{"id":16901,"date":"2015-12-01T10:50:51","date_gmt":"2015-12-01T12:50:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=16901"},"modified":"2015-12-01T20:56:17","modified_gmt":"2015-12-01T22:56:17","slug":"obras-prioritarias-como-ferrovia-hidrovia-e-porto-traria-economia-de-ate-30-com-logistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/obras-prioritarias-como-ferrovia-hidrovia-e-porto-traria-economia-de-ate-30-com-logistica\/","title":{"rendered":"Obras priorit\u00e1rias como ferrovia, hidrovia e porto traria economia de at\u00e9 30% com log\u00edstica"},"content":{"rendered":"<p>O uso de ferrovia e hidrovia poderia proporcionar uma economia de 30% para os produtores do oeste baiano. E \u00e9 justamente para reduzir custos e aumentar a competitividade de seus produtos que os agricultores da regi\u00e3o resolveram acompanhar de perto as obras de infraestrutura prometidas h\u00e1 anos pelo governo federal para o Nordeste. As obras consideradas priorit\u00e1rias pelos produtores do oeste baiano s\u00e3o a Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o Oeste Leste (Fiol); o Porto Sul, em Ilh\u00e9us; a Ferrovia Transnordestina; a Hidrovia do S\u00e3o Francisco; e as BRs 242, 020 e 135.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas semanas, o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Julio C\u00e9zar Busato, participou de uma reuni\u00e3o com o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Casimiro Silveira, e o presidente da C\u00e2mara Tem\u00e1tica de Infraestrutura e Log\u00edstica do Minist\u00e9rio da Agricultura (Mapa), Edeon Vaz Ferreira, para tratar do assunto.<\/p>\n<p>Busato foi a Bras\u00edlia representando o Instituto Pensar Agro (IPA), que re\u00fane 38 associa\u00e7\u00f5es de produtores de todo o Brasil, cuja sede serviu de local do encontro. Ele \u00e9 coordenador de log\u00edstica e transporte da entidade. &#8220;Quis saber em que p\u00e9 est\u00e3o as obras e o que a Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria (FPA) pode fazer para ajudar&#8221;, resume.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o para o atraso nas obras, de acordo com o Dnit, foi o corte de dois ter\u00e7os do or\u00e7amento mensal do \u00f3rg\u00e3o. &#8220;Foi necess\u00e1rio reduzir o volume de execu\u00e7\u00e3o dos contratos de constru\u00e7\u00e3o em 45%, e de manuten\u00e7\u00e3o em 35%, a fim de adequ\u00e1-los aos cortes or\u00e7ament\u00e1rios e evitar a paralisa\u00e7\u00e3o de obras&#8221;, disse o diretor geral do Dnit, por meio de nota.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o em Bras\u00edlia gerou o compromisso de encontros mensais entre Mapa, Dnit e IPA. O objetivo \u00e9 acompanhar o andamento dessas obras e ir atualizando a Frente Parlamentar sobre a situa\u00e7\u00e3o, para que possa auxiliar esses projetos.<\/p>\n<p>O governo do estado tamb\u00e9m se comprometeu a pressionar Bras\u00edlia pelo andamento da Fiol. A ferrovia, pelo planejamento original, j\u00e1 deveria estar pronta h\u00e1 dois anos. &#8220;Estamos torcendo para que a economia do pa\u00eds melhore e as obras andem&#8221;, diz Julio Busato.