{"id":12402,"date":"2015-05-22T10:13:36","date_gmt":"2015-05-22T13:13:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=12402"},"modified":"2015-05-22T10:13:36","modified_gmt":"2015-05-22T13:13:36","slug":"wilson-sons-rebocadores-pretende-entregar-12-novos-barcos-ate-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wilson-sons-rebocadores-pretende-entregar-12-novos-barcos-ate-2016\/","title":{"rendered":"Wilson Sons Rebocadores pretende entregar 12 novos barcos at\u00e9 2016"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Com investimentos de US$ 140,7 milh\u00f5es, embarca\u00e7\u00f5es de apoio portu\u00e1rio est\u00e3o sendo constru\u00eddas no estaleiro da companhia, no Guaruj\u00e1 (SP)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Impulsionada pelo crescimento da ind\u00fastria de \u00f3leo e g\u00e1s e o aumento da demanda comercial nos portos brasileiros, a Wilson Sons Rebocadores (empresa de apoio portu\u00e1rio do Grupo Wilson Sons) anuncia a constru\u00e7\u00e3o de 12 novos rebocadores, que totalizam investimento de US$ 140,7 milh\u00f5es, dos quais 84% s\u00e3o financiados pelo Fundo de Marinha Mercante.<\/p>\n<p>As novas embarca\u00e7\u00f5es, que contar\u00e3o com tecnologias sofisticadas e de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, est\u00e3o sendo constru\u00eddas pela Wilson Sons Estaleiros, no Guaruj\u00e1, litoral de S\u00e3o Paulo.\u00a0 A companhia informa que dentre os 12 rebocadores cinco j\u00e1 foram entregues em 2014, s\u00e3o eles: WS Phoenix, WS Antares, WS Bellatrix, WS Pegasus e WS Perseus.\u00a0 As pr\u00f3ximas quatro embarca\u00e7\u00f5es s\u00e3o esperadas para 2015 e as demais t\u00eam sa\u00edda prevista para 2016.<\/p>\n<p>Conhecida por oferecer uma das maiores frotas de rebocadores da Am\u00e9rica Latina, a empresa \u00e9 l\u00edder em servi\u00e7os de rebocagem naval no pa\u00eds, com 74 embarca\u00e7\u00f5es em opera\u00e7\u00e3o em toda a costa brasileira. A Wilson Sons tamb\u00e9m atua em opera\u00e7\u00f5es especiais, entendidas como reboque oce\u00e2nico, assist\u00eancia e salvatagem e outras opera\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, como o apoio a opera\u00e7\u00f5es de <em>offloading.<\/em> E tem, dentre seus clientes, os principais armadores do mundo.<\/p>\n<p>Para conhecermos melhor o novo projeto da Wilson Sons Rebocadores, o SINCOMAM conversou com o diretor de opera\u00e7\u00f5es da Wilson Sons Rebocadores, S\u00e9rgio Guedes, que falou sobre as novas tecnologias utilizadas nas embarca\u00e7\u00f5es, a mudan\u00e7a na identidade visual da marca e as expectativas para 2015.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo \u00e9 ampliar e renovar a frota da companhia, com embarca\u00e7\u00f5es mais modernas e potentes que atendam \u00e0s necessidades dos portos brasileiros\u201d, disse S\u00e9rgio Guedes.<\/p>\n<p><strong>Revista SINCOMAM &#8211; Relate sobre a trajet\u00f3ria da Wilson Sons Rebocadores.<\/strong><\/p>\n<p><strong>S\u00e9rgio Guedes &#8211;<\/strong> O neg\u00f3cio de rebocadores \u00e9 um dos mais antigos e tradicionais da Wilson Sons. Em 1870, quando a ent\u00e3o Wilson, Sons &amp; Co. instalou-se em Recife, a empresa j\u00e1 operava rebocadores, batel\u00f5es a alvarengas. No fim do s\u00e9culo XIX a empresa possu\u00eda tr\u00eas rebocadores: Evelyn, Linosa e Felicidade. Ao iniciar o s\u00e9culo seguinte, a Wilson Sons j\u00e1 estava estabelecida em v\u00e1rios portos do Brasil e oferecia com efici\u00eancia os servi\u00e7os de rebocagem.<\/p>\n<p>Os rebocadores da Wilson Sons destacaram-se em v\u00e1rios momentos da hist\u00f3ria do pa\u00eds, como na rebocagem do v\u00e3o central da Ponte Presidente Costa e Silva, a Ponte Rio-Niter\u00f3i, durante sua constru\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, foram os primeiros de uma empresa nacional a prestar servi\u00e7os a um navio em alto mar sem programa\u00e7\u00e3o de escala em portos brasileiros.