{"id":17616,"date":"2015-12-23T08:05:54","date_gmt":"2015-12-23T10:05:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=17616"},"modified":"2015-12-21T13:08:38","modified_gmt":"2015-12-21T15:08:38","slug":"licitacao-para-exploracao-de-petroleo-e-gas-no-acre-e-suspensa-pela-justica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/licitacao-para-exploracao-de-petroleo-e-gas-no-acre-e-suspensa-pela-justica-2\/","title":{"rendered":"Licita\u00e7\u00e3o para explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s no acre \u00e9 suspensa pela Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a Federal determinou a suspens\u00e3o da licita\u00e7\u00e3o realizada pela Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP) para explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de folhelho, tamb\u00e9m chamado de g\u00e1s de xisto, na regi\u00e3o do Vale do Juru\u00e1, entre os estados do Acre e Amazonas. A decis\u00e3o foi anunciada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, autor da a\u00e7\u00e3o, nesta \u00faltima quarta-feira (16). A decis\u00e3o ainda cabe recurso.<\/p>\n<p>Em nota, a Petrobras informou que foi notificada da a\u00e7\u00e3o e tomar\u00e1 as medidas judiciais cab\u00edveis.<\/p>\n<p>Segundo o MPF-AC, a \u201clicita\u00e7\u00e3o promovida pela ANP, continha, desde o seu princ\u00edpio, at\u00e9 a outorga do contrato firmado com a PETROBR\u00c1S, graves ilegalidades tanto do ponto de vista ambiental, quanto social\u201d.<\/p>\n<p>Em sua decis\u00e3o, o juiz Jo\u00e3o Paulo Morretti teria, de acordo com o MPF, dito que \u00e9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o os estudos que sugeririam diversos tipos de preju\u00edzo \u00e0s popula\u00e7\u00f5es e ao meio ambiente na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda segundo o MPF, a Petrobras deve suspender em um prazo de at\u00e9 10 dias toda e qualquer a\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, entre atividades de explora\u00e7\u00e3o e sobrevoos, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Uni\u00e3o e a Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP), que tamb\u00e9m s\u00e3o citadas na a\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m n\u00e3o poder\u00e3o realizar qualquer licita\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos na bacia sedimentar do Acre, at\u00e9 que seja realizada a Avalia\u00e7\u00e3o Ambiental da \u00c1rea Sedimentar (AAAS).<\/p>\n<p>O G1 entrou em contato com a Advocacia Geral da Uni\u00e3o (AGU) e ANP, mas n\u00e3o obteve resposta at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria.<\/p>\n<p><strong>Entenda o caso<\/strong><\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal do Acre (MPF-AC) quer anular a licita\u00e7\u00e3o realizada pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) para a explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de folhelho, tamb\u00e9m chamado de g\u00e1s de xisto, na regi\u00e3o do Vale do Juru\u00e1, entre os estados do Acre e Amazonas. Segundo o MPF-AC, n\u00e3o foi levado em conta o &#8220;imenso impacto causado pela atividade de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, povoada por comunidades ind\u00edgenas e tradicionais&#8221;.<\/p>\n<p>AO MPF-AC tamb\u00e9m pede a condena\u00e7\u00e3o definitiva da Uni\u00e3o, da ANP, e Petrobras ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o em valor n\u00e3o inferior a cinquenta vezes o \u201cb\u00f4nus de assinatura pago pelo concession\u00e1rio\u201d, de R$ 14,75 milh\u00f5es em danos morais coletivos em favor das comunidade tradicionais locais.<\/p>\n<p>Segundo o MPF, &#8220;essa indeniza\u00e7\u00e3o decorre do desrespeito aos termos da Conven\u00e7\u00e3o 169\/OIT, considerando que a escolha pol\u00edtica para a explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos, na regi\u00e3o n\u00e3o contou com a participa\u00e7\u00e3o dessas comunidades e vem se desenvolvendo contra a vontade delas&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: G1 AC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a Federal determinou a suspens\u00e3o da licita\u00e7\u00e3o realizada pela Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP) para explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de folhelho, tamb\u00e9m chamado de g\u00e1s&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":17617,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-17616","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17616","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17616"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17616\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17618,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17616\/revisions\/17618"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17617"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}