00e3o dos financiamentos do SBPE foi parcialmente compensada pela eleva\u00e7\u00e3o dos empr\u00e9stimos com o uso do FGTS.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o dos recursos da poupan\u00e7a limitou o fundo para o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio SBPE. De acordo com o presidente da Abecip, o saldo de poupan\u00e7a deve se encontrar pela primeira vez com o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio do SBPE.<\/p>\n<p>O Banco Central tomou as primeiras medidas para manter o mercado aquecido, segundo Abreu Filho, como a altera\u00e7\u00e3o no compuls\u00f3rio da poupan\u00e7a para dar f\u00f4lego ao setor, com incremento de R$ 22,5 bilh\u00f5es no mercado. Desse total, agentes financeiros usaram R$ 15 bilh\u00f5es em 2015.<\/p>\n<p>Fonte: Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O volume de empr\u00e9stimos para aquisi\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis caiu 33% no ano passado, na compara\u00e7\u00e3o com 2014. 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