<\/p>\n<p>Em 2002, a companhia foi pioneira ao participar do Projeto de Parques de Naufr\u00e1gios Artificiais de Pernambuco. Desde ent\u00e3o, j\u00e1 colaborou com oito rebocadores para o processo de coloniza\u00e7\u00e3o, ocupa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e lazer do parque. A excel\u00eancia no setor levou a Wilson Sons a deter, a partir da d\u00e9cada de 1990, percentual relevante do mercado de manobras de navios, servi\u00e7os de reboque de unidades flutuantes em alto mar e aux\u00edlio a obras de engenharia oce\u00e2nica.<\/p>\n<p>Atualmente, a Wilson Sons Rebocadores est\u00e1 entre os l\u00edderes em servi\u00e7os de rebocagem naval no pa\u00eds. Sua frota \u00e9 a maior do pa\u00eds e uma das maiores da Am\u00e9rica Latina e \u00e9 formada em grande parte por embarca\u00e7\u00f5es modernas, de propuls\u00e3o azimutal, com motores eletr\u00f4nicos que emitem menos gases poluentes.<\/p>\n<p><strong>R.S. &#8211; Quantos rebocadores foram entregues at\u00e9 o momento?<br \/><\/strong><strong>S\u00e9rgio Guedes &#8211;<\/strong> Do ciclo comentado de 12 embarca\u00e7\u00f5es em constru\u00e7\u00e3o j\u00e1 foram entregues \u00e0 opera\u00e7\u00e3o cinco unidades de 70 toneladas de tra\u00e7\u00e3o est\u00e1tica, todas equipadas com sistema de combate a inc\u00eandio \u2018Fire Fighting 1\u2019 (sistema utilizado com grande sucesso no combate a recentes inc\u00eandios em terminais a\u00e7ucareiros no Porto de Santos).<\/p>\n<p>Todos os rebocadores em constru\u00e7\u00e3o atualmente s\u00e3o de concep\u00e7\u00e3o azimutal, com motores principais de gera\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica e com os mais diversos equipamentos de navega\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, permitindo opera\u00e7\u00f5es em todas as \u00e1reas homologadas, com total seguran\u00e7a e efici\u00eancia.\u00a0 S\u00e3o dotados tamb\u00e9m de guincho de reboque na proa e alguns com sistema de combate a inc\u00eandio (FiFi 1). Al\u00e9m disso, s\u00e3o rebocadores com capacidade de tra\u00e7\u00e3o est\u00e1tica variando de 55 a 85 toneladas.<\/p>\n<p><strong>R.S. &#8211; Por que as embarca\u00e7\u00f5es s\u00e3o batizadas com nomes de corpos celestes?<br \/><\/strong><strong>S\u00e9rgio Guedes &#8211;<\/strong> Os corpos celestes s\u00e3o muito importantes para a navega\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que guiaram as embarca\u00e7\u00f5es at\u00e9 o surgimento de equipamentos mais modernos. H\u00e1 muitas d\u00e9cadas, a companhia optou por fazer essa homenagem, que se tornou a marca registrada de seus rebocadores.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tivemos uma \u00fanica mudan\u00e7a na identidade visual das embarca\u00e7\u00f5es. Na recente frota, introduzimos a inclus\u00e3o do prefixo \u201cWS\u201d a frente dos nomes dos corpos celestes, que continuam a batizar nossos rebocadores, como por exemplo: WS Phoenix, WS Antares, WS Bellatrix, WS Perseus, WS Pegasus e WS Leonis.<br \/><strong><br \/>R.S. &#8211; Qual \u00e9 a import\u00e2ncia dos rebocadores estarem sendo desenvolvidos pelo estaleiro da Wilson Sons?<br \/><\/strong><strong>S\u00e9rgio Guedes &#8211; <\/strong>Para n\u00f3s, \u00e9 um grande diferencial fazer parte de um Grupo que tem um estaleiro como uma de suas unidades de neg\u00f3cios. A Wilson Sons possui dois estaleiros no munic\u00edpio de Guaruj\u00e1, chamados de Guaruj\u00e1 I e Guaruj\u00e1 II. Essas unidades possuem capacidade combinada para processar at\u00e9 10 mil toneladas de a\u00e7o por ano. Os estaleiros constroem, al\u00e9m dos nossos rebocadores, embarca\u00e7\u00f5es para o mercado de petr\u00f3leo e g\u00e1s, como PSVs (<em>Platform Supply Vessels<\/em>) e ROVSVs (<em>Remotely Operated Vehicle Support Vessel<\/em>).<\/p>\n<p><strong>R.S. &#8211; Por atuar no setor de \u00f3leo e g\u00e1s, em que a seguran\u00e7a \u00e9 fundamental, quais tecnologias est\u00e3o sendo utilizadas para evitar riscos e acidentes?