{"id":11981,"date":"2015-04-29T10:53:13","date_gmt":"2015-04-29T13:53:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=11981"},"modified":"2015-04-29T10:53:13","modified_gmt":"2015-04-29T13:53:13","slug":"desemprego-sobe-para-62-em-marco-a-maior-taxa-em-4-anos-e-renda-cai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/desemprego-sobe-para-62-em-marco-a-maior-taxa-em-4-anos-e-renda-cai\/","title":{"rendered":"Desemprego sobe para 6,2% em mar\u00e7o, a maior taxa em 4 anos, e renda cai"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Foi a terceira alta seguida do \u00edndice, influenciada pela desacelera\u00e7\u00e3o da economia, segundo o IBGE<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O mercado de trabalho voltou a apresentar alta do desemprego. Em mar\u00e7o, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o nas seis regi\u00f5es metropolitanas (Rio, S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre) pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, ficou em 6,2%. A expectativas de analistas de mercado ouvidos pela ag\u00eancia Bloomberg variavam entre 5% e 6,4%, com o centro das proje\u00e7\u00f5es em 6,1%. Foi a terceira alta consecutiva do desemprego. \u00c9 a maior taxa para o m\u00eas desde mar\u00e7o de 2011, quando foi de 6,5%, e, considerando todos os meses, a mais alta desde maio de 2011 (6,4%).<\/p>\n<p>Segundo Maria Lucia Vieira, gerente do IBGE, a alta do desemprego est\u00e1 ligada a um movimento t\u00edpico que ocorre nos tr\u00eas primeiros meses do ano e \u00e0 conjuntura econ\u00f4mica mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>\u2014 Nem todos que est\u00e3o perdendo o emprego est\u00e3o conseguindo se recolocar. Existe um efeito de dispensa de tempor\u00e1rios e da conjuntura econ\u00f4mica \u2014 afirma.<\/p>\n<p>A renda m\u00e9dia do trabalho ficou em R$ 2.134,60, em queda real de 2,8% frente ao m\u00eas anterior. E 3% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o de 2014. A renda caiu em todas as regi\u00f5es na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro. A maior queda percentual ocorreu em Salvador (-6,8%). No Rio, o rendimento m\u00e9dio ficou em 2,6% menor.<\/p>\n<p>Foi o segundo m\u00eas consecutivo de queda no sal\u00e1rio nominal e real frente ao m\u00eas anterior. A queda real de 2,8% em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro foi a maior varia\u00e7\u00e3o percentual negativa desde janeiro de 2003 (-4,3%). Em termos nominais, houve recuo de 1,3%, mais forte que no m\u00eas anterior, quando tinha sido de -0,3%. J\u00e1 o recuo de 3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado foi o mais forte desde fevereiro de 2004, quando a renda caiu 4,8%.<\/p>\n<p>\u2014 S\u00e3o pessoas recebendo sal\u00e1rios ou remunera\u00e7\u00f5es menores. Pode ser que a pessoa que perdeu emprego agora receba menos em outra ocupa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o temos como afirmar que \u00e9 menor poder de barganha das pessoas, tanto o empregado com carteira quanto o sem carteira quanto o conta pr\u00f3pria est\u00e3o recebendo menos \u2014 explica Maria Lucia.<\/p>\n<p>O contingente de desocupados nas seis regi\u00f5es era de 1,5 milh\u00e3o de pessoas em mar\u00e7o. Houve queda na ocupa\u00e7\u00e3o \u2014 a quarta consecutiva em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior \u2014, enquanto a for\u00e7a de trabalho registrou alta de 0,1% frente a fevereiro e de 0,3% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o de 2014, o que o instituto considera estatisticamente est\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Houve recuo no emprego com e sem carteira assinada, ao passo que aumentou n\u00famero de trabalhadores por conta pr\u00f3pria: frente a fevereiro, alta de 2% e a mar\u00e7o de 2014, de 2,3%.<\/p>\n<p><strong>Em fevereiro, taxa havia ficado em 5,9%<\/strong><\/p>\n<p>Por grupamento de atividade, o com\u00e9rcio registrou queda de 1,9%, o que significou menos 83 mil postos a menos em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro, alta de 0,6% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o de 2014. J\u00e1 a ind\u00fastria teve avan\u00e7o de 0,6% frente a fevereiro e queda de 6,3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2014.<\/p>\n<p>Em fevereiro, a PME tinha apontado uma taxa de 5,9%, a maior taxa para meses de fevereiro desde 2011, quando foi de 6,4%. Considerando todos os meses m\u00eas, foi a mais alta desde junho de 2013 (6%). Em janeiro deste ano, havia sido de 5,3%.<\/p>\n<p>Nessa mesma pesquisa, o rendimento m\u00e9dio real dos trabalhadores caiu 1,4% frente a janeiro e 0,5% em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro de 2014, para R$ 2.163,20. Foi a primeira varia\u00e7\u00e3o negativa na compara\u00e7\u00e3o interanual desde outubro de 2011, quando houve recuo de -0,3%. \u00c9 tamb\u00e9m a maior desde maio de 2005, quando o recuo no rendimento chegou a 0,7%.<\/p>\n<p>Em outra pesquisa, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua Mensal, que cobre cerca de 3.500 munic\u00edpios, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro foi de 7,4%. A taxa de desemprego no Brasil tinha sido de 6,8% no trimestre encerrado em janeiro.<\/p>\n<p>No trimestre encerrado em fevereiro do ano passado, tamb\u00e9m tinha sido de 6,8%. Entre setembro e novembro, o desemprego havia ficado em 6,5%. O objetivo do IBGE \u00e9 substituir a PME pelo levantamento nacional, criado em 2012 e que, at\u00e9 ano passado, n\u00e3o contava com n\u00fameros sobre a renda.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo \/ Clarice Spitz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi a terceira alta seguida do \u00edndice, influenciada pela desacelera\u00e7\u00e3o da economia, segundo o IBGE O mercado de trabalho voltou a apresentar alta do desemprego&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":3241,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-11981","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11981","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11981"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11981\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11982,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11981\/revisions\/11982"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3241"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}