{"id":17421,"date":"2015-12-14T10:37:38","date_gmt":"2015-12-14T12:37:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=17421"},"modified":"2015-12-14T10:56:39","modified_gmt":"2015-12-14T12:56:39","slug":"queda-das-importacoes-contribuira-para-saldo-comercial-dobrar-em-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/queda-das-importacoes-contribuira-para-saldo-comercial-dobrar-em-2016\/","title":{"rendered":"Queda das importa\u00e7\u00f5es contribuir\u00e1 para saldo comercial dobrar em 2016"},"content":{"rendered":"<p>O super\u00e1vit comercial dever\u00e1 dobrar no ano que vem. Embora o aumento pare\u00e7a positivo, ele esconde uma realidade perversa: o saldo tende a ser constru\u00eddo mais pela queda intensa das importa\u00e7\u00f5es do que pelo aumento expressivo das exporta\u00e7\u00f5es. Nas previs\u00f5es dos analistas consultados pelo relat\u00f3rio Focus, organizado pelo Banco Central, o super\u00e1vit do com\u00e9rcio brasileiro dever\u00e1 aumentar de US$ 15 bilh\u00f5es para US$ 31 bilh\u00f5es entre 2015 e 2016.<\/p>\n<p>O quadro, portanto, dever\u00e1 repetir o cen\u00e1rio deste ano. As importa\u00e7\u00f5es est\u00e3o diminuindo e dever\u00e3o continuar nessa trajet\u00f3ria por causa da recess\u00e3o brasileira, a mais intensa desde 1990. Em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) dever\u00e1 recuar quase 4% e, no ano que vem, a queda estimada \u00e9 de 3%. Com o recuo na atividade, a demanda por produtos importados, sobretudo os manufaturados, diminui.<\/p>\n<p>&#8220;A recess\u00e3o vai continuar, a inadimpl\u00eancia e o desemprego v\u00e3o subir&#8221;, afirma Jos\u00e9 Augusto de Castro, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB). &#8220;Com todo esse cen\u00e1rio, a demanda deve cair&#8221;, diz. Entre janeiro e novembro, as importa\u00e7\u00f5es recuaram 23,1%, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras tamb\u00e9m est\u00e3o em queda, e n\u00e3o dever\u00e3o se recuperar com for\u00e7a no ano que vem &#8211; neste ano, o recuo ser\u00e1 de 14,9%. O Pa\u00eds tem sofrido com a menor cota\u00e7\u00e3o das commodities &#8211; 46% da pauta de exporta\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 de produtos b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>&#8220;No ano que vem, os pre\u00e7os das exporta\u00e7\u00f5es ainda devem estar em baixa. Se houver uma recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 nada substancial&#8221;, afirma Gabriela Szini, economista da Tend\u00eancias Consultoria Integrada. &#8220;O que deve conduzir a melhora no resultado da balan\u00e7a de 2016 \u00e9 fundamentalmente o desempenho das importa\u00e7\u00f5es e o aumento do quantum (quantidade) de exporta\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Na proje\u00e7\u00e3o da Tend\u00eancias, o saldo comercial ser\u00e1 positivo em US$ 16 bilh\u00f5es em 2015 e chegar\u00e1 a US$ 33 bilh\u00f5es no ano que vem.<\/p>\n<p>O quadro da exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 cr\u00edtico porque os tr\u00eas principais produtos b\u00e1sicos brasileiros comercializados &#8211; min\u00e9rio, soja e \u00f3leo bruto de petr\u00f3leo &#8211; est\u00e3o com forte queda nos pre\u00e7os. Um levantamento da Funda\u00e7\u00e3o Centro de Estudos do Com\u00e9rcio Exterior (Funcex) mostra que, entre janeiro e novembro de 2014, o montante obtido com esses produtos foi de R$ 61,9 bilh\u00f5es. Neste ano, ela \u00e9 de R$ 44,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2015, a maior retra\u00e7\u00e3o no valor dos produtos foi apurada no \u00f3leo bruto de petr\u00f3leo (48,5%), seguido pelo min\u00e9rio de ferro (23,4%) e soja (23,4%). &#8220;O Brasil fica atrelado a um pre\u00e7o de mercado, negociado em Bolsa&#8221;, diz Daiane Santos, economista da Funcex. &#8220;O total exportado est\u00e1 caindo muito porque a queda dos pre\u00e7os desses tr\u00eas produtos foi muito acima da m\u00e9dia&#8221;, afirma Daiane.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o dos produtos b\u00e1sicos pode ser explicada pela desacelera\u00e7\u00e3o da China, grande demandante de commodities. O crescimento da economia chinesa dever\u00e1 ficar em 7% neste ano, abaixo do resultado apurado em anos passados. O gigante asi\u00e1tico tamb\u00e9m enfrenta um processo de transi\u00e7\u00e3o: o modelo de crescimento deixou de ter como base a constru\u00e7\u00e3o civil e a ind\u00fastria e passou para o setor de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>No caso do min\u00e9rio de ferro e do petr\u00f3leo, o novo patamar dos pre\u00e7os tamb\u00e9m reflete o aumento da oferta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda global.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileira de manufaturados tamb\u00e9m n\u00e3o reagiram como se esperava com a valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar ante o real &#8211; neste ano, o avan\u00e7o da moeda americana \u00e9 de 45,91%.<\/p>\n<p>Entre janeiro e novembro, as exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados recuou 9,8% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2014. &#8220;Em 2016, deve ocorrer alguma recupera\u00e7\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o de manufaturados, mas nada excepcional&#8221;, diz Castro, da AEB. &#8220;Ser\u00e1 uma surpresa se ocorrer uma mudan\u00e7a excepcional.&#8221; As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>Fonte: ESTAD\u00c3O conte\u00fado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O super\u00e1vit comercial dever\u00e1 dobrar no ano que vem. 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