<\/p>\n<p><strong>Competitividade<\/strong><\/p>\n<p>O presidente da Aiba explica que, como a regi\u00e3o n\u00e3o usa ferrovias e hidrovias para o transporte da produ\u00e7\u00e3o, essas obras n\u00e3o fazem falta para a log\u00edstica do agroneg\u00f3cio da regi\u00e3o. Mas, se estivessem conclu\u00eddas, representariam uma economia significativa para os produtores no escoamento das nove milh\u00f5es de toneladas de fibras e gr\u00e3os e um aumento da competitividade frente a outros mercados. &#8220;Somos teimosos e podemos aguentar eternamente. J\u00e1 estivemos pior, afinal a regi\u00e3o \u00e9 nova. S\u00f3 que outros pa\u00edses, mesmo os da \u00c1frica, est\u00e3o melhorando suas log\u00edsticas. Estamos ficando para tr\u00e1s. Essa \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma competi\u00e7\u00e3o desleal&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia dessas obras, em especial da Fiol, para o progresso da regi\u00e3o, j\u00e1 que t\u00eam potencial para atrair a ind\u00fastria e o com\u00e9rcio. &#8220;Ao contr\u00e1rio do que as pessoas pensam, o oeste da Bahia \u00e9 pobre. H\u00e1 bols\u00f5es de riqueza, sim. Mas h\u00e1 outros munic\u00edpios que s\u00e3o extremamente pobres&#8221;.<\/p>\n<p>O gasto com log\u00edstica de um produtor do oeste baiano \u00e9 quase quatro vezes maior que o de um norte-americano, compara Busato.<\/p>\n<p><strong>O impacto das obras no oeste<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fiol &#8211;<\/strong> A ferrovia, lan\u00e7ada em 2010, prometia transformar a Bahia em um novo corredor ferrovi\u00e1rio de exporta\u00e7\u00e3o. Segundo a Aiba apenas 12% dela est\u00e1 conclu\u00edda. A Fiol diminuiria o custo com o transporte da produ\u00e7\u00e3o e impulsionaria a ind\u00fastria e o com\u00e9rcio na regi\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Porto Sul<\/strong> &#8211; Parceria P\u00fablico-Privada (PPP), serviria para escoar gr\u00e3os, algod\u00e3o e fertilizantes, que chegariam pela Fiol. Busato estima que traria uma economia de 40% no transporte de algod\u00e3o. A \u00faltima proje\u00e7\u00e3o era de que ficasse pronto depois de 2014, mas, por enquanto, s\u00f3 tem a licen\u00e7a ambiental<\/p>\n<p><strong>Transnordestina &#8211;<\/strong> Lan\u00e7ada em 2006, a ferrovia que liga Piau\u00ed, Cear\u00e1 e Pernambuco deve ficar pronta s\u00f3 depois de 2017. A expectativa \u00e9 de que gere uma economia no envio de milho, caro\u00e7o de algod\u00e3o e soja para o Nordeste, principalmente para Cear\u00e1 e Pernambuco<\/p>\n<p><strong>Hidrovia do S\u00e3o Francisco &#8211; <\/strong>Se ela estivesse em funcionamento, proporcionaria uma economia de 30% no transporte dos gr\u00e3os da regi\u00e3o. Atualmente, est\u00e1 sendo feito o estudo de viabilidade t\u00e9cnica e econ\u00f4mica (EVTE)<\/p>\n<p><strong>BR 020 &#8211;<\/strong> O presidente da Aiba diz que falta asfaltar os 720 km que ligam Campo Alegre de Lourdes (PI) a Santa Rita de C\u00e1ssia (BA). O Dnit afirma que est\u00e1 em fase de desenvolvimento de projeto de pavimenta\u00e7\u00e3o no trecho de Campo Alegre de Lourdes \u00e0 divisa com Piau\u00ed<\/p>\n<p><strong>BR 135 &#8211;<\/strong> Liga S\u00e3o Desid\u00e9rio, no oeste, \u00e0 divisa da Bahia com Minas Gerais. Ser\u00e1 \u00fatil para enviar a produ\u00e7\u00e3o para o norte de Minas Gerais ou para estados do Nordeste<\/p>\n<p><strong>BR 242 &#8211;<\/strong> Liga Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es ao Tocantins. O Dnit informa que o trecho entre o entroncamento com a BA-460 e a divisa BA\/TO est\u00e1 em andamento<\/p>\n<p>Fonte: A Tarde\/Juliana Brito<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O uso de ferrovia e hidrovia poderia proporcionar uma economia de 30% para os produtores do oeste baiano. 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