{"id":17939,"date":"2016-01-27T08:09:40","date_gmt":"2016-01-27T10:09:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=17939"},"modified":"2016-01-26T18:53:36","modified_gmt":"2016-01-26T20:53:36","slug":"cobranca-extra-na-conta-de-energia-deve-cair-a-partir-de-fevereiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cobranca-extra-na-conta-de-energia-deve-cair-a-partir-de-fevereiro\/","title":{"rendered":"Cobran\u00e7a extra na conta de energia deve cair a partir de fevereiro"},"content":{"rendered":"<p>O sistema de bandeiras tarif\u00e1rias, que aplica uma cobran\u00e7a extra nas contas de luz quando est\u00e1 mais caro produzir energia no pa\u00eds, ter\u00e1 mudan\u00e7as a partir de fevereiro. As altera\u00e7\u00f5es foram aprovadas nesta ter\u00e7a-feira (26) pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) e a principal delas \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um novo patamar de cobran\u00e7a.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o deve levar a um barateamento das contas de luz a partir de 1\u00ba de fevereiro. Isso porque o valor da tarifa extra a ser paga pelos consumidores (bandeira vermelha) deve cair dos atuais R$ 4,50 para R$ 3,00 a cada 100 killowatts-hora (kWh) de energia consumidos.<\/p>\n<p><strong>O que muda?<\/strong><br \/><span><span>A Aneel decidiu nesta ter\u00e7a que, a partir de fevereiro, a bandeira vermelha passar\u00e1 a ser dividida em dois patamares: um mais barato, com cobran\u00e7a extra de R$ 3,00 para cada 100 kWh, e outro mais caro, que mant\u00e9m o valor de R$ 4,50 por 100 kWh consumidos.<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p>O sistema hoje tem tr\u00eas patamares, representados pelas bandeiras verde, amarela e vermelha. Na verde, n\u00e3o h\u00e1 custo adicional e, portanto, os consumidores n\u00e3o pagam nada a mais. A amarela significa que houve algum aumento no custo para gerar energia e, a vermelha, que esse custo de produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito alto.<\/p>\n<p>Na decis\u00e3o desta ter\u00e7a, a Aneel tamb\u00e9m decidiu reduzir, em 40%, o valor da tarifa adicional da bandeira amarela: de R$ 2,50 para R$ 1,50.<\/p>\n<p><strong>Por que a cobran\u00e7a dever\u00e1 cair em fevereiro?<\/strong><br \/>O que define quando uma ou outra entra em vigor \u00e9 o custo da energia produzida pelas termel\u00e9tricas (usinas movidas a combust\u00edvel) em opera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. O patamar mais caro da bandeira vermelha (R$ 4,50) ser\u00e1 aplicado se esse custo for igual ou superior a R$ 610 para cada megawatt-hora (MWh) produzido.<\/p>\n<p>De acordo com o relator do processo na Aneel, diretor Andr\u00e9 Pepitone, hoje a termel\u00e9trica mais cara em opera\u00e7\u00e3o tem custo de R$ 600 para cada MWh produzido. Se essa situa\u00e7\u00e3o continuar assim, a partir de fevereiro a taxa extra a ser aplicada nas contas de luz dos brasileiros ser\u00e1 a do primeiro patamar da bandeira vermelha, ou seja, R$ 3 para cada 100 kWh.<\/p>\n<p>Como hoje est\u00e3o sendo cobrados R$ 4,50, haveria uma redu\u00e7\u00e3o de 33% desconto do custo extra representado pelo acionamento da bandeira vermelha m\u00e1xima nas tarifas de energia.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o da bandeira que vigorar\u00e1 em fevereiro no pa\u00eds dever\u00e1 ser anunciada oficialmente pela Aneel nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p><strong>Bandeira amarela<\/strong><br \/>Pela nova regra definida pela Aneel, a bandeira amarela entrar\u00e1 em vigor caso as termel\u00e9tricas em opera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds tenham custo de produ\u00e7\u00e3o entre R$ 211,28 e R$ 422,56 para cada megawatt-hora.<\/p>\n<p>A bandeira amarela ainda n\u00e3o vigorou no pa\u00eds desde o in\u00edcio do regime de bandeiras.<\/p>\n<p>Se continuar chovendo forte \u2013 e n\u00edvel dos reservat\u00f3rios das principais hidrel\u00e9tricas do pa\u00eds continuar a subir -, existe a possibilidade que a bandeira das contas de luz fique amarela ainda neste ano.<\/p>\n<p><strong>Chuvas e termel\u00e9tricas<\/strong><br \/>Pepitone disse que as altera\u00e7\u00f5es no sistema de bandeiras se devem \u00e0 melhora no cen\u00e1rio do setor el\u00e9trico brasileiro, principalmente devido ao aumento das chuvas nos \u00faltimos meses e que vem garantindo a recupera\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios das principais hidrel\u00e9tricas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Entre 2012 e meados de 2015, a falta de chuvas levou a uma forte redu\u00e7\u00e3o no armazenamento dessas represas. E, para poupar \u00e1gua das hidrel\u00e9tricas, todas as termel\u00e9tricas dispon\u00edveis passaram a gerar energia.<\/p>\n<p>As termel\u00e9tricas, por\u00e9m, produzem energia mais cara, pois funcionam por meio da queima de combust\u00edveis como \u00f3leo, g\u00e1s e biomassa.<\/p>\n<p><strong>Sistema de bandeiras<\/strong><br \/>Em janeiro de 2015, entrou em vigor o sistema de bandeiras. Al\u00e9m de sinalizar ao consumidor qual o custo de produ\u00e7\u00e3o da energia, ele permite a cobran\u00e7a autom\u00e1tica de recursos para cobrir o aumento desses custos, por meio de um adicional na tarifa.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, sempre vigorou a bandeira vermelha. A partir de janeiro de 2015, ela gerou uma cobran\u00e7a extra de R$ 3. Mas logo em mar\u00e7o a Aneel reajustou o valor para R$ 5,50, devido ao aumento dos custos no setor el\u00e9trico.<\/p>\n<p>Em agosto, a bandeira vermelha caiu para R$ 4,50, j\u00e1 refletindo a melhora das chuvas e da situa\u00e7\u00e3o nos reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas. \u00c9 esse valor que vigora atualmente.<\/p>\n<p>Fonte: Portal G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sistema de bandeiras tarif\u00e1rias, que aplica uma cobran\u00e7a extra nas contas de luz quando est\u00e1 mais caro produzir energia no pa\u00eds, ter\u00e1 mudan\u00e7as a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17940,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-17939","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17939","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17939"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17939\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17941,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17939\/revisions\/17941"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17940"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}