{"id":17677,"date":"2015-12-28T12:20:56","date_gmt":"2015-12-28T14:20:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=17677"},"modified":"2015-12-28T12:20:56","modified_gmt":"2015-12-28T14:20:56","slug":"setor-portuario-do-am-projeta-673-mi-de-toneladas-de-cargas-ate-2042","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/setor-portuario-do-am-projeta-673-mi-de-toneladas-de-cargas-ate-2042\/","title":{"rendered":"Setor portu\u00e1rio do AM projeta 67,3 mi de toneladas de cargas at\u00e9 2042"},"content":{"rendered":"<p>O setor portu\u00e1rio no Amazonas deve movimentar 67,3 milh\u00f5es de toneladas de cargas at\u00e9 2042. A previs\u00e3o \u00e9 um dos indicadores da segunda vers\u00e3o do Plano Nacional de Log\u00edstica Portu\u00e1ria (PNLP). O quantitativo tamb\u00e9m incluiu movimenta\u00e7\u00f5es do setor em Santar\u00e9m, no Par\u00e1. O estudo foi divulgado pela Secretaria de Portos (SEP) na \u00faltima ter\u00e7a-feira (22).<\/p>\n<p>O estudo tem o objetivo de identificar o crescimento ou mesmo eventuais redu\u00e7\u00f5es na movimenta\u00e7\u00e3o de cargas e as mudan\u00e7as de tend\u00eancias em cada cluster portu\u00e1rio brasileiro, que s\u00e3o os conjuntos de portos e terminais privados geograficamente pr\u00f3ximos entre si.<\/p>\n<p>Segundo a SEP, foi utilizado como crit\u00e9rio principal o custo log\u00edstico da matriz de transportes e para obten\u00e7\u00e3o dos resultados algumas premissas foram adotadas: clusters portu\u00e1rios, tipos de navega\u00e7\u00e3o, proje\u00e7\u00e3o da demanda, natureza da carga e aloca\u00e7\u00e3o de cargas. Os resultados divulgados pelo Plano em 2015 t\u00eam por refer\u00eancia o ano-base 2014 e compreendem proje\u00e7\u00f5es de demanda at\u00e9 o ano de 2042.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o de demanda alocada de cargas para o conjunto de portos e terminais situados no Amazonas-Santar\u00e9m \u00e9 de aumento de 128,9%, nos pr\u00f3ximos 27 anos. O levantamento observou os resultados do ano passado, quando o mesmo cluster portu\u00e1rio registrou movimenta\u00e7\u00e3o de 29,4 milh\u00f5es de toneladas de cargas. A expectativa apontada no PNLP \u00e9 que esse volume atinja 38,5 milh\u00f5es de toneladas em 2020 e chegue a 49,6 milh\u00f5es em 2030. Ao final da proje\u00e7\u00e3o em 2042, o governo federal espera que o cluster Amazonas-Santar\u00e9m tenha uma demanda de 67,3 milh\u00f5es de toneladas de cargas.<\/p>\n<p>O granel s\u00f3lido agr\u00edcola (gr\u00e3os de soja, milho e outros) \u00e9 o tipo de carga que ter\u00e1 maior participa\u00e7\u00e3o da demanda projetada de movimenta\u00e7\u00e3o at\u00e9 2042. A previs\u00e3o \u00e9 que os gran\u00e9is s\u00f3lidos concentrem 31% da demanda nos portos e terminais na \u00e1rea do Amazonas-Santar\u00e9m (PA), seguido da carga conteneirizada (carga transportada em cont\u00eainer) com 28%. De acordo com o plano, as cargas de gran\u00e9is s\u00f3lidos minerais e gran\u00e9is l\u00edquidos combust\u00edveis ter\u00e3o participa\u00e7\u00e3o no fluxo de cargas de 22% e 17%, respectivamente. Granel l\u00edquido agr\u00edcola e carga geral ter\u00e3o cada um apenas 1% da demanda total.<\/p>\n<p>&#8220;O Cluster de Amazonas-Santar\u00e9m \u00e9 o que apresenta maior invers\u00e3o de tend\u00eancia. Atualmente, em ordem de representatividade, t\u00eam-se o granel s\u00f3lido mineral, granel l\u00edquido combust\u00edvel, cargas conteinerizadas e granel s\u00f3lido agr\u00edcola. Para 2042, a expectativa \u00e9 que os dois \u00faltimos figurem como as principais naturezas de carga, seguidos pelos dois primeiros. Essa invers\u00e3o \u00e9 desencadeada por obras de infraestrutura terrestre esperadas para abastecer esse cluster, que devem aumentar o volume de cargas conteinerizadas e granel s\u00f3lido agr\u00edcola movimentado por ele&#8221;, explicou a SEP.<\/p>\n<p><strong>Investimentos<\/strong><\/p>\n<p>O PNLP prev\u00ea um total de investimentos de R$ 51,28 bilh\u00f5es, dos quais R$ 4,26 bilh\u00f5es s\u00e3o p\u00fablicos e o restante (R$ 47,2 bilh\u00f5es) \u00e9 privado. Os recursos devem gerar capacidade de movimenta\u00e7\u00e3o de 678,2 milh\u00f5es de toneladas de carga por ano no Brasil. Os investimentos previstos para a Regi\u00e3o Norte s\u00e3o de R$ 6,9 bilh\u00f5es, de acordo com a Secretaria de Portos.<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato das Empresas de Navega\u00e7\u00e3o Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Claudomiro Carvalho Filho, disse que a realiza\u00e7\u00e3o de estudos e levantamentos s\u00e3o positivos para direcionar os investimentos. Entretanto, ele enfatizou que o PNLP mostra o crescimento significativo da movimenta\u00e7\u00e3o de cargas, mas que pode n\u00e3o ser concretizado se n\u00e3o houver infraestrutura portu\u00e1ria adequada.<\/p>\n<p>&#8220;Temos uma car\u00eancia de infraestrutura portu\u00e1ria na Regi\u00e3o Norte, apesar de ser uma rota importante do transporte aquavi\u00e1rio brasileiro. O Amazonas precisa de mais investimentos em portos. Atualmente, os investimentos est\u00e3o sendo feitos pelo setor privado com a constru\u00e7\u00e3o de Terminas de Uso Privativos (TUPs) e Esta\u00e7\u00f5es de Transbordo de Carga (ETCs).<\/p>\n<p>A demanda de cargas existe e esse estudo projeta crescimento do volume de carga. Por\u00e9m, a infraestrutura portu\u00e1ria precisa acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da demanda, principalmente para oferecer melhor qualidade do transporte fluvial de passageiros tamb\u00e9m&#8221;, ressaltou o presidente do Sindarma.<\/p>\n<p>Fonte: G1 AM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor portu\u00e1rio no Amazonas deve movimentar 67,3 milh\u00f5es de toneladas de cargas at\u00e9 2042. 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