{"id":17427,"date":"2015-12-14T10:44:31","date_gmt":"2015-12-14T12:44:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=17427"},"modified":"2015-12-14T10:44:31","modified_gmt":"2015-12-14T12:44:31","slug":"aposta-na-area-de-construcao-naval-frustra-japoneses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/aposta-na-area-de-construcao-naval-frustra-japoneses\/","title":{"rendered":"Aposta na \u00e1rea de constru\u00e7\u00e3o naval frustra japoneses"},"content":{"rendered":"<p>Entre os principais investimentos de empresas do Jap\u00e3o no Brasil, o mais complicado est\u00e1 na \u00e1rea de constru\u00e7\u00e3o naval, fortemente impactada pela crise da Petrobras pela Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato. As japonesas IHI , Kawasaki e Mitsubishi investiram no total R$ 1 bilh\u00e3o nos estaleiros Atl\u00e2ntico Sul (PE), Enseada (BA) e Rio Grande (RS).<\/p>\n<p>O maior problema dos tr\u00eas estaleiros \u00e9 a derrocada da Sete Brasil, empresa criada por uma associa\u00e7\u00e3o da Petrobras com institui\u00e7\u00f5es financeiras, fundos de pens\u00e3o e o fundo FI-FGTS para encomendar em estaleiros nacionais 29 sondas de perfura\u00e7\u00e3o para a \u00e1rea do pr\u00e9-sal ao custo de US$ 30 bilh\u00f5es. As sondas seriam constru\u00eddas entre 2014 e 2018 e 28 delas seriam alugadas \u00e0 Petrobras a valores em torno de US$ 450 mil por dia.<\/p>\n<p>Um cons\u00f3rcio de bancos (Banco do Brasil, Caixa, Ita\u00fa, Bradesco e Santander) emprestou US$ 3,6 bilh\u00f5es \u00e0 Sete Brasil na expectativa de receber quando o BNDES liberasse o empr\u00e9stimo de longo prazo para a empresa. Vieram a queda dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo e dos equipamentos de perfura\u00e7\u00e3o, a crise da Petrobras e a Lava-Jato. A Petrobras n\u00e3o aceitou pagar os alugueis originais, muito acima do valor de mercado, desistiu de pelo menos nove unidades e o BNDES recusou conceder o financiamento a longo prazo. A Sete Brasil entrou em crise e, com ela, os estaleiros que deixaram de receber valores pactuados.<\/p>\n<p>Das 29 sondas, sete seriam feitas no Atl\u00e2ntico Sul, seis no Enseada e tr\u00eas no Rio Grande.<\/p>\n<p>Por falta de pagamento por parte da Sete Brasil, as obras do estaleiro Enseada, na Bahia, do qual a Kawasaki tem 30% (o restante foi dividido entre os grupos Odebrecht, OAS e UTC) foram paralisadas no come\u00e7o do ano, quando 82% j\u00e1 estavam prontas e R$ 2,7 milh\u00f5es dos R$ 3,2 bilh\u00f5es previstos j\u00e1 tinham sido investidos, informa o diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais e de Sustentabilidade da empresa, Humberto Rangel. Segundo ele, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de retomada.<\/p>\n<p>Dados do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Constru\u00e7\u00e3o Naval (Sinaval) indicam que cinco petroleiros do Atl\u00e2ntico Sul foram entregues entre maio de 2012 e maio deste ano. Diante da crise financeira da Petrobras, n\u00e3o \u00e9 certo que o restante da encomenda de navios seja mantido. Em fevereiro o Atl\u00e2ntico Sul rompeu o contrato das sondas da Sete Brasil dada a inadimpl\u00eancia de US$ 125 milh\u00f5es da contratante. Al\u00e9m do cons\u00f3rcio liderado pela IHI (33,3% do capital), o estaleiro de Pernambuco tem como s\u00f3cios a Camargo Corr\u00eaa e a Queir\u00f3z Galv\u00e3o. J\u00e1 no Rio Grande, que tem 30% de capital japon\u00eas e 70% da Engevix, tr\u00eas das oito sondas previstas foram deslocadas para estaleiros no exterior.<\/p>\n<p>Um grupo de trabalho criado por press\u00e3o dos s\u00f3cios japoneses examina a situa\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas estaleiros, mas o clima \u00e9 de total incerteza com rela\u00e7\u00e3o ao futuro.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico\/Chico Santos | De S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os principais investimentos de empresas do Jap\u00e3o no Brasil, o mais complicado est\u00e1 na \u00e1rea de constru\u00e7\u00e3o naval, fortemente impactada pela crise da Petrobras&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":6721,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-17427","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17427","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17427"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17427\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17428,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17427\/revisions\/17428"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6721"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17427"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17427"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17427"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}