{"id":17434,"date":"2015-12-14T13:50:04","date_gmt":"2015-12-14T15:50:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=17434"},"modified":"2015-12-14T13:50:04","modified_gmt":"2015-12-14T15:50:04","slug":"brasil-fica-em-75o-no-ranking-do-idh-atras-do-sri-lanka","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/brasil-fica-em-75o-no-ranking-do-idh-atras-do-sri-lanka\/","title":{"rendered":"Brasil fica em 75\u00ba no ranking do IDH, atr\u00e1s do Sri Lanka"},"content":{"rendered":"<p>Depois de escalar tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es entre 2009 e 2014, o Brasil desceu um degrau no ranking do \u00cdndice do Desenvolvimento Humano (IDH) deste ano, que ser\u00e1 divulgado nesta segunda-feira, 14, pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).<\/p>\n<p>Ultrapassado pelo Sri Lanka &#8211; ilha ao sul da \u00cdndia com cerca de 21 milh\u00f5es de habitantes, que teve crescimento mais acelerado -, o Pa\u00eds ficou em 75\u00ba lugar, entre 188 na\u00e7\u00f5es e territ\u00f3rios reconhecidos pela ONU. Levando em conta indicadores como expectativa de vida, tempo de escolaridade e renda, o IDH brasileiro ficou em 0,755 &#8211; um leve aumento em rela\u00e7\u00e3o a 2013, quando registrou 0,752, mas insuficiente para evitar a queda na lista. O Brasil, por\u00e9m, segue enquadrado entre os pa\u00edses da categoria de Alto Desenvolvimento Humano, junto com M\u00e9xico, Uruguai, Venezuela e Cuba, que est\u00e3o mais bem colocados.<\/p>\n<p>Dos 188 pa\u00edses, 45 conseguiram aumentar o \u00edndice em compara\u00e7\u00e3o com o \u00faltimo relat\u00f3rio, no ano passado. Sete deles est\u00e3o na Am\u00e9rica Latina. Entre os que ca\u00edram, como o Brasil, outros dez s\u00e3o do mesmo continente. O \u00edndice \u00e9 desenvolvido h\u00e1 24 anos pelo Pnud, e, quanto mais pr\u00f3ximo de 1, melhor a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Noruega, a primeira colocada, tem \u00edndice de 0,944. O pior indicador foi novamente do N\u00edger, na \u00c1frica: 0,348.<\/p>\n<p>Segundo os dados, a expectativa de vida do brasileiro \u00e9 de 74,5 anos e a m\u00e9dia de anos de estudo \u00e9 de 7,7 &#8211; ambos indicadores aumentaram em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, quando eram, respectivamente, 74,2 e 7,4. Por\u00e9m, a renda per capita caiu de US$ 15.288 para US$ 15.175.<\/p>\n<p>As discrep\u00e2ncias na expectativa de vida, na educa\u00e7\u00e3o e na renda da popula\u00e7\u00e3o brasileira fazem com que o IDH do pa\u00eds sofra uma perda de 26,3% quando ajustado \u00e0 desigualdade. &#8220;Um pa\u00eds pode ter um \u00cdndice de Desenvolvimento Humano alt\u00edssimo, mas se \u00e9 muito desigual, isso vale menos&#8221;, explica a coordenadora nacional do relat\u00f3rio, Andr\u00e9a Bolzon, que prev\u00ea a possibilidade de que o relat\u00f3rio do ano que vem j\u00e1 reflita os impactos da crise pela qual o Pa\u00eds atravessa atualmente.<\/p>\n<p><strong>Bolsa fam\u00edlia e PAC<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio de 272 p\u00e1ginas menciona o Brasil dez vezes. Em tr\u00eas delas, a refer\u00eancia \u00e9 ao Bolsa Fam\u00edlia, programa social do governo federal lan\u00e7ado no ano de 2003. O documento afirma que, &#8220;apesar das preocupa\u00e7\u00f5es iniciais de que a transfer\u00eancia de renda poderia causar decl\u00ednio nas taxas de emprego, a experi\u00eancia tem sido encorajadora&#8221; e &#8220;pode ser replicada em outras partes do mundo&#8221;.<\/p>\n<p>O documento destaca que desde seu lan\u00e7amento, o programa permitiu que cinco milh\u00f5es de pessoas deixassem de viver na pobreza extrema, e at\u00e9 2009 havia conseguido reduzir a taxa de pobreza em cerca de oito pontos porcentuais.<\/p>\n<p>O Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) tamb\u00e9m \u00e9 citado como uma iniciativa que poderia reduzir a desigualdade de oportunidades. &#8220;Com os incentivos corretos, o setor privado pode ser induzido a cumprir um papel importante na constru\u00e7\u00e3o de infraestrutura f\u00edsica. Esses investimentos v\u00e3o imediatamente criar trabalho para trabalhadores pouco qualificados.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O tema central do relat\u00f3rio neste ano \u00e9 &#8220;O Trabalho como Motor do Desenvolvimento Humano&#8221;, uma rela\u00e7\u00e3o que nem sempre \u00e9 autom\u00e1tica: no mundo inteiro, h\u00e1 168 milh\u00f5es de crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil, 21 milh\u00f5es de pessoas submetidas ao trabalho escravo e 30 milh\u00f5es de empregados em setores que oferecem riscos, como os trabalhos em minas.<\/p>\n<p>Mais: 830 milh\u00f5es s\u00e3o trabalhadores pobres, ou seja, trabalham, mas vivem com menos de US$ 2 por dia.<\/p>\n<p>Do levantamento com \u00edndices oficiais dos 188 pa\u00edses, concluiu-se que mais de 204 milh\u00f5es est\u00e3o desempregados. Os jovens respondem por 36% do total.<\/p>\n<p>Apesar desses indicativos, o relat\u00f3rio afirma que, nos \u00faltimos 25 anos, &#8220;gra\u00e7as \u00e0 melhoria nas \u00e1reas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o da pobreza extrema&#8221;, 2 bilh\u00f5es de pessoas deixaram os baixos n\u00edveis de desenvolvimento humano no mundo.<\/p>\n<p>Fonte: Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de escalar tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es entre 2009 e 2014, o Brasil desceu um degrau no ranking do \u00cdndice do Desenvolvimento Humano (IDH) deste ano, que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":4679,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-17434","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17434","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17434"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17434\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17435,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17434\/revisions\/17435"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4679"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}