{"id":12640,"date":"2015-06-05T11:08:57","date_gmt":"2015-06-05T14:08:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=12640"},"modified":"2015-06-05T11:08:57","modified_gmt":"2015-06-05T14:08:57","slug":"industria-naval-demitiu-11-mil-empregados-desde-dezembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/industria-naval-demitiu-11-mil-empregados-desde-dezembro\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria naval demitiu 11 mil empregados desde dezembro"},"content":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria naval contabiliza uma redu\u00e7\u00e3o de 11 mil empregos desde dezembro de 2014. As causas s\u00e3o as dificuldades resultantes dos esc\u00e2ndalos envolvendo a Petrobras [na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato] e a crise pol\u00edtico-econ\u00f4mica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do Sindicato da Ind\u00fastria Naval Brasileira (Sinaval) e foram apresentadas hoje (20), durante audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente do Sinaval, Ariovaldo Santana de Rocha, n\u00e3o procedem as informa\u00e7\u00f5es de que as demiss\u00f5es j\u00e1 seriam 20 mil.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 o momento, foram cerca de 11 mil demiss\u00f5es no setor. Em dezembro do ano passado, a ind\u00fastria naval tinha 82 mil empregos diretos. Hoje, s\u00e3o 71 mil. N\u00e3o fossem os problemas atuais, poder\u00edamos ter mais de 100 mil pessoas empregadas\u201d, explicou Ariovaldo.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que elogiou as iniciativas do governo para estimular o setor, Rocha fez cr\u00edticas a institui\u00e7\u00f5es financeiras que t\u00eam criado dificuldades para o cr\u00e9dito necess\u00e1rio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o dos investimentos previstos em contratos.<\/p>\n<p>\u201cEstamos tralhando diretamente com o governo federal. No entanto, infelizmente n\u00e3o temos conseguido solu\u00e7\u00e3o para o problema de financiamentos com o setor financeiro. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social]\u201d, disse Rocha.<\/p>\n<p>Representando o BNDES, a chefe do Departamento de G\u00e1s, Petr\u00f3leo e Cadeia Produtiva do banco, Priscila Branquinho das Dores, informou que que a institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 desembolsou R$ 16,7 bilh\u00f5es para a ind\u00fastria naval.<\/p>\n<p>Desse total, 54% foram destinados a embarca\u00e7\u00f5es de apoio, 23% para navios petroleiros e 23% estaleiros e plataformas. \u201cS\u00f3 em 2015, j\u00e1 foi desembolsado R$ 1,5 bilh\u00e3o para a ind\u00fastria naval\u201d, afirmou Priscila.<\/p>\n<p>Segundo Ariovaldo Rocha, os bancos demoram mais de 90 dias apenas para dar posicionamento sobre pedidos de financiamento.<\/p>\n<p>&#8220;E boa parte das respostas \u00e9 negativa. Em 40 dias, o BNDES consegue informar se tocar\u00e1 ou n\u00e3o o projeto. \u00c9 melhor fazer isso que ficar sentado em cima do projeto, enrolando\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Assessor do presidente e coordenador executivo do Programa de Mobiliza\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria Nacional de Petr\u00f3leo e G\u00e1s Natural da Petrobras, Paulo S\u00e9rgio Rodrigues Alonso esclareceu que alguns projetos n\u00e3o conseguiram financiamentos em bancos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>\u201cNo caso da Sete Brasil [cons\u00f3rcio que tem a Petrobras como s\u00f3cia para fabrica\u00e7\u00e3o de 28 sondas], isso n\u00e3o foi poss\u00edvel, porque n\u00e3o conseguimos cumprir a exig\u00eancia do BNDES para mitiga\u00e7\u00e3o de risco\u201d.<\/p>\n<p>Ele destacou que, para esse empreendimento, as dificuldades s\u00e3o maiores porque a Sete Brasil tem um &#8220;modelo financeiro muito complexo&#8221;. Segundo Alonso, a Sete Brasil n\u00e3o est\u00e1 quebrada, mas \u201ccarente de solu\u00e7\u00e3o\u201d para a quest\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>\u201cCada sonda \u00e9 uma sociedade de prop\u00f3sitos espec\u00edficos. Nunca hav\u00edamos constru\u00eddo uma sonda no Brasil. Por isso, t\u00ednhamos de dotar o estaleiro de estrutura. S\u00f3 com a Petrobras como s\u00f3cia \u00e9 que os estaleiros teriam condi\u00e7\u00f5es de dar conta desse modelo complexo e com necessidade de financiamento\u201d, disse o representante da Petrobras.<\/p>\n<p>\u201cTemos de vencer a situa\u00e7\u00e3o financeira pela qual passamos. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel um pa\u00eds que criou, com compet\u00eancia e iniciativa, esse mundo que \u00e9 a ind\u00fastria naval, n\u00e3o conseguir equacionar quest\u00f5es financeiras e t\u00e9cnicas para manter essa ind\u00fastria, que \u00e9 altamente estrat\u00e9gica para o pa\u00eds. Em termos de soberania nacional e de reparos navais, a ind\u00fastria pode construir muito para a Petrobras e Marinha\u201d, concluiu Paulo S\u00e9rgio Alonso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria naval contabiliza uma redu\u00e7\u00e3o de 11 mil empregos desde dezembro de 2014. 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