{"id":12306,"date":"2015-05-20T10:48:27","date_gmt":"2015-05-20T13:48:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=12306"},"modified":"2015-05-20T10:48:27","modified_gmt":"2015-05-20T13:48:27","slug":"rio-madeira-deve-ser-privatizado-por-causa-do-aumento-no-custo-de-dragagem-da-hidrovia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/rio-madeira-deve-ser-privatizado-por-causa-do-aumento-no-custo-de-dragagem-da-hidrovia\/","title":{"rendered":"Rio Madeira deve ser privatizado por causa do aumento no custo de dragagem da hidrovia"},"content":{"rendered":"<p>O representante do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Evainton de Oliveira, declarou, na \u00faltima segunda-feira (18), que o Governo Federal quer privatizar o rio Madeira por causa da acelera\u00e7\u00e3o do assoreamento na hidrovia provocado pelas hidrel\u00e9tricas de Santo Ant\u00f4nio e Jirau, que implicaram num aumento do custo de dragagem do rio. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita durante audi\u00eancia p\u00fablica realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) promovida pelo deputado e presidente da Comiss\u00e3o de Agricultura, Pecu\u00e1ria, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Dermilson Chagas (PDT).<\/p>\n<p>Ao justificar a privatiza\u00e7\u00e3o, o representante do Dnit afirmou que o tempo de dragagem do rio, necess\u00e1ria para manter a navegabilidade, diminuiu de cinco para um ano, ap\u00f3s as obras das hidrel\u00e9tricas de Santo Ant\u00f4nio e Jirau, ambas em Rond\u00f4nia. O custo com o servi\u00e7o, segundo o Dnit, aumentou.<\/p>\n<p>\u201cAcontece que com a constru\u00e7\u00e3o das represas de Jirau e Santo Ant\u00f4nio a sedimenta\u00e7\u00e3o que ocorria de forma r\u00e1pida para desaguar no rio Amazonas e, por consequ\u00eancia, no oceano, ficou mais lenta e aquele assoreamento que ocorria a cada cinco anos passou ocorrer anualmente, ent\u00e3o os custos aumentaram. Como resolver isso, melhorando a qualidade da navega\u00e7\u00e3o e reduzir os custos da Uni\u00e3o? Privatiza\u00e7\u00e3o\u201d, enfatizou Oliveira.<\/p>\n<p>Oliveira disse n\u00e3o acreditar que haja erro nos estudos de impactos ambientais das hidrel\u00e9tricas, mas admitiu que elas \u201ccontribuem para o assoreamento do rio\u201d.<\/p>\n<p>Oliveira confirmou ainda que o projeto n\u00e3o garante isen\u00e7\u00e3o para os ribeirinhos. \u201cA cobran\u00e7a ser\u00e1 para as grandes empresas. Mas, se houver cobran\u00e7a para os ribeirinhos, ser\u00e1 uma taxa de valor irris\u00f3rio\u201d, declarou o representante do Dnit.<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 fora do processo<\/strong><\/p>\n<p>Para o deputado Dermilson, as popula\u00e7\u00f5es dos munic\u00edpios da calha do Madeira e o Estado do Amazonas deveriam ser ouvidos sobre a constru\u00e7\u00e3o da proposta de privatiza\u00e7\u00e3o. \u201cSe o Governo Federal vai fazer essa concess\u00e3o do primeiro rio a ser privatizado no Brasil, temos que verificar de que forma a popula\u00e7\u00e3o vai ser atingida?<\/p>\n<p>Chagas afirma que \u00e9 importante esclarecer outro problema: se o servi\u00e7o de dragagem do rio Madeira de fato est\u00e1 sendo realizado, j\u00e1 que a\u00a0 Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Navega\u00e7\u00e3o Aquavi\u00e1ria (Fenavega), afirma que n\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o presidente da Fenavega, Raimundo Holanda, falta di\u00e1logo do Governo Federal com as entidades empresariais que atuam no Madeira. \u201c\u00c9 claro que, se vai privatizar um rio, isso causar\u00e1 um custo que cair\u00e1 para o armador e por consequ\u00eancia para a sociedade\u201d, disse.<\/p>\n<p>Fonte: ACRITICA.COM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O representante do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Evainton de Oliveira, declarou, na \u00faltima segunda-feira (18), que o Governo Federal quer privatizar o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":4181,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-12306","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12306"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12306\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12307,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12306\/revisions\/12307"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}