{"id":13143,"date":"2015-07-01T09:18:20","date_gmt":"2015-07-01T12:18:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=13143"},"modified":"2015-07-01T09:18:20","modified_gmt":"2015-07-01T12:18:20","slug":"sete-brasil-e-estatal-assinam-reestruturacao-nesta-semana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/sete-brasil-e-estatal-assinam-reestruturacao-nesta-semana\/","title":{"rendered":"Sete Brasil e Estatal assinam reestrutura\u00e7\u00e3o nesta semana"},"content":{"rendered":"<p>A expectativa da Sete Brasil \u00e9 que a Petrobras assine at\u00e9 o fim desta semana o novo plano de neg\u00f3cios da empresa, que reduziu de 29 para 19 o n\u00famero de navios-sonda que ser\u00e3o produzidos. A formaliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel agora que a estatal finalizou e divulgou a revis\u00e3o de seu pr\u00f3prio plano de neg\u00f3cios &#8211; prioridade recente.<\/p>\n<p>O Valor apurou que a dire\u00e7\u00e3o da Petrobras havia dado o aval ao modelo de reestrutura\u00e7\u00e3o, j\u00e1 aprovado por acionistas e credores. Mas o novo plano ainda n\u00e3o tem a assinatura da estatal. O projeto prev\u00ea o t\u00e9rmino de 19 unidades, sendo que 15 ficam com a Sete.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s encontrar meios de readequar sua estrutura financeira, a Sete e o BTG Pactual, um de seus principais acionistas, trabalham numa inje\u00e7\u00e3o de capital no neg\u00f3cio. Investidores potenciais j\u00e1 sinalizaram com a disposi\u00e7\u00e3o de colocar US$ 1,2 bilh\u00e3o. Os recursos devem vir de novos s\u00f3cios, que n\u00e3o est\u00e3o nem na base de credores, nem de acionistas da Sete. O percentual que esse valor significa em participa\u00e7\u00e3o na Sete, por\u00e9m, \u00e9 mantido a sete-chaves &#8211; ponto crucial em negocia\u00e7\u00e3o. A expectativa de concluir a reestrutura\u00e7\u00e3o em outubro est\u00e1 mantida. Mas fonte envolvida com o projeto admite que a pris\u00e3o do empres\u00e1rio Marcelo Odebrecht, presidente do grupo que leva o nome da fam\u00edlia, no dia 15, trouxe ru\u00eddos \u00e0s conversas.<\/p>\n<p>A Odebrecht, al\u00e9m de contratada para operar quatro sondas, trabalha na constru\u00e7\u00e3o das unidades. Entre as justificativas para a pris\u00e3o do empres\u00e1rio, investigado pela Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e da Pol\u00edcia Federal, h\u00e1 um e-mail de 2011 com executivos do grupo discutindo condi\u00e7\u00f5es para construir as sondas. Na mensagem, eles tratam sobre cobrar &#8220;sobre-pre\u00e7o&#8221; de US$ 20 mil a US$ 25 mil dia por navio para oper\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Diante da delicadeza do tema e repercuss\u00e3o internacional da Lava-jato, a Sete fez at\u00e9 mesmo viagens para que as d\u00favidas fossem dissipadas pessoalmente. O entendimento de pessoas pr\u00f3ximas \u00e0 Sete &#8211; e apresentado aos potenciais investidores &#8211; corrobora a explica\u00e7\u00e3o da Odebrecht para a palavra &#8220;sobre-pre\u00e7o&#8221; &#8211; como margem de lucro.<\/p>\n<p>No novo plano da Sete Brasil, a Petrobras n\u00e3o deve mexer na tarifa que paga ao dia por navio em opera\u00e7\u00e3o &#8211; US$ 460 mil. Essa \u00e9 a \u00fanica receita que a companhia possui. Com essa tarifa, deve ser capaz de pagar sua estrutura empresarial, d\u00edvidas da constru\u00e7\u00e3o das sondas pelos estaleiros, custos de opera\u00e7\u00e3o, taxa de opera\u00e7\u00e3o e ainda formar um colch\u00e3o de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Hoje, o custo m\u00e9dio contratado pela Sete com os cinco operadores para as suas sondas \u00e9 de US$ 23 mil di\u00e1rios por embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Sete foi criada para ficar com as sondas, mas n\u00e3o para oper\u00e1-las &#8211; ela contrata um especialista. O operador cobra da Sete todo o custo de manuten\u00e7\u00e3o, mais uma tarifa fixa pelo servi\u00e7o de gest\u00e3o. Esse seria o &#8220;sobre-pre\u00e7o&#8221; (adicional ao custo) a que Odebrecht se referia. H\u00e1 dificuldade de se comparar esse valor com a ind\u00fastria internacional. O modelo da Sete \u00e9 pouco trivial no setor, apesar de ser usado em portos e no ramo de energia.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia da Sete tornou vi\u00e1vel a constru\u00e7\u00e3o das sondas para explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal. A Petrobras n\u00e3o tinha em 2010 &#8211; nem tem hoje &#8211; balan\u00e7o com folga suficiente para admitir o investimento necess\u00e1rio, estimado no in\u00edcio em US$ 25 bilh\u00f5es. O valor atualizado est\u00e1 em US$ 12 bilh\u00f5es, ap\u00f3s a redu\u00e7\u00e3o das sondas e novo desenho.<\/p>\n<p>Os US$ 460 mil pagos \u00e0 Sete pela Petrobras est\u00e3o acima da m\u00e9dia atual internacional, que hoje ronda a casa dos US$ 300 mil, conforme o Valor apurou. A estatal, para tornar vi\u00e1vel a cria\u00e7\u00e3o da Sete, assinou contrato com esse valor por 15 anos, quando o normal na ind\u00fastria s\u00e3o acordos de tr\u00eas a cinco anos. O mercado de aluguel de sondas \u00e9 &#8220;altamente especulativo&#8221;, segundo pessoa pr\u00f3xima \u00e0 Sete. A Petrobras sabia que prazo t\u00e3o longo implicaria no risco de, por alguns per\u00edodos, pagar valor acima do mercado. Mas o gasto seria compensado pelo tempo em que o pre\u00e7o ficaria abaixo da m\u00e9dia do pre\u00e7o \u00e0 vista.Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico\/Graziella Valenti | De S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expectativa da Sete Brasil \u00e9 que a Petrobras assine at\u00e9 o fim desta semana o novo plano de neg\u00f3cios da empresa, que reduziu de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":9254,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-13143","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13143","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13143"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13143\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13144,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13143\/revisions\/13144"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13143"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13143"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13143"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}