<br \/><\/strong><strong>S\u00e9rgio Guedes &#8211;<\/strong> Dois s\u00e3o os pontos principais em que a Wilson Sons Rebocadores se respalda para garantir a oferta cont\u00ednua de opera\u00e7\u00f5es eficientes e seguras com sua frota. A recorrente preocupa\u00e7\u00e3o na capacita\u00e7\u00e3o de seus colaboradores voltada as suas pol\u00edticas operacionais e de seguran\u00e7a, que seguem as melhores pr\u00e1ticas de mercado, bem como a constante renova\u00e7\u00e3o das embarca\u00e7\u00f5es, trazendo tamb\u00e9m sempre o que existe de mais inovador e eficaz dessa ind\u00fastria. Associado a esses pontos e considerando nossas opera\u00e7\u00f5es em praticamente toda costa brasileira, desenvolvemos modelo de gest\u00e3o com ferramenta de rastreamento por sat\u00e9lite \u2013 a Central de Opera\u00e7\u00e3o de Rebocadores (COR) \u2013 onde apoiamos e controlamos todas as movimenta\u00e7\u00f5es, cuidando, por exemplo, desde as rotas navegadas at\u00e9 o gerenciamento de velocidades, que implica na administra\u00e7\u00e3o do consumo de combust\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>R.S. \u2013 Os investimentos da Wilson Sons Rebocadores n\u00e3o est\u00e3o voltados apenas para a aquisi\u00e7\u00e3o de novas embarca\u00e7\u00f5es. Assim sendo, quais ferramentas a empresa utiliza para capacitar seus profissionais?<br \/><\/strong><strong>S\u00e9rgio Guedes &#8211;<\/strong> A Wilson Sons Rebocadores possui no munic\u00edpio de Guaruj\u00e1 (SP), uma unidade de instru\u00e7\u00e3o profissional, no caso o Centro de Aperfei\u00e7oamento Mar\u00edtimo William Salomon (CAMWS), importante ferramenta para capacita\u00e7\u00e3o dos nossos profissionais mar\u00edtimos. Ali s\u00e3o tratados temas fundamentais para a navega\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o dos rebocadores, com \u00eanfase nas melhores pr\u00e1ticas e tamb\u00e9m atendendo nossas pol\u00edticas de qualidade e de sa\u00fade, meio ambiente e seguran\u00e7a. O CAMWS possui um simulador de manobras que integra a opera\u00e7\u00e3o de navios e rebocadores, seja no apoio portu\u00e1rio, mar\u00edtimo ou offshore. A companhia investiu R$ 2 milh\u00f5es nesse equipamento, que reproduz situa\u00e7\u00f5es extremas, como condi\u00e7\u00f5es adversas de\u00a0<span>vento, mar, perda de motor e rompimento de cabo de reboque.<\/span><\/p>\n<p><strong>R.S. &#8211; Devido \u00e0s incertezas do mercado brasileiro, quais s\u00e3o suas expectativas para o ano 2015?<br \/><\/strong><strong>S\u00e9rgio Guedes &#8211;<\/strong> \u00c9 fato que existem incertezas quanto \u00e0 economia, mas n\u00e3o s\u00f3 restritas ao Brasil. V\u00e1rios mercados importantes para a balan\u00e7a comercial do pa\u00eds tamb\u00e9m est\u00e3o enfrentando a necessidade de ajustes e tudo isso afeta diretamente a corrente de com\u00e9rcio, que, no nosso caso, diminui o volume de navios frequentando nossos portos. Ou seja, 2015 sinaliza que devemos ter os \u2018p\u00e9s no ch\u00e3o\u2019, focando nossas a\u00e7\u00f5es nos principais centros de custos, buscando otimiz\u00e1-los.<\/p>\n<p>Fonte: SINCOMAM &#8211; Margarida Putti<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com investimentos de US$ 140,7 milh\u00f5es, embarca\u00e7\u00f5es de apoio portu\u00e1rio est\u00e3o sendo constru\u00eddas no estaleiro da companhia, no Guaruj\u00e1 (SP) Impulsionada pelo crescimento da ind\u00fastria&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":4828,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-12402","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12402"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12402\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12403,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12402\/revisions\/12403"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4828"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}