{"id":17579,"date":"2015-12-21T09:45:13","date_gmt":"2015-12-21T11:45:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=17579"},"modified":"2015-12-21T09:45:13","modified_gmt":"2015-12-21T11:45:13","slug":"os-motivos-que-levaram-itajai-a-perder-o-posto-de-1a-economia-de-santa-catarina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/os-motivos-que-levaram-itajai-a-perder-o-posto-de-1a-economia-de-santa-catarina\/","title":{"rendered":"Os motivos que levaram Itaja\u00ed a perder o posto de 1\u00aa economia de Santa Catarina"},"content":{"rendered":"<p>Contrariando as expectativas em Itaja\u00ed, a cidade foi ultrapassada por Joinville no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) por munic\u00edpios divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE. Mudan\u00e7as na metodologia de an\u00e1lise de dados levaram de volta a cidade do Norte do Estado a ocupar o posto de maior economia de Santa Catarina, com Itaja\u00ed ocupando o segundo lugar. Os resultados correspondem a 2013.<\/p>\n<p>O que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a inesperada queda no valor do PIB de Itaja\u00ed: passou de R$ 19,4 bilh\u00f5es em 2012 (dado divulgado no ano passado) para R$ 15,3 bilh\u00f5es. Joinville, por sua vez, cresceu de R$ 18,2 para 21,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A metodologia nova tamb\u00e9m explica a diferen\u00e7a. De acordo com o novo modelo de an\u00e1lise, Itaja\u00ed teria n\u00e3o R$ 19, mas R$ 13,6 bilh\u00f5es de PIB em 2012 e ficado em terceiro lugar _ e n\u00e3o em primeiro. Nesse caso, pode-se afirmar que o \u00edndice n\u00e3o s\u00f3 cresceu, mas a cidade tamb\u00e9m ganhou uma posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como 2013 havia sido um bom ano para a economia de Itaja\u00ed, esperava-se que a cidade se mantivesse no topo e pudesse perder posi\u00e7\u00e3o a partir do ano seguinte, devido a mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o e ao in\u00edcio da crise no Porto de Itaja\u00ed. Era o que dizia na quinta-feira \u00e0 tarde o secret\u00e1rio da Fazenda do munic\u00edpio, Marcos Andrade, ainda sem saber do resultado:<\/p>\n<p>_ 2013 foi um ano positivo _ afirmou, lembrando, entretanto, que a cidade teve uma perda importante naquele ano com a transfer\u00eancia de uma grande empresa de produtos qu\u00edmicos para S\u00e3o Francisco do Sul, que teve impacto na arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenha sido lembrado pelo secret\u00e1rio, \u00e9 poss\u00edvel que o fim da guerra fiscal entre os portos tenha impactado tamb\u00e9m nos resultados. A partir de janeiro de 2013 importa\u00e7\u00f5es feitas em todo o territ\u00f3rio nacional, levadas de um Estado para outro, passaram a ser taxadas em 4% _ sem possibilidade de novos incentivos fiscais.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, Santa Catarina oferecia pagamento de 3,4% de imposto e cr\u00e9dito extra para o importador de 12%, o que havia atra\u00eddo empresas de com\u00e9rcio exterior. O resultado \u00e9 que muitas importavam atrav\u00e9s dos portos catarinenses e depois enviavam a carga para o Sudeste, por exemplo, por via rodovi\u00e1ria. Algumas delas migraram para outros locais, especialmente Santos (SP), depois de terem perdido o benef\u00edcio.<\/p>\n<p><strong>Mar\u00e9 de crise<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente Itaja\u00ed sofre com a queda de movimenta\u00e7\u00e3o no porto, decorrente do novo marco regulat\u00f3rio, que engessou a\u00e7\u00f5es e facilitou a concorr\u00eancia dos portos privados, e tem sofrido uma s\u00e9rie de cortes na arrecada\u00e7\u00e3o decorrentes da falta de representatividade pol\u00edtica _ \u00e9 o caso da lei estadual que transfere a maior fatia de retorno de ICMS aos munic\u00edpios produtores, em detrimento dos portu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Enquanto a preocupa\u00e7\u00e3o foi gerar riqueza, perdemos feio em representatividade. A queda de posi\u00e7\u00f5es \u00e9 consequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio Catarinense\/Dagmara Spautz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contrariando as expectativas em Itaja\u00ed, a cidade foi ultrapassada por Joinville no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) por munic\u00edpios divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":6660,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-17579","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17579"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17579\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17581,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17579\/revisions\/17581"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6660"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}