{"id":13054,"date":"2015-06-25T10:45:23","date_gmt":"2015-06-25T13:45:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=13054"},"modified":"2015-06-25T10:45:23","modified_gmt":"2015-06-25T13:45:23","slug":"desemprego-volta-a-subir-e-chega-a-67-em-maio-a-maior-para-o-mes-desde-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/desemprego-volta-a-subir-e-chega-a-67-em-maio-a-maior-para-o-mes-desde-2010\/","title":{"rendered":"Desemprego volta a subir e chega a 6,7% em maio, a maior para o m\u00eas desde 2010"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Considerando toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, foi a mais alta desde agosto de 2010, segundo o IBGE. Renda m\u00e9dia teve queda de 1,9% acima da infla\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A taxa de desemprego ficou em 6,7% em maio, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, que inclui dados de seis regi\u00f5es metropolitanas (Rio, S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre). \u00c9 maior taxa para o m\u00eas desde 2010, quando foi de 7,5%. Em abril, a taxa j\u00e1 havia subido de 6,2% em mar\u00e7o para 6,4%, a maior desde maio de 2011. Em maio de 2014, a taxa foi de 4,9%.<\/p>\n<p>Considerando toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica \u2014 e n\u00e3o apenas os meses de maio \u2014, a taxa de desemprego de maio foi a maior desde agosto de 2010, quando tamb\u00e9m foi de 6,7%. O resultado veio acima das previs\u00f5es do mercado. Segundo a m\u00e9dia das estimativas de 27 economistas ouvidos pela ag\u00eancia Bloomberg, a proje\u00e7\u00e3o era de que o desemprego em maio chegasse a 6,6%. Mas o IBGE informa que considera estabilidade a eleva\u00e7\u00e3o de 0,2 ponto percentual de abril para maio.<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real caiu 1,9% em rela\u00e7\u00e3o a abril, para R$ 2.117,10. Na compara\u00e7\u00e3o com maio do ano passado, a queda foi de 5%. A queda frente a abril foi a quarta seguida neste tipo de compara\u00e7\u00e3o. Em abril de 2015, a renda m\u00e9dia real era de R$ 2.158,74. J\u00e1 em maio do ano passado o valor era de R$ 2.229,28. A massa de rendimento m\u00e9dio habitual recuou 1,8% frente a abril e 5,8% em rela\u00e7\u00e3o a maio de 2014, para R$ 48,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Foi o forte aumento da popula\u00e7\u00e3o desocupada frente ao ano passado que explicou a alta do desemprego nessa compara\u00e7\u00e3o. O crescimento de 38,5% da popula\u00e7\u00e3o desocupada entre maio de 2014 e maio de 2015 \u00e9 a maior taxa de expans\u00e3o anual desse indicador em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Mensal de Emprego, que teve in\u00edcio em mar\u00e7o de 2002.<\/p>\n<p>\u2014 Esse aumento t\u00e3o significativo do desemprego frente a maio de 2014, de 1,8 ponto percentual, \u00e9 resultado da alta de 38,5% da popula\u00e7\u00e3o desocupada nesse per\u00edodo \u2014 explicou a t\u00e9cnica do IBGE Adriana Beringuy.<\/p>\n<p><strong>Expans\u00e3o do emprego informal<\/strong><\/p>\n<p>Frente a abril, a popula\u00e7\u00e3o desocupada avan\u00e7ou 4,8%, o que tamb\u00e9m \u00e9 considerado estabilidade pelo IBGE. Significa que, em um ano, 454 mil pessoas passaram a fazer parte da popula\u00e7\u00e3o desocupada. A popula\u00e7\u00e3o desocupada reunia 1,633 milh\u00e3o de trabalhadores nas seis regi\u00f5es metropolitanas em maio.<\/p>\n<p>\u2014 A taxa de desemprego ficou est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a abril, mas \u00e9 maior que a taxa de maio de 2014. Temos uma estabilidade na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior, mas aumento em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. O que levou \u00e0 estabilidade foi que tanto a ocupa\u00e7\u00e3o quando a desocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tiveram varia\u00e7\u00f5es estatisticamente significativas.<\/p>\n<p>O n\u00famero de trabalhadores com carteira assinada diminuiu em 213 mil em rela\u00e7\u00e3o a maio do ano passado, o que significa uma queda de 1,8%. Em compara\u00e7\u00e3o a abril, houve alta de 0,2%, tamb\u00e9m considerada estabilidade. Eram 11,514 milh\u00f5es de trabalhadores com carteira de trabalho assinada em maio, ou 50,5% da popula\u00e7\u00e3o ocupada.<\/p>\n<p>Houve expans\u00e3o do emprego informal, sem carteira assinada. A alta foi de 2,9% frente a abril, de 55 mil pessoas, e de 0,4% em rela\u00e7\u00e3o a maio de 2014, ou nove mil pessoas. Ambas as varia\u00e7\u00f5es, no entanto, s\u00e3o consideradas estabilidade pelo IBGE.<\/p>\n<p>J\u00e1 o contingente de trabalhadores por conta pr\u00f3pria aumentou em 136 mil pessoas frente a maio de 2014, ou 3,2%. Na compara\u00e7\u00e3o com abril, houve queda de 0,9%, ou 41 mil pessoas a menos.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o ocupada foi de 22,78 milh\u00f5es de pessoas em maio, o que significa 155 mil pessoas a menos que em maio de 2015, ou 0,7% inferior. Na compara\u00e7\u00e3o com abril, houve aumento de 19 mil pessoas, ou 0,1%.<strong>\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>Aumento em quatro regi\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Quatro das seis regi\u00f5es metropolitanas (Recife, Belo Horizonte, S\u00e3o Paulo e Porto Alegre) tiveram alta na taxa de desemprego na passagem entre abril e maio, embora o IBGE considere que as varia\u00e7\u00f5es nas seis regi\u00f5es n\u00e3o foram estatisticamente significativas.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com maio de 2014, no entanto, houve avan\u00e7o expressivo nas taxas. Em Porto Alegre, o desemprego quase dobrou, de 3% para 5,6%. Em Salvador avan\u00e7ou de 9,2% para 11,3%, enquanto em Belo Horizonte a taxa passou de 3,8% para 5,7%.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, o desemprego passou de 5,1% para 6,9%, enquanto no Rio o aumento foi de 3,4% para 5%. Recife registrou varia\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego de 7,2% para 8,5%. &#8220;Na compara\u00e7\u00e3o com maio de 2014, houve varia\u00e7\u00f5es significativas em todas as regi\u00f5es&#8221;, apontou o IBGE.<\/p>\n<p>Por grupamento de atividade, houve recuo na popula\u00e7\u00e3o ocupada em ind\u00fastria, com\u00e9rcio, servi\u00e7os prestados \u00e0s empresas e educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica frente a maio de 2014. O maior ritmo de queda foi na ind\u00fastria, de 3,1%, ou 110 mil trabalhadores.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o economicamente ativa \u2014 aqueles que t\u00eam idade para trabalhar, mas n\u00e3o buscam trabalho \u2014 era formada por 19,264 milh\u00f5es de pessoas em maio, est\u00e1vel frente a abril e com alta de 0,3% frente a maio de 2014, ou 62 mil pessoas a mais.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo \/ Lucianne Carneiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerando toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, foi a mais alta desde agosto de 2010, segundo o IBGE. 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